<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149</id><updated>2012-02-16T13:36:02.939-02:00</updated><category term='Fofinhos ou não'/><category term='Filosofia'/><category term='Humor'/><category term='Metalinguagem'/><category term='BBB'/><category term='Política'/><category term='Comunicação Social'/><category term='&quot;Ficções&quot;'/><title type='text'>Um Dia Eu Invento um Nome - Ano 2: Mais Sem Graça do Que Nunca</title><subtitle type='html'>- Sim! Isso é mesmo o nome do blog. E é! Infelizmente os textos são sofrivelmente enormes e recheados de piadas inapropriadas no meio de discussões político-filosóficas demoradas (Tudo o que você não precisa ler numa visita rápida a internet sob o olhar crítico de um futuro jornalista que sempre chega atrasado (Viu como eu escrevo mesmo se der corda?!)). Paciência...   - "Esqueceu de dizer que tem a minha participação". - Quieto, Vermelhinho!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-4124378795935037199</id><published>2010-12-27T12:42:00.003-02:00</published><updated>2010-12-27T12:47:25.278-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BBB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><title type='text'>Novo Ano de TV ou Repúdio Violento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRikLMIam3I/AAAAAAAAAZk/GtsPfT5yI8o/s1600/47-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="313" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRikLMIam3I/AAAAAAAAAZk/GtsPfT5yI8o/s320/47-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daí que fim de ano tem sempre as mesmas baboserias na TV. Filmes do ano que vem, séries, estréias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Tudo o que nunca passa! Mas sabe qual o pior de tudo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Fala!&lt;br /&gt;&lt;div style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Esse seu blog!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-Já vai começar a implicar com o blog?&lt;br /&gt;&lt;div style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Das coisas mais patéticas que anunciam para um &lt;b&gt;novo ano de TV&lt;/b&gt;, você nunca falou do BBB. Afinal, isso é um blog sobre comunicação ou o espaço para a mocinha falar bobagem?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Não sei o que seria de mim sem o Vermelhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Daqui a não sei quanto tempo começa mais uma edição do BBB. Décima primeira, segunda. Enfim, não interessa. Realmente eu nunca usei o UDEIN para manisfetar publicamente o &lt;b&gt;repúdio violento&lt;/b&gt; que eu tenho a esse tipo de entretenimento. Erro crasso. Vamos corrigí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, antes de mais nada um adendo: eu tento sempre me afastar de uma posição elitista que ri das coisas que interessam o senso comum ou divertem a massa. Como um futuro jornalista não posso abster-me de estar sempre atualizado sobre o que passa nos lares dos brasileiros. Infelizmente eu tenho que aturar a sujeira do Jornal Nacional e estar minimamente informado dos temas que são abordados na novela das 21h. Com o BBB não é diferente. Triste saber, mas a verdade é que o maldito&lt;i&gt; "reality show"&lt;/i&gt; vira pauta. Assunto para jornal que ofende a inteligência e ridiculariza a luta de classes. Frequenta indiscriminadamente elevadores, almoços e conversas de ponto de ônibus. Faz um sucesso do diabo. Sim, eu odeio Big Brother. Acho um sintoma do quão doente nossa sociedade está. Mas para além das minhas birras de um sujeito insignificante no meio de uma contingência histórica, como observador social não posso deixar de examinar os motivos para esse tipo de atração mesquinha e ridícula ser tão importante. Outro exemplo: odeio Luan Santana. Qual pessoa com o mínimo de senso musical e amor-próprio gostaria? Mas ele arrasta muita gente do povo para seus shows? De onde vem tanta alienação? O que buscam em músicas e programas vazios? Não posso me esquivar das respostas. Tenho que digerir essas merdas e colocá-las em debate com quem quiser ouvir. Só assim transformaremos a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para ficar bem claro. Também não estamos livres dessa mesma alienação lendo livros caros e referenciais para a cultura ocidental. O Thales, que vai começar a vomitar filosofia também se interessa por coisas fúteis e baratas. Precisamos portanto, deixar de lado o ego e tentar e ouvir o outro para dialogar com o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse papo está um saco e eu vou logo meter a porrada na nave-mãe do Pedro Bial.&lt;br /&gt;&lt;div style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Aeeeeeee! Até que enfim. Mais um pouco e eu dormia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo mesmo é querer empurrar goela abaixo de todos que aquilo que vemos durante alguns meses na casa é a realidade. Vermelhinho, você é melhor nessa parte, por favor.&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Não quero compartilhar essa realidade. Estereótipos burgueses de toda sorte&amp;nbsp; (90% brancos, só tem branco nesse país?!) destruindo o caráter alheio e a dignidade própria em busca de uma recompensa milionária. Mulheres gostosas, gente burra, pessoas inteligentes e vazias, aqueles que reproduzem as mais rasteiras e superficiais verdades, gente simples e de bom coração que caiu ali por tolice. Que retrato da realidade, não? Sucesso a qualquer preço, vigilância. Enquanto aqui fora, a polícia continua matando pobre, o Maluf é diplomado, a política sumiu do mapa, cagamos em cima da filosofia. Gente passa fome.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Um pouco mais de niilismo, por favor.&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Ok, chefe! E fazer parte dessa podridão, mesmo sendo uma alucinação da cabeça do Thales me enoja. Espero ansioso o dia em que a profecia do Roger Waters será cumprida. A humanidade será achada por alienígenas que descobrirão que morremos "entretidos até a morte". Símios frustrados de frente para a televisão. Vidas que não são nossas. Masturbação. Playboy garantida o ano todo. E o Bial...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Puta que pariu, o Bial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Filosofia da pior qualidade compradas às pressas no varejo da pós-modernidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Entrevistas no Faustão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Felicidade do TV Fama!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Novos personagens para o Zorra Total. Será um ano como qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Sim! Vontade de matar brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi longe demais, Vermelhinho. Sempre podemos nos orgulhar por ter nascido no país do Gilberto Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é essa. Mercantilização de ideais. Olimpianos. Personagens de novela, como qualquer outro. Sujos são os que dizem que aquilo é a vida. É sim a existência de 12, 13, seja lá quantas pessoas trancafiadas em uma mansão. Não a nossa. Só há uma semelhança: gente vivendo sem sentido em uma casa. Uns, fazendo provas, eliminando, fazendo intrigas. Outros, letárgicos ao lado do controle remoto. Votando. Torcendo. Fazendo camisas. Se o Big Brother fosse um programa de ação social, onde cada ligação que fizéssemos fosse revertida em dinheiro para acabar com males vergonhosos que continuam nos perseguindo em um mundo que julgamos civilizado; teríamos o trabalho de escolher favoritos? Torcer? Fazer camisas? Essa indagação é da Amanda. Reproduzo-a. A resposta que formiga dentro de mim é triste demais para ser dita.&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Ficamos por aqui ouvindo Watching TV e odiando o Roger Waters por ele ser tão genial.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-4124378795935037199?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/4124378795935037199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/12/novo-ano-de-tv-o-repudio-violento.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4124378795935037199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4124378795935037199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/12/novo-ano-de-tv-o-repudio-violento.html' title='Novo Ano de TV ou Repúdio Violento'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRikLMIam3I/AAAAAAAAAZk/GtsPfT5yI8o/s72-c/47-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-4311441958454827953</id><published>2010-12-24T10:55:00.003-02:00</published><updated>2010-12-24T11:22:49.222-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Imprestável ou Christmas Album</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRSX-fxHoBI/AAAAAAAAAZY/w5mqOujcdGw/s1600/Aquaclaus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="314" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRSX-fxHoBI/AAAAAAAAAZY/w5mqOujcdGw/s320/Aquaclaus.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;- Mais um ano, Vermelhinho!&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- É! Algo novo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mudamos o layout&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Algo VERDADEIRAMENTE novo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Sabia, Thales. Você é um &lt;b&gt;imprestável.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Retrospectiva política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Não fode. Você sempre chega atrasado nas pautas. Já sabemos que a Dilma foi eleita. Ninguém quer ouvir suas piadas machistas agora. Adiante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem esse texto aqui que eu escrevi sobre o &lt;a href="http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/velhas-caixas-empoeiradas-ou-uma.html?zx=10bf0f4ab01e4a8b"&gt;Natal.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Requentando texto?! Caralho! Deixa de ser preguiçoso, Thales. O que houve esse ano?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me encontrei. Quero mudar o UDEIN. Pensa na grana, Vermelhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- (Com cara de puto) Esse papo de novo?! Não vem confessar suas mazelas de terapia aqui não. Isso é um blog sério sobre política, filosofia, comunicação social, revolução, batatas, livros, humor negro e sexo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toalhas de rosto também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Você tem apenas mais três falas para terminar esse texto com informações que prestem. Ou ao menos uma piada que não seja péssima como as de agora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha um papagaio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #e06666;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- PORRA! BASTARDO!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Foi mal! Não pude perder a oportunidade... Já sei. A todos os que leem o UDEIN e que acompanharam o ano 2 (ahahahaha) que teve muito, muito, muito, muito poucos textos, em 2011 estarei de volta mais forte do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Você sempre fala isso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E um bom final de ano para os que acreditam ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Bicha!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Estarei em algum lugar do mundo bêbado e fazendo promessas descartáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Patético.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vermelhinho terá o espaço para manter o mau humor rotineiro do final dos textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;- Bebam bastante e blasfemem Jesus. Tornem-se afetuosos e esperem ansiosos o carnaval, gentalha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Reacionário! Tomara que as pessoas não leiam mais suas partes do texto por causa desse tipo de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Fofinho você, Thales&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos ouvir &lt;b&gt;Christmas Album&lt;/b&gt; do Jethro Tull e tocar guitarra loucamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;- Agora você falou minha língua!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;E saem cantando Baker Street Muse fazendo air guitars!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;***&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Atulizando porque eu sou chato e obsessivo: Acho que começarei a postar umas resenhas. Aqualung é uma ótima indicação e indispensável para quem não conhece o Tull. Aberto às sugestões. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-4311441958454827953?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/4311441958454827953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/12/imprestavel-ou-christmas-album.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4311441958454827953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4311441958454827953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/12/imprestavel-ou-christmas-album.html' title='Imprestável ou Christmas Album'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRSX-fxHoBI/AAAAAAAAAZY/w5mqOujcdGw/s72-c/Aquaclaus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-734389717331197294</id><published>2010-12-22T16:03:00.004-02:00</published><updated>2010-12-23T20:24:46.354-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Ficções&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>A Caixa Continua ou Notícia Sob um Telescópio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRIzCy7XltI/AAAAAAAAAZM/2Jjcd-6Ys44/s1600/7AB5F7143DA7409DBA9FD78383C3A783.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="257" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRIzCy7XltI/AAAAAAAAAZM/2Jjcd-6Ys44/s400/7AB5F7143DA7409DBA9FD78383C3A783.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRIV7WrRNEI/AAAAAAAAAZA/CSDQ1683DBA/s1600/2005_09.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRIV7WrRNEI/AAAAAAAAAZA/CSDQ1683DBA/s1600/2005_09.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;A caixa continua&lt;/b&gt;. Baseado no evento de 25/11/2010. &lt;b&gt;Notícia sob um telescópio.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O impasse a respeito das intenções de tão incomum objeto e suas pretensas tentativas de destruição em massa (ou não) prosseguia. E prometia permanecer muito tempo.  Já por volta das 13h da tarde, bombeiros corriam freneticamente de um lado a outro da praça tomando as devidas precauções para a segurança do local. A polícia tinha ordens para fechar a praça e restringir o acesso civill a 50 metros quadrados da caixa. Os soldados Pereira, o sargento e tenente da cabine policial - testemunhas oculares do primeiro texto - faziam algazarra enquanto lanchavam coxinhas, pastéis e refrigerantes filados de uma lanchonete dali perto. Jornalistas voavam em meio a multidão como moscas, recolhendo depoimentos em seus bloquinhos. Atrás do falatório comedido e atento da mulditão, distinguia-se o zumbido de canetas percorrerndo o papel. Flashes e mais flashes eram disparados de direções aleatórias e para onde quer que se olhasse, pessoas sacavam pequenas câmeras digitais para registrar a mobilização policial ou falavam ao celular com amigos distantes sobre a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curiosidade dos transeuntes só dificultava ainda mais o trabalho das autoridades. Sempre havia alguém ou até grupos de pessoas que burlavam o cordão de isolamento com ousadia só para ver a movimentação mais de perto. Aos poucos, cartazes surgiam com mensagens para as câmeras. "Filma eu!", "Liberdade para as caixas", ""Queremos salário digno", "Explodam a maldita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria arma química? Explosivos de alto raio de ação? Anão fantasiado só esperando o melhor momento para saltar e matar o povo de susto? Tantas indagações fugiram do controle e caíram nos debates acalorados. Políticos oportunistas bradavam a incompetência do governo e defendiam a urgente criação de um Ministério para Assuntos Trigonométricos. A população tornara-se refém de objetos escusos, mal intencionados e vindos do nada carregando em seus ângulos poderosos explosivos. O terrorismo havia chegado ao nosso solo, afinal. Por todos os lugares, intelectuais trancafiados em bibliotecas ruminavam motivos para explicar o caos instaurado por mera suposta-caixa-bomba. Especialistas em segurança pública repetiam ladainhas inconclusivas e criminalizavam a pobreza. Outros, incriminavam o tráfico. No terceiro escalão de um quartel qualquer, chegou-se a cogitar invasão a uma comunidade para obter informações dos moradores. De forma não muito educada, como sempre. Percebam a ironia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declarações do governador foram lidas. Da Romênia, o presidente se mostrou solidário ao estado e ofereceu ajuda federal. Já o Ministro da Defesa não quis ceder entrevistas. O secretário de segurança do Rio de Janeiro dizia sempre a mesma coisa: "As medidas estão sendo tomadas, mas as coisas não mudam de um dia para o outro." Não importava a pergunta: era só o que ele repetia. Talvez tenha sido a única explicação que lhe deram. A esquerda estava - como habitualmente - dividida. Partidos de ambas as  bandeiras redigiam manifestos contra ou a favor da caixa e o projeto  imperialista norte-americano que agora queria cravar seus dentes na  Amazônia com novas tecnologias beligerantes feitas de madeira e pregos. E preferiam destruir-se em debates filosóficos do que sair no calor para testemunhar o acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preparativos para a explosão do artefato já estavam na metade. Muitos homens do esquadrão antibomba preferiam agora esquecer que, com bomba, só se erra uma vez - como diz o próprio lema. Com tantos curiosos e num lugar tão movimentado, se a caixa quisesse promover um atentado de repercussão política internacional e de se supor que calculasse matar muitos. Mesmo que os observadores não especulassem as consequências futuras de suas mortes, a atmosfera era carregada e a apreensão enorme. Mas o show de horrores ao vivo era demasiadamente cativante. Céticos espalhavam-se, é bem verdade, mas eram logo calados pelas notícias e pela grande expectativa da maioria. Prováveis vítimas. Perdas civis irreparáveis. O pânico discretamente se alastrava pela população, imagens de atitudes impensadas e catastróficas formigavam na imaginação. Havia mesmo um homem, empunhando a Bíblia tal qual arma entre a aglomerado de pessoas, fazendo discursos apocalípticos sobre um Deus vingativo e nossa desgraça iminente. Logo, pequeno grupo de seguidores já ouviam-no atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do Brasil assistia chamadas regulares de um plantão jornalístico que adiantava todos os detalhes da operação. Suspenderam o filme da tarde e saiu-se do trabalho mais cedo. O trânsito, já na metade da tarde, muito antes da hora do&lt;i&gt; rush&lt;/i&gt; já estava paralisado em algumas áreas do centro e zona Sul. As doses de estresse eram cavalares e as discussões fúteis, recorrentes. Gente passava mal dentro de ônibus e tinha maus pressentimentos com os parentes. Algo no ar. Estava para acontecer. Desgraça iminente. Versículos do apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que um grito irrompe por sobre o alarido dos cariocas e silencia a todos. Um estreito caminho é aberto entre a massa de pessoas nervosas e um desses psicóticos que divertem a paisagem do Rio de Janeiro e dormem na rua por serem incompreendidos passa como uma flecha por policiais e bombeiros. Assim, como um personagem quase autônomo de uma trama das contingências aparece nas páginas de um romance só para mudar o rumo da narrativa. Uma gritaria desperada precede um silêncio sepulcral enquanto o homem corre em direção a caixa e ergue a perna para chutá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bicuda bem dada. A caixa voou um pequeno espaço e caiu destampada com seu fundo frente à multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: red;"&gt;- Não!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394;"&gt;- Ahhhhhhh!&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;- Sabia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher começa a chorar copiosamente agarrada ao filho. Um homem ao celular esbraveja um "Caralho!" de espanto. Alguém não identificado rapidamente começa a rir estentoricamente. O homem que preconizava o apocalipse cala-se com olhos perplexos. E uns três ou quartos murmuram consigo mesmo "Não falei?"". O Brasil assiste a TV e roe todas as unhas. E por todo o país, as pessoas tem estranhos sentimentos e falas desencontradas. Saem as ruas. Sentam e conversam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira assunto do dia. Do mês. Do ano. Merece lugar na retrospectiva. O 25 de novembro entra para a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na caixa, o que havia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-734389717331197294?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/734389717331197294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/12/caixa-continua-ou-noticia-sob-um.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/734389717331197294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/734389717331197294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/12/caixa-continua-ou-noticia-sob-um.html' title='A Caixa Continua ou Notícia Sob um Telescópio'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TRIzCy7XltI/AAAAAAAAAZM/2Jjcd-6Ys44/s72-c/7AB5F7143DA7409DBA9FD78383C3A783.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-3789865184306465517</id><published>2010-12-13T13:42:00.004-02:00</published><updated>2010-12-23T20:24:38.484-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Ficções&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Notícia Sob Uma Lupa ou Caixa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQZCfQTJw4I/AAAAAAAAAVw/ZfgvbscL0bo/s1600/10328181.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 352px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQZCfQTJw4I/AAAAAAAAAVw/ZfgvbscL0bo/s400/10328181.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550196695499391874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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cobrador batendo freneticamente a moeda no metal da catraca do ônibus imaginaria no início de seu dia que aquele 25 de novembro iria por em xeque toda a crença dos poucos que ainda acreditavam em sociedade mais justa e solidária onde o mínimo de ordem mesmo que ilusória fosse mantida?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt; 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Dia após dia, opressores e oprimidos se matavam. Tomávamos lado ou não. Distinguimos muito bem quem é quem nessa tal de guerra civil que tantos falam por aí. Ou nos negávamos a ver ou assumíamos discursos fabricados. As balas perdidas que, a princípio, pareciam exceção, foram todas identificadas. Quem conta sua estória sempre atribui a origem do projétil a um lado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas essas convicções iriam mudar. Numa quinta-feira insólita. Apareceu uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;caixa&lt;/span&gt; no meio da cidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E digo apareceu pois ninguém sabia dizer ao certo quem a havia posto ali. Além disso, disposta de tal forma insolente e descompromissada no meio de uma praça pública, a forma de madeira parecia gozar com algo. Não estava com cara de quem foi posta, mas de quem chegou ali sozinha. Serena, mas com ar cínico, a caixa olhava prepotente por todos os lados e não dizia nada. Por vezes, podia distinguir-se um comportamento meio irônico, mas mantinha o silêncio e um pudor desentendido de quem não era com ela. Notava-se que guardava algo, trágico e cômico pelo modo como se anunciava, portanto, quem havia posto-a ali (se é que alguém o fizera), não importava. Mas sim as intenções de tal inesperado visitante.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A caixa suscitava indagações. E, até certo ponto materializava ela mesmo um questionamento. Era fuzilada por uma centena de olhares que imaginavam por que diabos haveria ela de aparecer logo ali. Numa praça movimentada de Ipanema. Afinal, caixa de madeira não freqüenta praça pública, freqüenta? Pelo menos não aqui desse lado bonito da cidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;- Já a vi, sim. De modo mais usual. Sempre nas mãos de um apressado ou um carregador. Mas assim, sozinha...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Concorda-se em dizer que a caixa não poderia esperar menos, apresentando-se de tal forma sem a devida cerimônia. Caixas precisam de nomes, e nomes de endereços e endereços precisam de entregadores. Assim, a esmo e no centro do foco de visão do público em geral significa obviamente que a caixa está instaurando um debate. Ou pelo menos propõe algo. Contudo em seu silêncio gélido a caixa lançava uma afronta a nós que pagamos impostos e exigimos respostas – não importam aqui os critérios de certas ou erradas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sua impávida e quadrilátera pretensão de permanecer ali mesmo - sem sequer ligar para as arestas desconfortáveis que ela trazia para o meio dia de um dia quente desses onde o Sol acaba com a população - era uma resposta sarcástica, confusa e ao mesmo tempo sinistra. Logo, como saber o que queria a caixa? Que surpresas escondia? Mirávamos da beira de um abismo escuro e não víamos nada. Olhamos em nós mesmos, semelhante abismo oferecia uma ponte a ser cruzada.&lt;/p&gt;  &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;- É bomba!&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 153, 51);" class="MsoNormal"&gt;- É... aqueis troçu, com’chama?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 153, 0);" class="MsoNormal"&gt;- O quê, rapá!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 153);" class="MsoNormal"&gt;- Vírus.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 153, 51);" class="MsoNormal"&gt;- Ééééé! Isso aí, brother!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 153, 0);" class="MsoNormal"&gt;- ‘Cês tão viajando...&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 51, 204);" class="MsoNormal"&gt;- É bomba sim!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 153, 0);" class="MsoNormal"&gt;- Não é, porra! Neuróticão, tu hein!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;- Chama a polícia.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 153, 51);" class="MsoNormal"&gt;- Ihhhhhhhhhh! Polícia???&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;- Tá de sacanagem...&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 204, 0);" class="MsoNormal"&gt;- Ó os vermi ali...&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 51, 204);" class="MsoNormal"&gt;- Olha, é verdade gente, tem a cabine da polícia ali pertinho, ó!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(102, 51, 51);" class="MsoNormal"&gt;- Ai, meu Deus, eu num disse... é bomba...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Policiais notam o volume impaciente de pessoas, o estranho cerco feito a objeto indeterminado e olhares em sua direção. Foram averiguar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;- Ih!Caixa?!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 51, 204);" class="MsoNormal"&gt;- É bomba, seu moço.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;- Bomba?&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;- Tá viajando, Pereira, não é bomba não.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;- Né bomba, não, dotô!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;- Mas Sargento, é estranho. Caixa sem remetente solta. Tão perto da cabine.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;- Porra...&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 153, 51);" class="MsoNormal"&gt;- Sargento, eu também acho muito estranho.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;- Mas tentente...&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 153, 51);" class="MsoNormal"&gt;- Chama a unidade de explosivos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Chega o esquadrão anti-bombas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Verdade. É bomba!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 153);" class="MsoNormal"&gt;- Ih! Mas isso é caixa!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 51, 204);" class="MsoNormal"&gt;- Caixa no meio da rua? Até parece!&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;- To sentindo até o cheiro. Acho que é líquido.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 153, 0);" class="MsoNormal"&gt;- Líquido tá caro, caseiro é sempre mais barato.&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 153);" class="MsoNormal"&gt;- Mas parece caixa...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Fica quieto!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Depois das devidas avaliações ficou certo: era bomba.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;- Ué, mas não era só caixa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Continua...        &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-3789865184306465517?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/3789865184306465517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/12/noticia-sob-uma-lupa-ou-caixa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/3789865184306465517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/3789865184306465517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/12/noticia-sob-uma-lupa-ou-caixa.html' title='Notícia Sob Uma Lupa ou Caixa'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQZCfQTJw4I/AAAAAAAAAVw/ZfgvbscL0bo/s72-c/10328181.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-8874424135847443855</id><published>2010-05-01T22:18:00.004-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.245-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fofinhos ou não'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Quanto Amor ou Melodramas Patéticos e Sofríveis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/S9zTD3_TiEI/AAAAAAAAAVY/Lb2nGxgYAUk/s1600/matei%2Bo%2Bamor%2Be%2Bpronto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/S9zTD3_TiEI/AAAAAAAAAVY/Lb2nGxgYAUk/s400/matei%2Bo%2Bamor%2Be%2Bpronto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466476111243479106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não! Este título não é mais um de meus inúmeros surtos de mau-humor e cólera desenfreada. Eu explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Thales precisa de leitores. Afinal, de que serve um texto recheado de proposições geniais, piadas infames, heresias e críticas sociais se me faltam leitores? Pois bem, como esta raça modorrenta não nasce por partenogênese das páginas do blog, é preciso ir buscá-los. Capturá-los como insetos indefesos indo de encontro à lâmpada e mostrá-los o caminho da luz pura e verdadeira. Entretanto, não basta só isso. O blog do potencial leitor deve ser minimamente similar ao meu. Não adianta simplesmente entrar na página de um engenheiro agrônomo do Mato Grosso do Sul que escreve sobre os malefícios de pesticidas na digestão humana e pedir delicadamente que ele visite o UDEIN e comente meus textos político-devassos. O máximo que eu vou conseguir é amedrontar o moço que vai firmar-se piamente na própria opinião de que eu sou um pervertido do Centro-oeste em busca de relações sexuais de caráter homossexual. Corro o sério risco de ser posto para fora do blog na base do spray de gengibre. E o Thales odeia gengibre (exceto em sua forma de balas cabeludinhas). Acabei me perdendo em uma piada enorme e preconceituosa, voltemos alguns passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Como se não bastasse esse trabalho de cão, é necessário achar um texto bom que dê caldo para um comentário afetuoso. O Thales não está aqui para reproduzir hipocrisia. Comentar em merda só para receber visitas é a prostituição do meio virtual. Caso eu consiga passar por todas essas etapas do processo, resta torcer pela benevolência do suposto autor para que ele retribua a minha visita e a partir daí se desenvolva uma via de mão-dupla de comentários, críticas e sugestões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é o meio mais fácil de fazer isso? Tentar achar um agregador de blog que permita uma busca por palavras, tornando a empreitada menos cansativa. Ou clicar em “próximo blog” na parte superior do layout do Blogger e torcer para encontrar uma coisa boa. E é isso que o Thales acabou de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer em qual blog eu cai, porque isso é falta de ética profissional (hahahahaha, até parece). Não importa citar especificamente este ou aquele site, mas sim, denotar de forma humorística os resultados da minha pesquisa. E eles podem ser explícitos em uma frase: POR QUE DIABOS 792% DAS PESSOAS QUE TEM UM BLOG GASTAM TEMPO ESCREVENDO TEXTOS DE AMORZINHO BONITINHO E FOFINHO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro blog: “Por que ser refém dessa paixão? Por que escrever e recitar poemas que não revelam a natureza atroz desse sentimento cruel e voraz que nos leva aos extremos da loucura e ao âmago do sofriment...” Fechei a página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo blog: “Enquanto eu adormecia lentamente, sentia o peso dos olhos azuis daquele que me fizera sentir como antes eu nunca...” Fecha a página com dor de barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro blog: “Amar é...” Fecha o blog, vou soltar um barro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto blog: Todo rosa. Não dá para confiar em um blog com layout rosa! Incendeia o PC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que o pariu! Em quase duas horas vasculhando esse mar de páginas pessoas eu vomitei umas sete vezes! Caralho! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quanto amor&lt;/span&gt;! Quanta paixão (e o pior, sem nenhum sexo!)! É de matar a pessoa de tédio! Os famigerados adolescentes fúteis e adultos vazios estão ouvindo NX Zero demais ou eu é que estou sendo resmungão à toa? Tudo bem que as pessoas amem. Lindo! Mas daí você gastar três anos da sua vida não fazendo mais do que repetir frases-feitas, textos embaixo do crepúsculo do Sol de janeiro e caminhadas pensativas e solitários no frio do inverno ao som de “Dust in the Wind”! Dá um tempo! Só existe verão e inverno para essas pessoas? O dia nunca está mais ou menos nublado com previsão de pequenas pancadas de chuva no final da tarde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está amando? O Sol brilha, as pessoas sorriem através de roupas coloridas. Os pássaros cantam, o Roberto Carlos canta, as borboletas cantam, até um mudo canta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está sofrendo de amor e/ou foi corneado? O dia é todo cinza. Cinza, não! Negro. E tome-lhe chuva torrencial, lágrimas e reflexões a lá Paulo Coelho sobre a natureza destrutiva do amor! Cadê o outono, as irritações, as brochadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me levem a mal, leitores. Principalmente se vocês são adeptos dessa modalidade irritante e trivial de escritos. Eu mesmo já escrevi &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/haveria-de-chegar-esse-dia-to-temido.html"&gt;dois&lt;/a&gt; ou &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/03/as-frases-de-odio-ou-as-mais-puras_02.html"&gt;três&lt;/a&gt; textos falando sobre amor e essas coisas. Mas vá lá! Todos muito contingentes. Com especificidades bem demarcadas e a partir de conjunturas bem específicas. Não um vômito sentimentalóide em forma de elegia ou madrigal. Para quê sentar o rabo em frente ao computador para recitar palavras floreadas sobre algo que você encontra aos montes nesse mundão virtual de meu Deus? Uma ferramenta tão poderosa como um blog em nossas mãos, permitindo que abordemos os mais diversos temas e o pessoal falando de dor de cotovelo e beijinho na boca escondidinho do papai? Ah, não fode! Pior ainda é a falta de criatividade e respaldo real dos textos. No início do flerte não existem cantadas do tipo “Gostosa!” ou “Que bundão, hein!”. Só juras de amor eterno e/ou propostas de casamento. Quanto às brigas, ninguém solta um “Morra, vadia” ou “Eu te odeio, viado”. Tudo termina na base do “Outrora o que era um sentimento ardente, doravante míngua frente às atribulações da rotina”. Aliás, é só aqui que entra a rotina, ainda que de modo muito metafísico. Ninguém descreve aqueles momentos em que ela quer trepar e ele que ver o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trepar? Esse pessoal não faz isso. Pau na xoxota é uma invenção que eles ainda não experimentaram. Parece que vivem sempre dentro de um clipe do Victor e Léo ou na melodia irrisória e repetitiva de um pagode estilo Sorriso Maroto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase tudo igual. Acho que eu ainda não me interei das “Regras para escrever um texto babaca falando de amor” que esse pessoal usa a torto e a direito. Primeiro você tem que falar do céu segundo o momento de sua vida (como já dito acima) e de todos os corpos celestes que povoam o ilimitado azul. A Lua, o Sol, as estrelas. Nem importa se estão todos juntos em uma baita orgia astronômica. Depois, os olhos. Se por qualquer razão você não citar os olhos do seu(sua) bem-amado(a), está incorrendo em uma falta gravíssima, sendo sujeito à multa e suspensão do sinal televisivo durante a novela das oito. Depois: borboletas. Muitas borboletas! Incontáveis borboletas! Mas para que tanta borboleta, pelos demônios? Acho que nem existe tanta lagarta assim no mundo! Ou essa galera fica investigando de folha em folha na floresta as crisálidas dos malditos insetos e dando hormônios do crescimento para ter mais borboleta no mundo? Não sei como o mundo ainda não está sofrendo de um desequilíbrio ecológico proveniente de tanto desses bichos. E para finalizar, a estrutura clássica: substantivo + adjetivo + outro adjetivo + mais um adjetivo + predicado. Por exemplo: Dolores, irrequieta, vilipendiada e estripada de tanta solidão viu as borboletas frágeis, furtivas e majestosas esvoaçarem em direção ao céu chuvoso (Dolores está muito triste), cinza e macilento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conseqüência disso é só uma: quem sofre verdadeiramente é o amor. Jogado na lata do lixo pelos “Eu te amo” repetidos a seco e sem sinceridade. O sentimento que é tão sutil quanto subjetivo torna-se um dogma universal disposto em uma cartilha. No lugar de um bom texto romântico o que se consegue são escritos sem a menor serventia. Se há uma definição boa para a coisa é que o amor te faz ressignificar pequenos momentos da vida. E por que não trabalhar com estes detalhes ao invés de conjeturar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;melodramas patéticos e sofríveis&lt;/span&gt;? De repente o mundo se divide em duas categorias: apaixonados eufóricos e psicóticos maníaco-depressivos. Todos corroborando o céu, os olhos e as borboletas e vivendo à beira do abismo. Tenha a santa paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os desavisados, peço que leiam este texto despidos de preconceitos, não como um libelo contra o amor, mas antes como uma crítica (ainda que sem as costumeiras argumentações acadêmicas) à superficialidade que povoa a mente de determinados blogueiros. Não me tomem como mau-amado, até porque isso eu não sou mesmo. Apesar de meu ar sisudo, eu tenho muito apreço pelo amor desde que conheci o verdadeiro funcionamento do sentimento. A Amanda me mostrou todas as nuances do sentir e todos os prazeres e dissabores pertinentes a ele. Peço que não parem de falar do amor, mas o façam de modo menos paradigmático e massivo. Falem do amor que sente saudade mas também respira aliviado por ter um tempo para si mesmo; aquele que beija com sofreguidão mas, por vezes, transa por obrigação; que de tanta tesão dá uma mordida tão forte que acaba com o clima da transa; que quer matar, esfolar e estripar seu(ua) companheiro(a), mas por alguns minutos; que certos momentos goza rápido e brocha; que cabe menos na poesia que na rotina. Resumindo: o amor que existe, não a fantasia utópica de gente virgem. Não esse monte de borboletas... Puta que o pariu... De onde saiu tanta borboleta? Morram, insetos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-8874424135847443855?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/8874424135847443855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/05/quanto-amor-ou-melodramas-pateticos-e_897.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/8874424135847443855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/8874424135847443855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/05/quanto-amor-ou-melodramas-pateticos-e_897.html' title='Quanto Amor ou Melodramas Patéticos e Sofríveis'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/S9zTD3_TiEI/AAAAAAAAAVY/Lb2nGxgYAUk/s72-c/matei%2Bo%2Bamor%2Be%2Bpronto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-5261371755216253259</id><published>2010-04-23T19:08:00.005-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Insônia ou Obnubilação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/S9IcuVygKxI/AAAAAAAAAU0/MkmqEWcyBg0/s1600/insonia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/S9IcuVygKxI/AAAAAAAAAU0/MkmqEWcyBg0/s400/insonia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463460880402361106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Vai lá, Thales, conta! Estamos todos roendo as unhas de curiosidade para sabermos o motivo tão trágico da ausência de suas postagens no UDEIN!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jura, leitor(a)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Bom, na verdade não, Thales. Eles só estão tentando ser solidários ao seu sofrimento, já que em vista do primeiro parágrafo do texto abaixo a coisa parece séria.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Aliás, eles só existem na sua cabeça, tá?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, Vermelhinho. Suas manifestações de apreço e conselhos psicológicos levemente regados a sarcasmos velados são realmente o fôlego de vida que eu precisava para retomar meus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, bem: vocês se lembram do escrito intitulado “Textos Enormes”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Para sermos sinceros, não. Já que somos poucos e esporádicos, eventualmente chegando ao seu blog por uma insídia do destino e como o próprio título do texto sugere... Você escreve muito... Dá preguiça de ler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não sejam tão reféns do marasmo. Conhecem aquela barrinha que se estende por todo o canto esquerdo da tela, então: levando-a para baixo, uns três ou quatro textos (que dá uma distância de mais ou menos sete quilômetros) vocês encontrarão o já citado escrito. Se o mouse de vocês tiver aquela rodinha que eu desconheço o nome, a tarefa torna-se ainda mais fácil. Leiam só os primeiros travessões e vocês já terão uma vaga idéia do terrível mal que me assola. Pura e simplesmente&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; insônia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tive afeição ao fato de ser notívago. Para mim a madrugada tem uma atmosfera muito mais convidativa do que esses dias que fazem um calorão de meu Deus (isso quando o mundo não desaba em tormentas de proporções devastadoras). Entretanto, o que era uma simpatia gratuita tornou-se ódio convicto. De uns seis ou sete meses para cá, pregar o olho tem sido um momento com o qual eu não sou agraciado. Parece inacreditável, mas meus poucos momentos de sono são entre as seis ou sete da manhã até o início da tarde. Com muita sorte, eu consigo estender meu sono até mais ou menos 16h30. O que, para as pessoas de mais idade renderia a alcunha de “vagabundo preguiçoso”. Nada que me ofenda. De fato eu tenho uma propensão quase religiosa ao ócio contemplativo. Todavia, em geral, minhas noites passam com pequenos cochilos de uma hora e meio, quando não em total insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, vocês não têm a mais vaga noção do que é passar as noites de infinitos seis meses em vigília. Eu mal consigo distinguir as cores do dia, já que do sofá da sala onde eu me entrego à angústia de passar madrugadas em claro apenas vislumbro a escuridão da noite e os primeiros raios de Sol, que, como eu já disse, são os indicativos de que talvez eu consiga tirar um leve cochilo. Daí deriva o fato de eu mal me acostumar à claridade e alguns minutos depois anoitecer. Impossível é tentar sair à rua. Meus globos oculares, biologicamente torturados pelo luz branca e espessa do dia por serem mais claros, já perderam sua resistência aos raios solares. O que geralmente redunda numa vermelhidão excessiva em meus olhos que, para os despercebidos e fofoqueiros de plantão sugere o uso constante e indevido da cannabis (Tolinhos, faz tempo que eu não consigo achar a erva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que esse não é o pior dos problemas. A angústia maior advém da&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; obnubilação&lt;/span&gt;, palavra de estrutura obtusa e que a pronúncia geralmente acarreta na expulsão de pequenas partículas de saliva para o azar dos que estiverem ao redor do maldito mandrião que ousa proferir o vocábulo ¬– por presunção ou falta de melhor termo para ser empregado. Na real mesmo o que ela quer dizer é uma perturbação no raciocínio que descamba para a lerdeza e lentidão no pensar, falar, ouvir e, por conseguinte, no interagir (Eu já mencionei que estou limpo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, que eu, devoto quase franciscano da formulação de hipóteses – relevantes ou não – sobre os mais diversos temas estou me tornando um zumbi que mal consegue explicitar os próprios pensamentos. Juízos a respeito do materialismo histórico ou da geopolítica mundial a partir da importância crescente dos BRICS no mercado global? Não. Citações obscuras e quase sempre impertinentes acerca da dialética hegeliana? Necas! Somas triviais de números que não avançam mais do que a casa das centenas? Impossível. Criticar o Sarney e o PMDB – que sempre foi o meu esporte cativo? Sem chance. O mais reles discernimento da ortografia de palavras como órfão, exceção e outras mais? Só com a ajuda da correção do Word (que não é lá nenhum gênio). Eu mal consigo entender um gibi da Turma da Mônica. Se os quadrinhos tratarem então dos planos infalíveis do Cebolinha, me perco nas tramóias do menino e fico deveras confuso de como aqueles nós repetidos foram parar na orelha do Sansão. Claro mesmo só ficam as tirinhas da última página por terem três quadrinhos e, eventualmente eu poder discernir com o mínimo de clareza onde estão início, meio e fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra circunstância angustiante é a mescla paradoxal de sentimentos e atitudes. Raiva, decepção, indolência, angústia e vazio se confundem em uma miscelânea incongruente em meu peito. Já meu modo de tratamento com as pessoas varia entre a amabilidade de um rinoceronte em época de acasalamento e a sensibilidade de uma menininha às voltas com sua primeira TPM. Quem sofre com isso é a Amanda. Brava e altiva guerreira que suporta meus repentinos acessos de loucura com uma generosidade heróica. A coisa se dá mais ou menos da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;- Bom dia, meu amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pro inferno você e seu bom dia. Me arranje uma substância nociva bem forte para que eu possa terminar logo com essa vigília sofrida de tantos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;- Poxa, mas que grosseria!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Buáááááá! Você me ofendeu categoricamente? Não tens alma, oh mulher? Quanta indiferença e menoscabo para com minha pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que já sou dramático me tornei uma variável esdrúxula de filmes de romance onde o amado da mocinha sofre de uma doença terminal. Isso tudo, é claro, escorregando na gramática das palavras e por muitas vezes apenas emitindo fonemas e onomatopéias incompreensíveis entrecortadas por chorinhos e blasfêmias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo me irrita! A filha da vizinha que deve estar no auge de seus dois anos e deu agora para cantarolar assim que acorda. A monstrinha nem aprendeu a falar, mas já solfeja melodias irritantes em grunhidos num volume inacreditável! Tipo: la-lou-me-ni-ca-iêêêê. Tchu-ga-go-ni-on-máááááá! Tudo daquela forma que só as pestes que tem como competência máxima infligir desgosto aos nobres ouvidos de quem têm o mínimo de conhecimento musical sabem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maldita criatura das trevas empoeiradas do útero da sua mãe tão feia quanto um ornitorrinco recebendo sexo oral. Não alcança nem a porra de um fá sustenido com destreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança se divertindo e eu querendo que ela saiba de trás para frente a escala pentatônica de ré menor. Isso só ratifica a constatação de que se acabaram meus critérios, bem como minha benevolência. Tem uma outra criança na rua (sempre elas) que adora curtir uma com a minha cara só porque é pequena e obviamente eu não posso esfregar a cara feia dela no chapisco. Se eu fizesse isso, é claro que teria de me haver com um pai inconformado berrando a plenos pulmões “Você não tinha o direito de desfigurar meu filho e extrair seu diafragma com um canivete suíço.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que o pequeno tratante desenvolve, dia-a-dia, jeitos mais eficazes de me perturbar a paciência. Fingir-se de Homem-Aranha só para arremessar pedras em mim com se fossem pequenas fios de teia; falar com uma vozinha estridente toda sorte de injúrias quando eu passo perto dele. Ontem mesmo, o bastardo quase me atropelou com uma bicicletinha. Só me restou dar um bico na rodinha dela e torcer para que o Peter Parker do subúrbio saísse rodopiando e esfolando a sua carinha demoníaca no asfalto quente. Para sorte de ambos, nada demais aconteceu. Mais isso não o impediu de lançar-me olhares provocativos como que desafiando minha honra para uma contenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo em que eu dormia, eu nutria um carinho especial para as crianças. Hoje, a minha vontade é enterrá-las vivas com todo requinte de crueldade que a minha falta de sono vem desenvolvendo em meu espírito. Irritadiço e volúvel são meus novos sobrenomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, leitores, que eu peço vossa ajuda com tudo o que vocês dispuserem de táticas e métodos para conseguir dormir um pouco. Já tentei reler Dom Casmurro, mas a monotonia do livro antes estimulou minhas náuseas do que bocejos (antes que os fãs xiitas da literatura brasileira venham me apedrejar, eu gosto sim do Machadão, mas aquele romance enfadonho de Bentinho e Capitu realmente foi uma criação infeliz do grande escritor). Já tentei dormir lendo a Dialética Negativa de Adorno, mas como poderia eu dormir sem antes entender chongas do que o maldito alemão está tratando. Tentei ver o programa da Leda Nagle, mas pensei que eu corria um sério risco de dormir e ter pesadelos com aquela mulher que mais parece oriunda de uma cusparada que de um orgasmo. Infelizmente a única coisa que de fato me faria dormir só acontecesse nos finais de ano. Ou seja, terei que esperar até dezembro para poder ser ninado pelo especial do Roberto Carlos. Enquanto isso, como já disse, me assemelho mais a um zumbi do que a um ser humano propriamente dito. Daí o lapso de atualizações do blog. Até agora é um mistério porque cargas d’água consegui escrever dois textos e dar nova vida a este antro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me ajudem, por favor! A Amanda está quase me vergastando para que eu consulte um médico, mas a falta de sono gera uma falta de ânimo irrepreensível. Sair de casa tornou-se um árduo empreendimento para este rascunho de blogueiro que vos fala. Por isso, se alguém conseguir forjar receitas de calmantes ou estiver de posse de substâncias lenitivas e alucinógenas, saiba que sou freguês certo. Até lá, só me resta rir das piadas estúpidas do Jô Soares e/ou assistir o que está tramitando no Congresso pela TV Senado. Quanta diversão (ironia!)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Não sejam caxias, mas sim condescendentes com os eventuais erros de português!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-5261371755216253259?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/5261371755216253259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/04/insonia-ou-obnubilacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5261371755216253259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5261371755216253259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/04/insonia-ou-obnubilacao.html' title='Insônia ou Obnubilação'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/S9IcuVygKxI/AAAAAAAAAU0/MkmqEWcyBg0/s72-c/insonia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-5112264443941941874</id><published>2010-04-19T06:23:00.007-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>"Direito Absoluto" ou Disparate Maior Impossível</title><content type='html'>Voltei. Mas como todas as minhas voltas, não sei se essa é para ficar. Estou com um problema que eu jamais julguei que poderia me atribular tanto. Mas isso é assunto para outro post. O que me despertou a vontade de escrever foi um texto do Bucci no Observatório da Imprensa que segue abaixo. Para compreender o que irei falar, aconselho à leitura do artigo no OI. Aí vai o link.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=CONF&amp;amp;cod=585JDB011&amp;amp;#c"&gt;http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=CONF&amp;amp;cod=585JDB011&amp;amp;#c&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não terminou sua leitura soltando gargalhadas estentóricas e/ou foi acometido de um acesso de raiva inefável, provavelmente você joga no time do Bucci e do excelentíssimo ministro do STF, Carlos Ayres Britto que, além de acreditarem piamente nesse tal &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“direito absoluto”&lt;/span&gt; que é a liberdade de imprensa, ocasionalmente vislumbram seres feéricos e personagens dos idos tempos de infância tais como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e mais uma dezena de quimeras que resistem ao passar dos séculos fazendo traquinices no mundo imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Porra Thales! ‘Cê abandona esse pardieiro às moscas e quando volta vem com esses &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;“mermus papinhus” de liberdade de imprensa e conjeturas acerca da comunicação social? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É leitor(a), isso mesmo. Em quaisquer outras épocas eu faria um escândalo e diria que o blog é meu, a bola é minha e quem inventa a brincadeira sou eu. Mas é fato que meus “papinhus” são repetitivos e eu não posso fazer nada. É nisso que eu sou bom. Dessa vez (mas só dessa vez) você está certo(a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para justificar o tema, há certas nuances no texto do Bucci que vocês leram que são novas (e outras para falar a verdade, bem velhas) e suscitaram argumentos que eu julgo interessantes de dividir com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Quem estou querendo enganar? Provavelmente “vocês” não leram o texto e esse “vocês” faria muito mais sentido no singular já que só a Amanda lê meu blog, apesar de eu ser bonzinho e praticante da política da boa vizinhança virtual e visitar o blog de todo mundo, enfim...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já vociferei, berrei, chorei e verti lágrimas de indignação aos quatro ou mais ventos sobre esse conceito promíscuo que é a liberdade de imprensa. Não vou elucidar meus próprios pontos novamente só para você poupar seu precioso tempo que o impede de ler meus outros textos. Sim eles são grandes, mas se você fosse meu amiguinho os leria por piedade (com alguma indolência, claro) e até quem sabe comentaria (imagina só?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Já tá fazendo drama de novo, né?! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É! O blog é meu, a bola é minha e eu quero brincar de auto-piedade e desfaçatez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, para mencionar o mais importante vale o seguinte esclarecimento: a liberdade de imprensa simplesmente não pode ser um direito absoluto pois para se constituir como tal ela deveria ser aplicada com equidade a todos os membros da sociedade. Vai você, um simples mortal fodido que trabalha 29 horas por dia para merecer um salário mínimo e meio querer iniciar um veículo de notícias! Não vai dar! Se a Globo mal se sente ameaçada pela Record e já arma um circo em cima da lavagem de dinheiro da emissora do Bispo Edir Macedo que dirá de qualquer outro. (Imagina só, a Igreja Universal lavando dinheiro! Por essa ninguém esperava!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja. Independentemente do quão óbvio e patético seja chover no molhado, os grandes barões da mídia sempre se unirão para bater seu tambor e escorraçar qualquer um que tenha opiniões divergentes das que valem para manter o monopólio da informação e os mandos e desmandos da mídia tendenciosa. É claro! Você pode criar um bloguezinho como o Thales e se vestir de pseudo-intelectual e veicular críticas ácidas contra tudo e todos e ser lido por (tcharam!) ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese: estamos irremediavelmente limitados pela própria existência material para expor nossas opiniões. E o pior: por uma mídia que vaga tranquilamente pela inconstitucionalidade de seu monopólio. A liberdade de imprensa, esse “direito absoluto” que o senhor Bucci teceu numa cagada é o direito absoluto da mídia difamar, caluniar, mentir e distorcer. Nada mais. Enquanto isso, os acadêmicos cegos ao próprio tempo alardeiam com um entusiasmo pueril a construção social da notícia. A notícia, é claro, que é escolhida, editada, rasgada, enfeitada pela própria mídia dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí eu já estou embarafustando por uma diagonal que me leva longe dos argumentos que quero dar. O que salta aos olhos de mais tolo no texto do Bucci – por má fé ou por simples ignorância – são os seguintes pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate estiveram presentes Dalmo Dallari, jurista que também escreve para o OI e que tem uma visão muito esclarecida sobre os limites que a mídia deveria ter e os casos de abuso por ela cometida justamente pela falta de imposição desses limites; Alberto Dines, jornalista desde meados do tempo cretáceo e editor do Observatório; e é claro o ministro Carlos Ayres Britto, além do próprio Bucci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto aqueles mereceram parcas linhas do texto do Bucci, o ministro do STF foi elevado ao status de grande conhecedor da mídia, sem provavelmente conhecer do modo mais rudimentar o processo de produção da notícia. Mas é a opinião dele (e a do próprio Bucci, o que já revela a tendência do texto) que prevalece. O autor segue a risca a cartilha que aprendemos na escolinha de Comunicação Social. Dar voz aos magistrados, à versão oficial, ao governo (quando este não faz merda. Nesse caso, o certo a se fazer é correr para baixo das asas da oposição). Se o cara é ministro é porque ele sabe de tudo. Fodam-se os outros, malditos maltrapilhos desordeiros, comunistas e ateus. Esses querem desestabilizar nossa democracia com argumentos retrógrados. Fica patente como o texto é direcionado. Se em um Observatório que se propõe a ser um contrapeso crítico ao funcionamento da mídia, o professor Eugênio Bucci se prostitui a tal ponto, o que imaginar da grande mídia que não vê nada a sua frente senão o aumento de seus lucros? Fica a indagação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha segunda reflexão é a respeito da fala final do ministro que citou outros “direitos absolutos” como, por exemplo, o direito a não ser torturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa para você pasmar, corar, arregalar os olhos, franzir o cenho ou defenestrar seu computador em um surto inconsolável de pura cólera e desprezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparar liberdade de impressa à prática da tortura é subestimar a inteligência de quem lê o portal. Com certeza o ministro não leu (ou leu com o olho do cu) o Leviatã do menino Hobbes onde ele diz – ainda que de modo contestável – que o único direito inalienável ao homem é seu direito à vida. Provavelmente o ministro tirou esse paralelo do ânus de alguma forma de vida decrepta. E aqui encerram os comentários, porque, meu pequeno, se você concorda com a opinião do ministro faça o favor de se matar e poupar o mundo de sua existência ignóbil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não julgo que você concorde pois chegamos ao terceiro ponto: os comentários ao artigo. Uma maioria esmagadora de leitores do OI indignou-se com o texto e essa noção totalmente arbitrária de uma liberdade de imprensa absoluta. Principalmente quando Bucci cita uma fala do ministro que diz: “Não que a Constituição tenha descuidado dos bens de personalidade como a honra, a imagem, a intimidade familiar (que "adensam e expandem a personalidade"); o ministro enfatizou que os abusos da liberdade admitem punição, por certo, mas sempre a posteriori, isto é, após a publicação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que é isso? É a liberdade que os jornais têm de: poder publicar a foto de qualquer um em qualquer situação; falar o que quiser de qualquer um em qualquer situação; se valer dos comentários de qualquer um e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CASO&lt;/span&gt; (como eu gostaria de poder frisar mais esse “caso” com enfeites natalinos e toda sorte de instrumentos para chamar a sua atenção) fique provado que houve um abuso ou uma conduta indevida, você pode requerer seus direitos e uma reparação. Algo como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;- Olha, nós chamamos sua mãe de vaca, seu pai de brocha, publicamos uma foto da primeira-dama em trajes de banho deixando à mostra suas celulites, mas poxa... Foi mal... Nós achamos que isso venderia jornal. Mas como nós temos zelo pela ética amanhã mesmo iremos nos retratar em uma nota de três linhas no canto inferior direito da página 47 dos classificados de automóveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Disparate maior impossível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, como eu ia dizendo, um grande número de leitores simplesmente ridicularizou de forma educada a argumentação do "direito absoluto" (eu não, isso não é da minha estirpe, eu gosto mesmo é de ser grosso, mas provavelmente o moderador vai me censurar e eu terei que dialogar de forma mais cordata). O que fica claro é que enquanto os acadêmicos reviram seus olhinhos com um gozo cínico de tecer teorias totalmente descoladas da realidade, nós, o povo, nos vemos desamparados. Não somos representados por essa mídia, exigimos informação boa sem sermos ouvidos e ainda temos que aturar as constantes violações da Constituição por essa mídia porca. A academia está longe, há milhões de anos-luz da sociedade. E aí de quem reclamar! Nós, por conseguinte, só temos o direito de ficar calados e aturar essa zona com um sorriso amarelado no rosto. Desculpem leitores, eu gostaria de voltar de modo triunfal com um texto bem-humorado e apresentável, mas está difícil... cada dia mais difícil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-5112264443941941874?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/5112264443941941874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/04/direito-absoluto-ou-disparate-maior.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5112264443941941874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5112264443941941874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2010/04/direito-absoluto-ou-disparate-maior.html' title='&quot;Direito Absoluto&quot; ou Disparate Maior Impossível'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-8129039759686134043</id><published>2009-09-03T12:18:00.006-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Dois Pesos e Duas Medidas ou O Mais Legal São os Discursos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sp_jWX_xwmI/AAAAAAAAATU/Zbgu1zNnXxY/s1600-h/560_35.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377266453641806434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sp_jWX_xwmI/AAAAAAAAATU/Zbgu1zNnXxY/s400/560_35.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mídia trabalha com &lt;strong&gt;dois pesos e duas medidas.&lt;/strong&gt; Perdoem-me por novamente atualizar o UDEIN com um texto que não seja sobre a democratização da Comunicação Social (Alguém aí realmente se importa com o tema?). Mas a oportunidade não pode passar. Portanto, para você que não gosta de ler muito, hoje é seu dia de sorte. O UDEIN só está aqui nesse momento para lançar uma pulguinha atrás da orelha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não acompanhei por outras mídias, mas vi no JN que foi aprovada pelo Congresso a convocação de um plebiscito na Colômbia para a reeleição do presidente Álvaro Uribe por mais um mandato. Pronto, leitor(a) lúcido... é a sua vez...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Ué, mas não é a mesma manobra política do Chávez?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O mais legal são os discursos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Manobra chavista: Malditos bolcheviques fora de época. Querem desestabilizar a América Latina com medidas autoritárias travestidas de democracia. Isso é uma medida que põe em risco todas as instituições democráticas do continente e pode levar-nos a bancarrota. O didator Hugo Chávez, com seus delírios bolivarianos (essa expressão virou até jargão), quer afundar a Venezuela em um cenário político defasado em relação às novas tendências mundiais. Não vamos permitir esse porco imundo e decrepto de tripudiar sobre as liberdades individuais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Manobra do Uribe: Uribe acredita na jogada principalmente por sua eficiente política de combate ao narcotráfico e... e... e... é isso... deixa o menino brincar de ser presidente em paz, poxa! Ele não está fazendo mal a ninguém.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Socialista no poder por mais tempo? Vamos demonizá-lo até cansar e utilizar todo tipo de especialista que possa reproduzir aquele papinho chato de "as instituições democráticas vão erodir e blá blá blá".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliado americano no poder por mais tempo? Vai ter um churrasquinho para comemorar, vai? Depois de jogarmos uma peladinha e ficarmos bêbados nós podemos sair por aí matando supostos narcotraficantes e dando declarações para a mídia de que nossa política de exter.. erh.. segurança é um sucesso, o que acham? Super divertido, né?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A opinião do UDEIN: Qualquer presidente pode convocar um plebiscito para se manter no poder. Se o povo aprovar, eu até critico, mas não me contraponho a soberania de um Estado Nacional. Assim como o Chávez manobrou é direito do Uribe manobrar. Só não é direito da mídia dar um tratamento tão discrepante para ambos os casos. Mais uma vez a ética e o compromisso de levar informações bem apuradas para a sociedade ficam para escanteio. Muito triste.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Adendo: Fiquemos atentos ao projeto de reativação da 4º frota do governo Bush. Lastreados no combate ao narcotráfico, o governo colombiano e americano podem iniciar um massacre equivalente aos do Afeganistão e Iraque debaixo de nossos olhos. Aqui do nosso ladinho. Não estou defendendo o narcotráfico, mas sabemos que tipos de direitos são desrespeitados em um combate, principalmente com os EUA envolvidos. É preciso que a sociedade fique atenta. Esse assunto nos diz muito respeito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltamos a programação normal: ou seja, eu só atualizar essa merda de 4 em 4 anos e prometer textos que nuncam saem (não, eu não fiz uma jogada política para manter-me no poder do UDEIN indefinidamente).&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atualizando: &lt;a href="http://altamiroborges.blogspot.com/2009/09/midia-da-protecao-ao-narcoterrorista.html"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O texto que é muito melhor que o meu&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;(maldito Altamiro Borges, será que se fizer plágio ele me pega?).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-8129039759686134043?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/8129039759686134043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/09/dois-pesos-e-duas-medidas-ou-o-mais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/8129039759686134043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/8129039759686134043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/09/dois-pesos-e-duas-medidas-ou-o-mais.html' title='Dois Pesos e Duas Medidas ou O Mais Legal São os Discursos'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sp_jWX_xwmI/AAAAAAAAATU/Zbgu1zNnXxY/s72-c/560_35.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-2629280843833328083</id><published>2009-08-04T18:36:00.006-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.247-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Ficções&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Textos  Enormes ou Boa Noite</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SniqYLXg-vI/AAAAAAAAASw/ejQrNBuY_hQ/s1600-h/43372989_a129d9f734.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366226288356948722" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; cursor: pointer; height: 344px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SniqYLXg-vI/AAAAAAAAASw/ejQrNBuY_hQ/s400/43372989_a129d9f734.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Oi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- ...?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Tá fazendo alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Porra Thales, escrevendo às 2h40 da manhã?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Eu sei que é o horário não é apropriado, mas eu posso fazer uma pergunta?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Pois não.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Você acha os meus &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;textos enormes&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt; e por vezes chatos demais?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Olha, cara... Considerando que: você é um louco que me cria como personagem para representar o seu leitor(a); me invoca no texto quase às 3h da manhã, mesmo sabendo que a pessoa possa ler isso às 16h e achar você um imbecil; levando em conta também que essa espelunca que você chama de blog não passa de mais um de seus surtos incompreensíveis de humor maltrapilho; eu acho um consolo estar escrevendo e não preso a uma camisa de força.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Você não respondeu a pergunta...&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Sem contar que essa de “dialogar” com um possível leitor é um plágio descarado do Machadão que ninguém notou ainda.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Poupe-me, ao menos, do indicativo irônico de aspas já que você enfiou seu ouvido no ânus e não vai me responder.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Sim. Seus textos são longos e chatos demais. Por que isso agora?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Como você sabe, são quase 3h da manhã e meu estado de consciência não me permite dormir. De tempos em tempos, a Amanda sofre, coitada. Ela que alega sentir frio mesmo em noites beirando os 30 ºC só para dormir agarrada em mim, está desamparada em seu sono nesse momento. Eu fervilho em idéias. O mundo dos sonhos não me soa convidativo. Estranho, pois um cansaço pesa em meus músculos através de movimentos reticentes. Familiares gestos envoltos em preguiça e indolência. Há somente um pensamento vibrando como o vigoroso chocalho de uma cascavel na minha mente em vigília. É como aquela poesia que você esperou para escrever por anos e que, agora, desce suavemente pelo seu antebraço e pela sua mão. Misteriosamente, a gravidade que atua nos corpos atua no pensamento. As palavras são tragadas para o papel como a água da chuva encharca o solo. Entretanto, o que me agita não é poesia, nem uma nova teoria. Como sempre, é uma pergunta: sabendo que meus textos são enormes, e que a pressa de sobreviver no caos do mundo é um imperativo, o que farei já que não consigo ainda deixar a gravidade atuar em meus dedos de modo mais objetivo e sei que essa é uma crítica recorrente ao blog?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Não faço a menor idéia, versão óbvia, chata e magra de James Joyce.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Humor barato! Com textos enormes!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Era só o que faltava...&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Claro, é fantástico. Um texto livre dessas problemáticas tão desgastantes quanto a democratização da comunicação. Aliás, a segunda parte e a terceira parte desse texto me consomiram muito. São tantos aspectos, tantos cuidados, tanta delicadeza que está se tornando um martírio trabalhar nelas. A Amanda abriu meus olhos para a falta de praticidade em meus textos. Ninguém tem tempo para ler teorias de três páginas. Três páginas que eu faço mais por pirraça do que por necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Peraí, então esse texto foi feito antes da parte 2 da democratização da comunicação? Por isso que demorou tanto, né?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- É, é... Mas esquece essa porra! A idéia é outra. Fazer piada sem compromisso. Voltar a ser criança. Que nem o segundo post. Nada de muito sério. Coisas bem escatológicas e baixas... Tive uma idéia... Escrever abaixo do título do blog “Os textos mais longos e mais chatos da história da internet (que convenhamos não é muito longa, mas isso não desmerece a honra)”. Seria uma forma de fazer piada com a minha desgraça. Brasileiro já gosta de rir de si mesmo. Ora, quer mais sintonia com nossa bela nação que isso?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Acho que o subtítulo ficaria grande demais para o layout, gênio.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- É, né?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- E, de mais a mais, você está soando patético!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A proposta inicial do blog era ser muito mais humorístico, Vermelhinho. Porra, pensa na grana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Que grana, seu tarado inconseqüente? Tá louco... Está assustando os leitores do blog com essa porra... Sem contar que você deve estar me confundindo com o Chapolin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Foi outra piada, seu tolo. Você não está entrando no espírito da coisa (Os xingamentos do Vingador funcionam bem fora da Caverna do Dragão, não?).&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Desculpe, leitor(a)... O Thales não está passando bem. Juro que ninguém está sabotando o blog...&lt;/span&gt; &lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vermelhinho! Você faz o papel do leitor(a). Como pode estar falando consigo mesmo?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Considerando que eu, na verdade, sou você – e ainda assim, estou tentando te trazer de volta a lucidez &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; só corroboramos a minha tese de que você precisa de tratamento, seu maldito retardado. No máximo esse texto completamente incoerente que você está escrevendo só vai virar um caso curioso para a semiótica e todo aquele papinho de sujeito da enunciação para cá, enunciador para lá... Vai desbancar aquela menininha lá... o nome dela... qual é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Lispector, animal.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Essa piranha aí mesmo... Quer um conselho?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Hum...&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Já que você virou o Zezinho Insone e dos textos experimentais, tenta inserir mais cenas de ação, que nem você já fez algumas vezes – tipo o texto sobre o Natal. É melhor que ficar metralhando reticências pelo texto para exemplificar ponderações, ironias, pausas e essas coisas.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales pondera determinado tempo, ao fim, abre um parênteses e...) – Assim?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho abre uma cara de contentamento) – Exato, exato. Agora podemos até utilizar o cenário que temos, andar, gesticular. Por exemplo, vou sentar nessa cadeira.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales não consegue esconder seu ar de dúvida) – Que cadeira, gay?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Misteriosamente uma cadeira brota do nada) – Esta aqui!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales assume ar de espanto) – Oh! Legal! Só que aí você atrapalha para chegar à janela.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho levanta o olhar em tom de interrogação, Thales acena com a cabeça. Vermelhinho olha sobre os ombros e vê uma janela também brotar do nada) – Sinistro! Você que queria fazer humor tá quase fazendo a quarta parte do Poltergeist... Bom, mas esquece isso. Além de expressões, eu posso andar, cair, ir ao banheiro, tudo para incrementar a narr...&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales irrompe em um surto colérico por achar que Vermelhinho crê que sua noção do que seria uma encenação seja rudimentar demais) – EU SEI O QUE FAZER, PORRA!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho mentalmente solta um “Tá nervosinho, filho da puta?” mas sabe que nessa conjuntura do texto, não pode manifestar tal opinião após o travessão) – Nossa, você está forte!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales sabe que é quase o rascunho de um grilo com fome e, obviamente, nota a ironia. Entretanto, antes que ela faça qualquer coisa, Vermelhinho sugere):&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Então: vamos tentar. Faça-me dar uma volta.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales pensa em dizer que abrir e fechar esses parênteses já deve ter perdido a graça, além de ser chato, mas Vermelhinho prossegue).&lt;/span&gt; &lt;o:p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- VAI, CARALHO!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho dá uma volta em torno de si mesmo)&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Aê, conseguimos! Muito bom! Pelo menos agora temos uma nova ferramenta para adicionar aos seus textos sem graça!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Tá maluco? Meus textos são ótimos. A Amanda riu duas vezes em vinte e três deles.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- E aposto que você acha isso uma ótima média, né? Garanhão! Espero que o sexo não siga o mesmo princípio!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales olha Vermelhinho fixamente e indaga firme) – Você quer me irritar, insolente?&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho olha para Thales como quem diz “quando ele vai parar com essas gírias patéticas do Caverna do Dragão?!”) – Imagina, patrão!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho encaminha-se para o peitoral da janela)&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Porra Thales, que isso?! Foi brincadeira?!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho sobe e inclina seu corpo para fora do 7345º andar)&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Filho da puta, tinha que pegar pesado no número de andares, é? Diminui para 4097!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales encara Vermelhinho com um olhar de “estou apenas fazendo o meu trabalho”)&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Ok! 5134!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- 6754!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- 4866 e não se fala mais nisso.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Feito!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Feito?! Você não é muito bom com números, Thales!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales faz cara de misericordioso enquanto digita no novo parênteses que agora são só 4866 andares) – E então, meus textos continuam sendo ruins?!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho fica pálido de medo e gagueja (Não vou reproduzir textualmente alguém gaguejando, né?! Por favor, use a imaginação)) – Não, que isso. Eu até gostei desse porque você deixou eu chamar a Clarisse Lispector de piranha (mesmo achando que muita gente vai sair magoada e sabendo que a Amanda acha essa idéia uma tremenda falta de respeito).&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales levemente deixa escapar que começa a amolecer, mas resiste por mais tempo) – Não sei se estou completamente convencido.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho tenta uma última cartada antes que Thales dê um fim a sua existência imaginária) – Que isso, campeão! Seus textos são brilhantes. De uma inicial autocrítica ao tamanho dos seus textos você conseguiu criar um bom texto de humor. Os leitores do UDEIN vão adorar. Claro que você teve uma ajuda minha na interpretação e criação, né?!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales assume o ar de quem aceita a veracidade do argumento ainda que contrariado) – Isso vai, masturba o ego. É tudo meu mesmo!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Sem contar que eu tenho uma ótima idéia para terminar o texto. Nessa altura, já que você não falou de nada com nada, um final meio cult cai bem.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(São 4h da manhã e após muitos cigarros, Thales só quer um final cult para agradar gregos e troianos da pós-modernidade) – Manda!&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Vermelhinho faz cara de esperto e manda) – Então, que tal se na útlima fala do texto, ao invés do preto e do vermelho você usasse uma cor intermediária entre as duas – laranja, por exemplo – para simbolizar que nós finalmente voltamos a ser um só e entramos &lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="color: rgb(255, 0, 0);" st="on" productid="em consenso. Seria"&gt;em consenso. Seria&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; uma boa saída semiótica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Thales não contêm o espanto e dispara em alegria) – Ótimo! Só precisamos achar uma frase que caia como uma luva nisso e feche o texto com chave de ouro.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Vermelhinho desce da janela e gentilmente aperta a mão de Thales. A amizade está em paz novamente. Eles contemplam o mundo imaginário fora da janela do 4866° andar. A visão é linda. Os dois nela perdem o olhar e o objetivo. Horas passam sem uma palavra ser dita. Por fim, Thales desiste do esforço. Vermelhinho já está jogado em um canto do cômodo imaginário dormindo. A janela e a cadeira se desfazem no vento gelado da madrugada. Thales está de novo ao lado da Amanda. Ela, por fim, se sentirá aquecida. Thales apaga o último cigarro, desliga seu laptop e se deita. Após o texto-catarse, Thales começa a vagar pelo universo onírico. Seus lábios murmuram quase que em tom inaudível):&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Boa noite&lt;/span&gt;. Durma em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;P.S: Sim, eu sumi.&lt;br /&gt;P.S 2: Não, eu não esqueci da parte 3 do texto.&lt;br /&gt;P.S 3: Sim, eu sou indolente e pouco prático.&lt;br /&gt;P.S 4: Não. Não posso garantir que eu não vá sumir de novo...&lt;br /&gt;P.S 5: Sim, esse texto é só para tapar buraco e não deixar a (pouca) reputação que resta do blog se perder...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-2629280843833328083?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/2629280843833328083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/08/textos-enormes-ou-boa-noite.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2629280843833328083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2629280843833328083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/08/textos-enormes-ou-boa-noite.html' title='Textos  Enormes ou Boa Noite'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SniqYLXg-vI/AAAAAAAAASw/ejQrNBuY_hQ/s72-c/43372989_a129d9f734.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-2428494198914138891</id><published>2009-06-18T15:20:00.009-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.247-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Apêndice Insólito ou Precisamos de Jornalistas que Pensem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SjqJEWJwF9I/AAAAAAAAARY/4AoyRpbCnr8/s1600-h/13-jornalismo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SjqJEWJwF9I/AAAAAAAAARY/4AoyRpbCnr8/s400/13-jornalismo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348738215214847954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Peço licença – novamente – para desvirtuar-me do propósito de escrever sobre a democratização da comunicação. Entretanto, o assunto que tratarei aqui não está totalmente desvinculado da discussão que eu propusera. É um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apêndice insólito&lt;/span&gt; sobre nossa conjuntura. É um grito de indignação. É um texto que já estava rondando minhas idéias há algum tempo, mas que nunca saia. Seria mais vantajoso amadurecer a ideologia do blog a respeito do jornalismo para depois entrar de sola nessa discussão infantil que é a obrigatoriedade do diploma. Ontem, a quadrilha do seu Gilmar Mendes (exceto o Ministro Marco Aurélio) feriu profundamente a sociedade brasileira. O STF derrubou a necessidade do canudo de jornalismo por oito votos a um. Por isso, esse texto torna-se urgente, contingente, necessário. Resta agora vasculhar os detritos desse colapso e discorrer sobre eles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Argumentos para descer a porrada nesse retrocesso travestido de medida democrática não faltam. Sinceramente, nem sei direito por onde começar. Mas vamos imaginar que o diploma ainda é necessário e vamos analisar os&lt;span style="font-style: italic;"&gt; leads&lt;/span&gt; construídos pela grande mídia na abordagem do tema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Recorrentemente, as chamadas sobre o assunto variavam sobre um único tema: o diploma era um resíduo da ditadura militar. Eu já toquei superficialmente nesse ponto em outro texto. Colocar o diploma como uma criação do regime militar não é uma mentira, mas serve para ideologizar o debate. Necessariamente, qualquer criação da ditadura seria uma aberração e obstáculo ao progresso de nosso espírito democrático. Assim, a expressão “regime militar” servia como um aposto odioso no qual deveríamos nos ater e rejeitar o diploma com veemência. Há algo estranho nisso? Absolutamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Pela milionésima vez, recorro a Marx. O capitalismo é um sistema essencialmente revolucionário. Eric Hobsbawm em seu primoroso livro “A Era dos Extremos” mostra que durante todo o século XX, o capitalismo movimentou-se no sentido de serrar sem pudores os galhos onde ele se assentava e que eram extremamente necessários até certo ponto. Após usufruir de todos os benefícios de uma lógica mercantil, de um modelo de organização social ou o que quer que seja, o capitalismo põe-se em novo movimento e destrói essas condições para impor outras mais pertinentes. E-xa-ta-men-te o mesmo processo pelo qual passa o jornalismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na segunda parte do texto sobre a democratização da comunicação eu procurei demonstrar a dialética que funcionava entre mídia e o Estado autoritário. Um dependia do outro e cresceu em função do outro. Em certo momento, as instituições midiáticas viram que o regime não lhes era mais necessário. Sua força já suplantava brutalmente qualquer noção de confiança social no governo. O processo de separação e negação entre ambas chega agora ao seu momento, simultaneamente, necessário e crítico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Crítico porque para qualquer observador atento, o modelo de informação hoje vigente em nosso país é fruto dos anos de chumbo. Não se trata do diploma ou da Lei de Imprensa. Acabar com essas ferramentas não dará uma dinâmica mais democrática à comunicação. Simplesmente mascara-se uma dívida que os conglomerados midiáticos – principalmente a Globo – têm com a história do país em função de uma ideologia político-econômica do jornalismo. E, mesmo assim, eu vi ontem Willian Waack e Heraldo Pereira (que na minha opinião é o melhor jornalista político do Brasil) extremamente empolgados com o fim do diploma. Legal, né? Eles já têm emprego. Eu, Matheus, Ana Letícia e Clara – os estagiários, fodidos e nem pagos, do Núcleo de Comunicação Social da UFF – que estamos trilhando nossos caminhos profissionais é que não estamos nada felizes com essa porra. Assim como tantos outros estudantes de jornalismo que do dia para a noite sentem o peso da dúvida e da incerteza sobre suas cabeças. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A questão é que esse movimento que parece ser semelhante entre o capitalismo revolucionário e a mídia não é só parecido: é o mesmo. Há tempos que a atividade jornalística &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mainstream&lt;/span&gt; eximiu-se de ser um instrumento de fomento democrático para virar uma máquina de fazer dinheiro. A lógica que fez soçobrar o diploma é a lógica do capital aplicado. Nem vou repetir o papo do ganho de poder econômico e político que o jornalismo teve ao longo de sua existência. É um assunto que já descrevi exaustivamente e que não é novidade para os que freqüentam o UDEIN.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Vitória portanto do modelo democrático que perdura desde 1789. Essa democracia farsante que exclui mais do que inclui. No meio disso tudo só resta uma indagação: de onde diabos o seu Gilmar Mendes tirou que fazer com que todos possam exercer a atividade jornalística seja uma forma de incrementar a liberdade de expressão? O materialismo histórico implode esse argumento com a facilidade com a qual um furacão arranca folhas das árvores. Sim, imaginemos que agora todos possam escrever, expressar suas opiniões e assim sentirem-se cidadãos. Falta perceber que a construção de nosso imaginário e de nossa realidade passou, passa e continuará passando pelo crivo das grandes corporações midiáticas. Ou a galera empolgada com a internet vai dizer que blog é uma forma de expressão válida que pode concorrer com a grande mídia? A internet, assim como outras plataformas de informação, é concentrada nas mãos dos grandes barões da informação. A grande credibilidade continua com eles. O que acontece é o seguinte: em vez de contratar jornalistas que se enquadrem a ideologia privada agora eles podem contratar qualquer um que se enquadre na ideologia privada. Parabéns Ministro por sua leitura pífia do que seria a democracia. Materialmente continuamos dependentes dos que tem as concessões de radiodifusão, dos jornais mais vendidos e da palavra dos especialistas. Será que sem o diploma o jornal O São Gonçalo alcançará tanta credibilidade quanto O Globo? Será que disseminar a possibilidade de se fazer jornalismo para todos é a solução?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mais uma vez, a mídia sai de fininho pela tangente. “O quê? Debater quem somos? Que interesses temos? Como nos estruturamos? Esses malditos comunistas são mesmo sonhadores, né?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Precisamos de jornalistas que pensem.&lt;/span&gt; Dá até uma pontada no coração dizer o que direi, mas vá lá: eu prefiro um maldito neoliberal escrevendo em um jornal que tenha tido contato com Adorno, Morin, Debord, McLuhan, Pêcheux do que um marxista que não saiba diferenciar a liberdade de impressa da liberdade de expressão. Precisamos entender que fazer jornalismo é interpretar o mundo de uma determinada forma. Um enquadramento de câmera, uma informação no lead ou no pé da matéria, um posicionamento corporal e até mesmo a famigerada levantada de &lt;span class="palavra"&gt;sobrancelha do Bonner é um signo. É um sinal, pequeno e ínfimo, mas que está embebido de ideologia. Como agora vamos deixar todo esse mar de significações inavegável? Não sou contra alguém de outra área exercer a profissão, mesmo porque isso acontece frequentemente e deve acontecer. Mas é preciso conhecer minimamente o que já foi desenvolvido dentro da área da comunicação. Se a porra de um economista quer fazer jornalismo, vá estudar. Simplesmente fazer não é garantia da tão aclamada liberdade democrática. A idéia de reformular os cursos de jornalismo agora dá com os burros n’água. Quem é que vai querer fazer uma graduação em jornalismo hoje? Nossa profissão irá virar motivo de chacota. Isso sem contar que já ganhamos mal para, muitas vezes, termos que trabalhar em diversas mídias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="palavra"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Já éramos reféns do mercado em nossa formação. Agora se abre a possibilidade para que sejamos reféns do mercado em nossa atuação. O primeiro que quiser começar o banho de sangue e reduzir drasticamente os salários dos jornalistas vai se dar bem. O exército de trabalhadores quase interminável está aí, doido para escrever. Nem a máxima da especialização e divisão do intelectual do trabalho fará frente a esse novo panorama. Afinal não é esse o “brilhante” argumento de que qualquer um faz jornalismo? De que qualquer um escreve? Essa baboseira de dom e talento? Mesmo o desgraçado mais genial em qualquer campo artístico deve ter um conhecimento sedimentado de sua atividade. Mesmo os talentosos por vocação, após um tempo, sentem a necessidade de debater filosoficamente (no sentido mais amplo) a forma de elaboração de seu trabalho. Pois bem, então vamos todos fazer jornalismo. Vamos piorar a merda do sistema comunicacional do nosso país com o orgulho de que estamos fazendo o melhor para a democracia. E eu concordando com o Altamiro Borges quando ele dizia que vivemos numa ditadura midiática. Altamiro, tempos mais negros virão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="palavra"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;P.S: Não terminei. Quem terminou foram as três folhas. Voltarei a descer a porrada no fim do diploma. Mas é melhor esperar a minha vontade de invadir o STF com uma UZI passar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="palavra"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Links sobre a discussão (como o blog preza a livre crítica e todas as opiniões divergentes, os textos são de colunistas contra e a favor do diploma).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58225"&gt;&lt;span class="palavra"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Renata Mielli - O jornalista cozinheiro e o fim do diploma (Vermelho)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58225"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&amp;amp;id=%7B311E6AE8-4777-4FC9-9D8E-CEC0E7BFBDDE%7D"&gt;- Carlos Castilho - O problema não está no diploma (Observatório da Imprensa)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58225"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2647"&gt;- Diretoria da Federação Nacional de Jornalistas - Oito contra oitenta mil. Oito contra 180 milhões. (FENAJ)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC009"&gt;- Alberto Dines - Uma sucessão de equívocos (Observatório da Imprensa)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC007"&gt;- &lt;/a&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC007"&gt;Carlos Brickmann - &lt;/a&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC007"&gt;Muito barulho por nada (Observatório da Imprensa)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-2428494198914138891?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/2428494198914138891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/06/apendice-insolito-ou-precisamos-de.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2428494198914138891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2428494198914138891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/06/apendice-insolito-ou-precisamos-de.html' title='Apêndice Insólito ou Precisamos de Jornalistas que Pensem'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SjqJEWJwF9I/AAAAAAAAARY/4AoyRpbCnr8/s72-c/13-jornalismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-1349874090875879942</id><published>2009-05-28T19:21:00.005-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.247-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Controverso ou O Texto Intruso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sh8PWV3scXI/AAAAAAAAAQc/GtEMt4-oJjM/s1600-h/flor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sh8PWV3scXI/AAAAAAAAAQc/GtEMt4-oJjM/s400/flor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341004559586980210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muitos irão achar esse escrito sem muita utilidade. De certa forma, há um fundo de verdade nessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;adjetivação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. O texto não se encaixa totalmente ao perfil que o blog carrega e as indagações que ele formula e leva a frente. Na verdade ele é fruto do que o blog não tem, daquilo que não encontra espaço no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;UDEIN&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: a poesia (e também da propaganda, mas aí fica feio de dizer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse espaço é muito visceral, muitas vezes beirando a hipérbole dessa característica. Contudo, leitor(a), não se engane. Na maioria dos casos isso é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;proposital&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. O Um Dia Eu Invento um Nome nasceu e cresceu em meio ao meu nada humilde desejo de estabelecer novas plataformas críticas. Apenas mais um no caos informacional que está instaurado, esse espaço visa lançar novos olhares sobre antigas questões e até mesmo velhos preceitos em temas que permanecem adormecidos fora de nossa agenda. Tudo isso regado a (às vezes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;hiper&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;) doses de humor e provocação barata na tentativa quase &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ingênua&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de fazer repercutir os ecos de minhas proposições. Logo de cara, descartei a sensibilidade. No máximo a reduzi à inserções pequenas em algumas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;crônicas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e, ainda assim, acho que ela esteve mais presente no texto do menino que revirava o lixo. Ainda assim, curioso, pois eu o acho o texto mais sanguinário do blog e, de algum modo, revestido de um quase-romance proveniente da realidade áspera da qual muitos não conseguem escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu queria abrir meu caderno de poesias para o mundo. O imperativo humorístico-crítico-inconveniente do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;UDEIN&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; tornou-se um limite para essa tarefa. E, vocês hão de convir comigo, seria patético ver algum dia uma poesia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;soturna&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e cadavérica perdida em meio à escatologia desse blog. Tudo isso porque, como eu já disse, o eu-lírico que estabeleço em minhas poesias é um deprimido que vaga pelo mundo sem muitos planos (quase O Estorvo do Chico). Alguns poemas mais marxistas até teriam algum diálogo com seu entorno e mesmo assim, optei por abrir outro espaço para incursões poéticas. Daí nasceu o &lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://contro-verso.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Controverso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento de todos os lados, diferentemente de seu irmão marxista, é despretensioso. As convicções e verdades estão banidas. As imagens e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;idéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; atravessam meu corpo como se o ar tivesse perdido sua sanidade e agora agredisse a humanidade por todos os &lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;fronts&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Justamente por isso ele é controverso. Ele é companheiro dos paradoxos e da incoerência. É poesia. Fruto de uma mente perturbada, apaixonada, alienada, fragmentada, convicta e todos os outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;adjetivos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do mundo. As fronteiras da razão foram abolidas do mesmo modo que a economia fez com as delimitações geográficas no século XX. Tudo é pertinente ao mesmo tempo em que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;descartável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Na verdade, todo esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marketing&lt;/span&gt; é mais para alertar aqueles que de fato gostam de meus escritos. A diferença entre as abordagens é brutal, mas ainda assim é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Thales&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que se esconde por trás das palavras. De uma forma ou de outra, há um resíduo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;inexpurgável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; nos dois blogs. Um denominador comum: eu mesmo. Paralelos não faltarão. Acontece que há de haver saco para encontra-los (eu desisti, se alguém se habilitar). Decidi apostar todas as fichas no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;UDEIN&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Muito em função dos últimos textos sobre a democratização. A tarefa foi tão complicada, em função do rigor metodológico que eu tive de empreender, que deu gosto. Adorei revirar meus livros para estabelecer minhas conclusões. Foi uma experiência de pesquisa que eu não tive igual mesmo na faculdade (culpa minha, óbvio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, o Controverso fica sendo o guardião da escrita automática, do fluxo do inconsciente. Das expressões sem pé nem cabeça que nascem na minha fome de poesia. É o lugar da minha liberdade. Onde entram o amor, a tristeza, as flores. Onde retorna o marxismo e a sociedade, mas dessa vez, em novas frases. O maldito é tão difuso e abrangente que gerou o primeiro texto pequeno do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;UDEIN&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que lindo! Na verdade,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; o texto intruso&lt;/span&gt;. Enquanto vocês esperam (será mesmo?) pela continuação de minha argumentação sobre democracia e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;mídia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, eu venho aqui fazer propaganda... O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;UDEIN&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; continua sendo inconveniente. Agora, com a consciência livre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-1349874090875879942?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/1349874090875879942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/05/controverso-ou-o-texto-intruso.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/1349874090875879942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/1349874090875879942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/05/controverso-ou-o-texto-intruso.html' title='Controverso ou O Texto Intruso'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sh8PWV3scXI/AAAAAAAAAQc/GtEMt4-oJjM/s72-c/flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-5284000972947361463</id><published>2009-05-16T21:37:00.009-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.248-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Parte 2 ou Ainda Sobre a Democratização da Comunicação Social</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sg9cbQ5bhRI/AAAAAAAAAM8/0cKBkgQmkJM/s1600-h/6739_AF_JornalismoArma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sg9cbQ5bhRI/AAAAAAAAAM8/0cKBkgQmkJM/s400/6739_AF_JornalismoArma.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336585706919396626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na primeira parte desse texto, tentei visitar criticamente todos os conceitos em jogo atualmente no que compreende o processo comunicacional. Estabelecer sob que parâmetros estou pensando a democracia – real e utópica – e as liberdades de expressão e imprensa é imprescindível à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parte 2&lt;/span&gt; do debate: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ainda sobre a democratização da comunicação social&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Resta agora, uma vista aérea do período compreendido entre a ascensão dos militares ao poder no Brasil e o processo de redemocratização da década de 80. Se não entendermos esse momento histórico de aproximadamente 20 anos, estaremos longe de compreender a estruturação do sistema midiático atual no Brasil. Por alguns motivos fundamentais: 1) antes de 1964, o Brasil vivia um paradigma comunicacional claramente diferente deste de início do século XXI, a televisão era um luxo para poucos acima do Equador e para outros mais raros ainda que abaixo dele viviam; 2) foi o período em que os responsáveis pelas mídias começaram a "pensar grande" e gerar o embrião de uma rede de emissoras e jornais sob uma única marca – a propriedade cruzada começava a engatinhar com ajuda do próprio Estado; 3) o regime ditatorial é nosso grande algoz em termos de sociedade, o pavoroso fantasma do passado que devemos negar constantemente. A mídia hoje ataca veemente qualquer personagem ou instituição que tenha vinculação amigável com essa nódoa em nossa história. Os exemplos mais recentes são a Lei de Imprensa e o diploma para o jornalismo. Antes mesmo de qualquer argumento, âncoras de nossos telejornais ressaltam enfaticamente que ambos são “criações do regime militar”. Esses anos funcionam como um aposto odioso ao redor do qual o debate deve orbitar. Em suma, não há espaço em nossa atual forma de sociedade para leis nefastas e reacionárias, filhas de um monstro eterno. Todavia, hoje, desmascararemos a maior e mais dedicada filha dos anos de chumbo: a mídia como um todo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Nos anos 60, o mundo vivia dilacerado por um muro. Simbolizado pelo muro de Berlim, essa construção iria muito além das dimensões físicas do território alemão e empilhava seus tijolos em todas as nações do mundo. Comunismo de um lado e capitalismo do outro. Não havia lugar para meio-termo e/ou tolerância. O combustível das políticas estatais e economias do mundo ocidental era o medo da Revolução de Outubro alastrar-se pelo mundo. Já o que movimentava a política do Patido Comunista soviético e as administrações dos páises que viviam sob a asa da URSS era a certeza quase cega de que uma hora o capitalismo iria ceder sobre suas próprias bases apodrecidas e era preciso que o maior número de pessoas estivesse longe do epicentro da catástrofe. De uma forma ou de outra, o que crescia era o ódio mútuo, a desconfiança por todo o globo e o pânico de um terceiro derramamento de sangue sem precedentes na história da humanidade.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;No Brasil não foi diferente. A simples plaquinha escrita “comunista” foi o suficiente para que um vice-presidente fosse impedido de assumir o governo, tendo início assim um período de terror. Para que todos os objetivos da ditadura se concretizassem era preciso legitimar o regime de alguma forma, além de sedimentar um forte sentimento nacionalista no gigante sul-americano. O primeiro objetivo ficou por conta do milagre econômico e o alinhamento da economia brasileira ao início da desregulamentação financeira de um mercado global e irrestrito; o segundo ficou a encargo da mídia que daria unidade à população do território brasileiro e "rasgaria seda" para cima dos grandes feitos da administração dos "milicos".&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;A fábula da censura hoje é mais um boato aumentado por uma trupe de senhoras da terceira idade conversando ao portão do que o que de fato ocorreu nos anos da ditadura. Logo, a relação entre jornalistas e censores se tornou agradável para ambos os lados – exceto para os exilados e os que foram perseguidos que não se curvaram frente às imposições do governo. Não era raro ver jornalistas dando palestras para militares para mantê-los a par do processo de produção de notícias; assim como não era raro ver a autocensura como uma constante nas redações dos que não queriam problemas com os temíveis torturadores. Por duas simples razões: os proprietários de jornais, TVs e rádios não queriam perder as injeções de capital norte-americano na economia brasileira que geravam mais e mais rendas publicitárias para as empresas e; não fosse isso, já bastaria um regime que não vivesse sob as diretrizes da foice e do martelo. Antes suprimir uma informação aqui e outra ali do que viver dependente de um país que era sinônimo de atraso, ignorância e pedofilia. As instituições mantiveram essa parceria até onde foi benéfico para seus interesses. Nossa consciência política e de nação foi forjada em uma orgia ininterrupta de capital, informação e poder.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Mas esse não é ainda o ponto-chave de minha argumentação, ainda que ter conhecimento dele nos ajudará mais a frente. O relevante é questionar: qual foi o efeito do período de tempo existente entre a supressão dos partidos e direitos políticos – momento cujas mídias hegemônicas, mais precisamente as Organizações Globo, se consolidaram – e os anos de redemocratização? O resultado foi uma lacuna em nossa noção de política e uma distorção na nossa forma de ver a mídia. Voltemos ao ponto 1 do segundo parágrafo:&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Antes de &lt;st1:metricconverter productid="1964, a" st="on"&gt;1964,  a&lt;/st1:metricconverter&gt; política de um candidato dependia inteiramente das bases partidárias regionais que ele tinha. Não havia uma rede comunicacional capaz de transmitir as ideologias de partido para todo o Brasil ao mesmo tempo, não de forma consistente. Com o fim dos partidos, a política foi negada à população. Quando essa chance foi nos dada novamente, estávamos familiarizados com uma mídia materna que nos informava sobre os milagres econômicos, sobre a vida política, sobre nossos valores familiares através de novelas, sobre os produtos e imagens de confiança de nossas vidas. Nos anos 80, o jornalismo já construira sua enorme credibilidade e relação com o espectador. Talvez fosse pior. Talvez nem sequer soubéssemos guiar nossa visão social não fosse por um grupo de "formadores de opinião". Nossos hábitos já são geridos de acordo com a programação de um canal e mesmo nosso descontentamento é garantido pelas tragédias diárias que a mídia veicula. Estávamos muito próximos de um futuro apocalíptico preconizado pelo escritor Ray Bradbury &lt;st1:personname productid="em seu Farenheit" st="on"&gt;em seu Fahrenheit&lt;/st1:personname&gt; 451 onde a TV ocupava o lugar de um parente próximo ou um amigo confidente em nossos lares. Não foi a tarefa mais árdua formar uma aliança velada para eleger um até então desconhecido governador de Alagoas o presidente perfeito para o Brasil. O marketing invadira a política. Os preceitos de uma marca forte, de um público definido e de imagens belas – como o beijo do candidato em um bebê de colo – tornaram-se o preceito do modo de fazer política. Os partidos políticos, esvaziados de suas funções e de seu contato com o eleitorado na época do Estado policial, continuaram da mesma forma vazios de representação. Eram os passos que faltavam para transformar a política no circo imagético que hoje temos onde vence quem tem o melhor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jingle&lt;/span&gt;, as mais belas cenas em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;slow motion&lt;/span&gt; do candidato visitando mortos de fome no sertão nordestino, o maior número de repetições da palavra emprego, trabalho e renda no seu discurso e a crítica mais engraçada ao governo (no caso da oposição) e o apoio do presidente (no caso dos governistas). Não preciso mencionar que o resultado final disso é uma crise institucional generalizada, a desconfiança e desesperança com a política e o discurso de “todos os políticos são farinha do mesmo saco” a qualquer custo. É a negação da política que não gera mais do que a continuidade da mesma corrupção e falta de ética da qual tanto reclamamos – o que não é surpresa para ninguém. Todos sabemos que a política só é o que é porque nós, a sociedade, vira as costas para ela e deixamos as mesmas famílias seculares governarem nossos destinos.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Essa crise está baseada em algumas distorções no campo da política e da comunicação que nasceu dessa displicência com a qual o regime militar tratava o processo cada vez mais rápido de acumulação de poder nas mãos da mídia. Esse foi um fenômeno que foi perseguido tardiamente mesmo pelos articulistas do governo que já percebiam ter gerado em seu seio o monstro com toda força de aniquila-lo. A mídia tão necessária à política do regime ganhou força demais fazendo o papel de construtora do sentimento patriótico nacional e de divulgadora dos benefícios do regime. Para citar algumas dessas distorções podemos falar da: transformação da mídia em um ator político através do acúmulo de poder econômico e credibilidade, além do poder de interferir no capital simbólico; da transferência de diversas incumbências dos partidos como canalizar as demandas da população, fiscalizar o poder público, agendar temas de debate; da alteração na forma de campanha eleitoral e de relacionamento dos políticos com seu público (que obviamente é feito pela mídia); das características específicas da população brasileira que saltou de uma condição "pré-gutenberguiana" (A expressão é do Venício, mas eu adoro) de analfabetismo para um mundo que bombardeia imagens incessantemente; entre outras anomalias da mídia e política.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Mesmo com toda essa ajuda dos militares para realocar uma fatia enorme do poder político, econômico e simbólico para os grandes conglomerados midiáticos, os patrões da informação não tiveram pudor em dar as costas para essa ajuda e literalmente “virar a casaca”. Hoje não se vê uma linha nos jornais ou nas TVs que falem sobre o apoio da mídia ao governo militar – exceto por uma tentativa patética da Folha de diminuir o assombro do período e caracterizá-lo como “ditabranda”. Hoje, o imperativo é negar o passado e olhar para um futuro com muito mais ambições que as de outrora. A Lei de Imprensa, o diploma, “criações do regime” são atacados pelos âncoras sem que ninguém mencione que a mídia tem toda a sua estrutura com o rabo-preso embaixo do chumbo da ditadura. Como uma instituição extremamente adaptável aos regimes – quase uma igreja católica que presenciou diversas civilizações – os "monarcas das informações" não mais precisam das reminiscências de seu amigo de infância.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Podem apedrejar a forma administrativa dos militares e seus limites impostos à “liberdade de imprensa” para continuar seu caminho hegemônico.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Embora o quadro seja desolador, a merda pouco fede ainda. Na parte 3 desse texto falaremos das conseqüências mais desastrosas da relação ditadura-mídia que herdamos para a atualidade: a concentração cruzada da mídia e sua internacionalização. Só após isso é que poderemos falar das reformas constitucionais necessárias ao nosso sistema comunicacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Não mais irei enganar vocês. O tema é grande e complicado. Só essa segunda parte me deu um trabalho do caralho na coleta de informações - e mesmo assim o tema não se esgotou. Talvez eu precise de mais uns dois outros textos para finalizar o prometido. Azar de vocês... Batam no Filipe, a idéia foi dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-5284000972947361463?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/5284000972947361463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/05/parte-2-ou-ainda-sobre-democratizacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5284000972947361463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5284000972947361463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/05/parte-2-ou-ainda-sobre-democratizacao.html' title='Parte 2 ou Ainda Sobre a Democratização da Comunicação Social'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sg9cbQ5bhRI/AAAAAAAAAM8/0cKBkgQmkJM/s72-c/6739_AF_JornalismoArma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-5102742907415534267</id><published>2009-04-23T16:56:00.003-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.248-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Sobre a Democratização da Comunicação Social ou Parte 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SfDIlNcM_uI/AAAAAAAAAME/MNu7AJzai8Y/s1600-h/Kayserquadrinho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 333px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SfDIlNcM_uI/AAAAAAAAAME/MNu7AJzai8Y/s400/Kayserquadrinho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327978900767964898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos primórdios deste blog, recebi do Filipe do blog Nada Original a sugestão de escrever um texto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sobre a democratização da Comunicação Social&lt;/span&gt;. A idéia era aproveitar o ensejo da realização das etapas estaduais da Conferência Nacional de Comunicação. Bons jornalistas aproveitam os momentos mais oportunos para abordar temas como este, de extrema relevância. O Thales não é um bom jornalista. Deixou a oportunidade passar. Mas explicações não faltam – ainda que elas denotem certa canalhice que se lastreia na sinceridade. Vamos a elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro motivo é a preguiça. Assim mesmo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stricto sensu&lt;/span&gt;. O texto me daria um trabalho do cão e eu achei melhor adiar a escrita. Entretanto, esse motivo que parece ser demasiadamente mandrião, abre caminho para o outro. Mais nobre e mais contundente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da democracia é pisar em ovos. Da democratização da comunicação então é meter um coturno na galinha inteira. O conceito é tão delicado e mal empregado que escrever um texto baseado no tema deveria fugir um pouco da lógica do UDEIN. Eu deveria suprimir as entrelinhas, as piadas desnecessárias e, com isso, ter enorme parcimônia nos argumentos e proposições. Ou seja, o texto ficaria gigantesco. E a grande crítica que o blog recebe é que os escritos são enormes. Deveras. Também acho e sei que isso torna a leitura, por vezes, exaustiva. Entretanto, alguns passam despercebidos por serem agradáveis. Outros, são um suplício mesmo para mim. Infelizmente, não há como fugir deste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;modus operandi&lt;/span&gt;. Faz-se necessário um percurso histórico do conceito de democracia, da consolidação das mídias hegemônicas no Brasil durante a ditadura militar e uma análise, ponto a ponto, das disposições da Constituição de 88 sobre as concessões de radiodifusão. Se você não agüenta tantas palavras juntas, não leia mais. Este será provavelmente um dos maiores textos do Um Dia Eu Invento um Nome. Em parte porque é a área de estudo a qual eu mais me dedico. Ao Sexo, Drogas e Rock n’ Roll eu somo Jornalismo e Política. O resultado é isto que você lê. Ou seja, se você não se interessa pelo debate de nossa configuração comunicacional, é bom não passar deste ponto também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora, tenho outra oportunidade para explorar a temática. No dia 16 de abril, um decreto do presidente Lula convocou para os dias 1, 2 e 3 de dezembro a 1° Confecom, Conferência Nacional de Comunicação. Eis outra chance para o texto vir a tona. Essa eu não deixo passar (Ainda que o dia 16 já tenha passado há muito tempo e ainda não tenhamos nos entregue a beleza do sentimento natalino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aviso plausível é o posicionamento do texto. O blog é de esquerda, logo, o tratamento do tema seguirá esse rumo. Não há, contudo, uma diretriz partidária no assunto. É de esquerda e ponto. Nada do que você ler aqui é reflexo de um PCdoB ou PT da vida. Feitos os adendos, mãos à obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a democracia de nossos tempos! Que bela é essa invenção burguesa! Autoritária e contraditória. Muitos pensam que ela serve bem à república. Pensam que no voto estão depositados todos os sedimentos necessários à construção de uma sociedade mais justa. Pensam até que ela já existe. Na verdade, para a maior parte da sociedade ela serve apenas de utopia (como descrita no dicionário em algum lugar da margem direita do UDEIN).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a burguesia ver-se livre dos obstáculos do Antigo Regime, era imprescindível lançar ao futuro de uma nova organização social preceitos que dariam esperança aos povos de uma vida melhor e fazer com que esses mesmos preceitos fossem aceitos e reproduzidos por todos. “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Todos teriam as mesmas oportunidades, os mesmo direitos e deveres e o mesmo potencial de ascensão social e de opinião na esfera pública. Falácia! A democracia não serviu mais do que para consolidar a livre iniciativa e colocar-se como uma locomotiva mais potente para rebocar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; dos afortunados através dos séculos. É notório que cidadãos pertencentes a classes sociais diferentes, áreas geográficas diferentes, tendências políticas diferentes e quantas diferenças mais quisermos citar terão visões de mundo diferentes (Eu sou um gênio, vai dizer!). Portanto, o peso das opiniões invariavelmente será desproporcional. A liberdade de expressão, de imprensa, a possibilidade de abrir um negócio e prosperar e tantas outras promessas da democracia esbarram nas disposições materiais da comunidade. Tente abrir um posto de gasolina e sinta seus ossos serem gentilmente esmagados por cartéis, monopólios, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;holdings&lt;/span&gt; e trustes do mercado. A concorrência é desleal. Concorrência que deveria servir de base ao ideal democrático mas que foi sendo lentamente corrompida pelos subterfúgios da legislação e pelo poder econômico-político dos burgueses e suas heranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, a democracia existe. Como? Como utopia. Deixo com vocês uma citação de Eduardo Galeano que é auto-explicativa. “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora de sua configuração reacionária, a democracia serve ao potencial transformador que o conceito abriga. Ainda que ela seja impraticável em sua totalidade, ainda que preguem aos quatro deuses gregos do vento que o voto é a maior ferramenta democrática, ainda que a palavra tenha uma relação promíscua com a permissividade da liberdade de imprensa, não há como imaginar um mundo que não seja assombrado pelo seu ideal. É a partir dela que nós, mesmo sabendo que nossas ideologias são ignoradas, podemos retornar novamente à ingenuidade e tentar outra vez expor nossos pensamentos. O grande erro de parte da esquerda é atacar a democracia como uma criação burguesa para a dominação. Sim, de fato. Mas é isso ou uma ditadura. Pensando dialeticamente é aceitável que a proposta democrática possa ser subvertida para um regime mais justo. Não igualitário, já que a natureza e a humanidade jamais criarão situações de sublime paridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conjugamos a análise da democracia especificamente com o campo midiático, diversas distorções nos saltam aos olhos. Rebenta da liberdade de expressão – baluarte da democracia – nasceu a liberdade de imprensa. Ah, a liberdade de imprensa de nossos tempos! Que bela é essa invenção burguesa! É baseada nela que nossos jornalistas e âncoras pisoteiam sem dó a ética, os direitos individuais e a Carta Magna do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Mas Thales, se a liberdade de expressão está resguardada na Constituição e você mesmo disse que ela é a mãe da liberdade de imprensa, como a mídia pode estar fora de contato com a Constituição e com o ideal democrático?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas as perguntas serão respondidas em seu tempo, leitor(a). Não se apresse. Precisamos seguir uma trajetória teórica até chegar à resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que tange à liberdade de imprensa, a orgia é completa. Comumente o termo é confundido com a própria liberdade de expressão. Pior, muitas vezes a liberdade de imprensa é convocada em nome da liberdade de expressão sem nenhuma decência metodológica. A liberdade de expressão é irrestrita desde que não fira os direitos legais de cada sujeito. A porra do bispo que negou o holocausto não fez nada de errado, exceto não estudar História. Mesmo assim, ele é uma pessoa livre para ter qualquer opinião sobre qualquer assunto. A problemática vem no modo como a opinião é expressa e a quem ela desagrada. Mas quem tem ouvido, ouve. Seja ela a merda que for. O bispo foi infeliz. Mas não cometeu nenhum crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, outra coisa bem diferente é a liberdade de imprensa. Se ela fosse tão irrestrita quanto a de expressão não haveria a necessidade da diferenciação dos termos e, em última instância, nem mesmo a necessidade de diferenciação entre uma pessoa física e uma pessoa jurídica. A imprensa deve, sim, ter sua atividade restrita somente porque a opinião de um jornal é infinitamente superior a sua ou a minha. Mais: ela tem uma repercussão muito maior. Mais ainda: em muitos casos ela é tomada como verdade. Vide o caso da Escola Base, onda a reputação de membros da escola foi destruída a partir de acusações indevidas de abuso sexual. Saquearam e depredaram a escola só porque o caso foi alardeado pela imprensa. Há a liberdade de expressão nas denúncias e liberdade dos acusados se defenderem e acionar a justiça por danos morais, mas não há a liberdade de imprensa de interferir no curso das investigações e na presunção de culpa dos réus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as mídias são concessões estatais. Devem obedecer a segmentação dos três poderes. Entretanto, não é raro ver a mídia flanando entre o Lesgislativo e, na maior parte das vezes, o Judiciário. A mesma mídia que bombardeia o Congresso e a Justiça de denúncias é culpada pela derrocada das instituições mais primárias da nação. Aqui está a resposta para sua pergunta, leitor(a). Como eu já coloquei outras vezes no UDEIN, valendo-se de um suposto axioma de defesa da liberdade de expressão e da democracia, a mídia transforma-se em um palco “denuncista” e inconstitucional. Inconformada com as denúncias de corrupção daqueles que desprezam a sociedade civil com suas tramóias, a mídia prostra-se acima de qualquer lei, do bem e do mal. Todavia, elas continuam sendo empresas privadas. Com interesses e peso políticos e econômicos. Com o acréscimo de poder que é destruir ou construir reputações. Assim, dominam o chamado capital simbólico do qual Bourdieu fala. Não há adversário à altura. Manchete de jornal tem mais importância que pronunciamento do Lula. Mais que código penal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar essa breve [sic] introdução sobre a questão, vale analisar algumas quimeras fruto da displicência midiática. Lembro-me que alguns meses atrás, agências de marketing criaram a tal de liberdade de expressão comercial. Um composto híbrido e sórdido do ideal democrático com as imposições do mercado. Não vou me estender na discussão. Quem quiser ler uma desmistificação brilhante desse conceito veja &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=521JDB015"&gt;o texto de Cristiano Aguiar Lopes&lt;/a&gt; no Observatório da Imprensa. (Apesar de ele falar umas merdas como a liberdade de expressão ser somente a de ouvir e não de falar, coitado, paciência com ele). Apenas para corroborar a análise, extrai um dos trechos do artigo que serve às proposições aqui apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em todas as sempre apaixonadas defesas da ‘liberdade de expressão comercial’, podemos notar alguns erros conceituais primários (...) a redução conceitual de direitos que são eminentemente políticos a meras questões comerciais. A liberdade de expressão é um direito construído por uma intensa atividade política da humanidade ao longo de vários séculos e é muito mais amplo do que qualquer definição, do que qualquer previsão constitucional. Trata-se de uma típica garantia liberal – o que não impede, nunca é demais repetir, que exista limitação à liberdade de expressão para proteger outros valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, trata-se de uma lógica bem básica: se temos um conceito amplo como o de liberdade de expressão e a ele aplicamos qualquer adjetivo, teremos como resultante uma subcategoria, um subconceito obrigatoriamente de menor abrangência do que o original. Portanto, "liberdade de expressão comercial" seria uma "liberdade menor", uma categoria que jamais terá o status e a importância da liberdade de expressão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stricto sensu&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Amanda está ao meu lado e ela me deu uma idéia brilhante: chama-se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte 1&lt;/span&gt; e Parte 2. Nada genial. Só uma mula como eu, que adora escrever, não pensa em aliviar sua agonia e dividir o texto. Mas para isso, eu preciso de um bom gancho. Como eu não sou escritor de novelas, me falta o talento. Então, a coisa fica mais ou menos assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam, amiguinhos! Daqui a um prazo indeterminado (serve para manter o suspense) a segunda parte do texto que falará sobre a estruturação da mídia em nossa pátria amada e a análise ponto a ponto do Capítulo V de nossa Constituição, aquele que dispõe sobre os meios de comunicação. Espero vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, espero também, que essa porra termine no próximo texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-5102742907415534267?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/5102742907415534267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/04/sobre-democratizacao-da-comunicacao_23.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5102742907415534267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5102742907415534267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/04/sobre-democratizacao-da-comunicacao_23.html' title='Sobre a Democratização da Comunicação Social ou Parte 1'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SfDIlNcM_uI/AAAAAAAAAME/MNu7AJzai8Y/s72-c/Kayserquadrinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-2302051235982434638</id><published>2009-04-16T19:34:00.011-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.248-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>14º Festival de Orgias, Bebidas e Farra Masculina com Bastante Violência para Filósofos ou O Mundo da Economia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SeezcXAZlXI/AAAAAAAAALo/edcsBpiV_Lg/s1600-h/mundo-do-dinheiro-thumb5403548.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SeezcXAZlXI/AAAAAAAAALo/edcsBpiV_Lg/s400/mundo-do-dinheiro-thumb5403548.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325422384182302066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Corta do Willian Waack para o Carlos Alberto Sardenberg, que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- O PIB americano representa cerca de 20 % do PIB mundial, e desse total, uma taxa de 70% do produto interno bruto é representada pelo consumo. Fazendo um cálculo rápido, o consumo da população americana representa 17,5% do PIB mundial. Assim sendo, um grande remédio para a crise é a volta do consumidor norte-americano ao shopping.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetindo: “o grande remédio para a crise é a volta do consumidor norte-americano ao shopping”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ainda não acredita? Pois bem, eu tento mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O grande remédio para a crise é a volta do consumidor norte-americano ao shopping.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa para as risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Huahuahuahuahau!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;- KKKKKKKKK!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;- Hehehehehehe!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;- Qualquer outro tipo de onomatopéia estranha que, no fundo, não representa de fato o som de risadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha gente, agora temos um leitor(a) engraçadinho(a)! Como se o proprietário do blog já não fosse irritante o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que eu testemunhei uma das frases mais infelizes da história do jornalismo econômico. Sardenberg, além dos comentários sobre a economia no Jornal da Globo, escreve artigos para O Globo em um dia da semana que eu não me recordo e trabalha também na CBN. Minha questão é: como em tempos como esse, onde a crise é uma criatura temida mesmo onde não se ouvem seus passos, o Sardenberg vocifera uma besteira sem precedentes como essa? Indo mais a frente antes de responder esta questão, cabe também perguntar: como, a editoria de economia, uma das mais complexas dentro de um jornal – onde gráficos e índices econômicos nos são impostos sem qualquer pudor e livres de atividade humana – de uma hora para a outra torna-se tão simples e realizável a partir de uma regra de três cuja conclusão - nada surpreendente - é a de que o mundo só será salvo caso o americano “volte ao shopping”? De súbito, o índice Dow Jones, o preço do dólar, as injeções bilionárias de capital na economia, os abalos sísmicos na geopolítica mundial e tantas outras variáveis são escamoteadas em seu próprio obscurantismo. A equação agora é mais simples: como os 70% de consumo no PIB americano equivalem a 17,5% do PIB mundial, basta a sociedade do consumo mais feroz retornar das trevas de escassez do crédito e alimentar novamente as esteiras industriais e o capital financeiro das bolsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx? Ricardo? Keynes? Análise de juros e da inflação? Interpretação do PIB a partir dos setores primário, secundário e terciário? Saber se esses números provêm de projetos sociais ou do superfaturamento de obras de infraestrutura? Que bobeira, leitor(a)! Só nós dos UDEIN queremos saber disso! Quem ouvia o Sardenberg, queria mesmo é dar um tiro na cara daquele safado e ver o Luís Roberto falar da F-1 e do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que com essa postura, além de descaracterizar o noticiário econômico de acordo com a conveniência, são proclamadas falácias que só tem serventia à manutenção do sistema. A crise é motivada pela desregulamentação do mercado, e a sua solução é o consumo. O que Sardenberg não notificou é que a desregulamentação era uma demanda para realizar a passagem da sociedade de produção para a de consumo. É assim que a atual sociedade se estrutura. O mercado financeiro, a desindustrialização européia e a diáspora de investimentos para a parte abaixo do Equador são as bases para o consumo. Ou seja, os fenômenos são interdependentes. Como pode então o consumo desenfreado salvar o mundo do atual colapso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste parágrafo eu vou me despir da preocupação de esboçar uma análise econômica mais profunda. O motivo é simples: eu sou uma porta em economia. Meu conhecimento não passa de uma visão macroeconômica muito mal delineada por uma disciplina na faculdade. Introdução à Economia. Há também Jornalismo Econômico. Essa eu nunca cursei, ora por falta de horário, ora por falta de motivação. Todavia, para além de um brevíssimo histórico egocêntrico do meu arcabouço na área, fica um desconforto. Como eu, novamente repetindo, um estudante de jornalismo, posso sair da instituição tendo cursado apenas duas disciplinas de áreas econômicas e ingressar no mercado de trabalho para tratar de um assunto tão sério onde o discurso é absolutamente hermético?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Através da experiência e prática no preparo das matérias, envolvimento com as fontes, jornalistas mais experientes... Porra Thales, uma enorme gama de possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Concordo totalmente com você. Mas ainda assim, abriria-se a possibilidade de o jornalista não conhecer o mundo econômico e ficar refém de uma fabricação industrial das notícias, seja através de assessoria de impressa, seja através de um economista atuando como jornalista ou de qualquer outro modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bourdieu volta seus estudos para este tema. São os campos. Pegando um pouco da análise do discurso e o conceito de posição do sujeito dentro da comunicação e debatendo-a em uma conjuntura onde o corporativismo assumiu sua materialidade na linguagem técnica – medicina, direito e a própria economia -, o filósofo francês simplesmente fode ainda mais com a situação. Simplificando é o seguinte: (Corta do Thales para o Bourdieu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;- Como se a merda já não fosse grande por você não poder falar qualquer coisa para qualquer um em qualquer lugar a qualquer hora com qualquer roupa e quantos “qualquer” você quiser, ainda há todo um universo semântico muitas vezes incompreensível do qual você deve fazer uso em suas relações com fontes e jornalistas (o chamado campo) e repassar para a sociedade em forma de notícias. Em tempo: é foda!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora caralho, você não sabia? O UDEIN é um buraco no espaço-tempo. De repente estamos em algum lugar entre o final do século XVI e incício do XVII. É o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14º Festival de Orgias, Bebidas e Farra Masculina com Bastante Violência para Filósofos&lt;/span&gt; (Hannah Arendt está na porta puta da vida querendo entrar dizendo que não agüenta mais esse clube do Bolinha). Aquele ali à nossa frente, rindo de nossas caras e repetindo alegremente “saber é poder” é Francis Bacon. Se você não fizer amizade com ele não vai conseguir os bons empregos públicos e principalmente no alto escalão da imprensa brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sardenberg é muito íntimo do Baconzito! Sabe que pode tripudiar de qualquer ética respaldado em seu intelecto econômico para manipular dados e concluir que o mundo está em crise porque os americanos não querem mais ir ao shopping. Eu como cidadão é que deveria ir perguntar ao seu Sardenberg o que ele fez com os índices de desemprego do Terceiro Mundo, das demissões em massas de imigrantes no Velho Mundo, da merda que a Europa vive com a idéia digna do troféu “Piores Idéias do Homem desde a Invenção do Mundo (Isso é Muito Tempo, Viu Rapazinho?)” ou algo do tipo: o Euro e todos os outros índices que alarmam a política mundial para além da questão do consumo. Enfiou no cu, foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sardenberg podia esclarecer a Europa sobre esse problema. Essa idéia de que o consumo é que salvará a economia é bestial e intimamente ligada ao mesmo princípio do Euro. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O mundo da economia&lt;/span&gt; suplantou o mundo real do qual ele faz parte. Veja você, estamos novamente na reunião pervertida dos grandes intelectuais: aquele ali a frente a frente, rindo ao lado de Bacon e repetindo alegremente “a economia transforma o mundo, mas o transforma apenas em mundo da economia” é Guy Debord. O que ele fala é de seu quadragésimo aforismo do livro A Sociedade do Espetáculo. Você não pode querer fazer uma análise crítica sem passar antes por ele, mesmo que não concorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dissolução das diferenças políticas, culturais, históricas se dá na dispersão da visão economicista da sociedade. Está também no momento em que Adorno percebe brilhantemente a fundamentação da racionalidade instrumental. Ele só não está nessa festa, ao lado do Debord e Bacon rindo de nossa cara pois ele é um sujeito muito ranzinza que pouco sai de casa. Essas festas escatológicas contrariam o conceito de arte reacionário dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação é alarmente pois a história jamais criou ou criara esse panorama de igualdade que propõe o Euro. A moeda pode servir como um grande concorrente ao dólar, pode ter uma importância econômica dentro da região, mas não passa muito disso. E Europa continua sendo uma enorme miscelânea cultural com tragédias óbvias. O Leste Europeu não nos deixa mentir. Foi o primeiro a afundar com a tal crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sardenberg não vai esclarecer a Europa. Ele é amigo de Bacon e provavelmente sabe como se rege a sociedade do espetáculo. Obviamente leu Marx. É quase inconcebível um neoliberal não ter lido Marx. Ele sabe das lutas de classes, das diferenças históricas. Sabe da dialética. Sabe que a alienação é um processo fundamental na manutenção social. Sabe que a economia transformou o capital em imagem. Sabe que um símbolo do Nike na camisa do Ronaldo é motivo de uma movimentação financeira estratosférica no mercado que ignora fronteiras geográficas e as já citadas diferenças sociais. Sabe que a sociedade americana adora a Nike, e pior, precisa da Nike. Sabe que existem infinitas lojas da Nike nos infinitos shoppings americanos. As massas devem correr para os grandes centros comerciais que os abrigam como amados filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para não desconfiar dessa crise. Ela é o arqué de todos os acontecimentos recentes. É o centro da discussão política e quem está com a corda no pescoço é o consumo e seu grande aliado, o crédito. Mas é claro, o americano em primeiro lugar. São eles os salvadores do mundo. Eles devem continuar seu impulso pateticamente infantil de comprar bugigangas inúteis. Assim, honrar o suor do Terceiro Mundo e dos grandes lobistas que dão seu sangue para manter nossas fantasias vivas e a economia aquecida. Salve Obama e os pacotes bilionários. Salve o Lula que quer “emprestar” dinheiro ao FMI (como se o Brasil, fazendo parte da instituição, não tivesse dinheiro desde sempre no Fundo). O mundo continuará o mesmo. Quem previu um provável naufrágio do capitalismo e o nascimento de uma nova sociedade... por favor, torça para nascer uns séculos mais a frente. Não há mais nenhuma novidade no mundo. Exceto os Sardenbergs e suas frases circunspectas que transformam a vida em um grande supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;God bless America&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-2302051235982434638?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/2302051235982434638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/04/14-festival-de-orgias-bebidas-e-farra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2302051235982434638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2302051235982434638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/04/14-festival-de-orgias-bebidas-e-farra.html' title='14º Festival de Orgias, Bebidas e Farra Masculina com Bastante Violência para Filósofos ou O Mundo da Economia'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SeezcXAZlXI/AAAAAAAAALo/edcsBpiV_Lg/s72-c/mundo-do-dinheiro-thumb5403548.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-4561917538287760337</id><published>2009-04-06T14:30:00.010-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.249-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Ficções&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Eu Olhei um Menino Mexendo no Lixo ou O Título Não Poderia Ser Outro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sdo8YFfjM7I/AAAAAAAAAJ8/pJl9NWQJYsc/s1600-h/autoflagelo4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321632294180697010" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 331px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sdo8YFfjM7I/AAAAAAAAAJ8/pJl9NWQJYsc/s400/autoflagelo4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Eu olhei um menino mexendo no lixo&lt;/strong&gt;. Eu não consigo iniciar este texto de outra maneira. O pensamento me assombra. A visão me persegue. Não consigo escapar de seus longos dedos que imobilizam qualquer lampejo racional ou passional em minha consciência. Eu olhei um menino mexendo no lixo. E só. Por isso, &lt;strong&gt;o título não poderia ser outro&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei que dessa imagem eu não conseguiria fugir. Seria, pelo menos a meu ver, uma campanha publicitária de enorme sucesso se antes não fosse politicamente incorreto. E, mesmo assim, só consigo imaginar que isso seja um eufemismo de cartilha para absolver grande parte da sociedade. Serve também para inocentar-me desse mesmo crime. Mas não hoje. Não passarei por vítima novamente. Colocarei-me na posição de réu. Eu, assim como tantos outros, olhei o menino. Eu, assim como tantos outros, não vi o menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo que eu infringi vai além de qualquer justiça jamais formulada por um ser humano. Nenhuma seria tão avançada e democrática. Prefiro pensar, do auge do meu surto de ingenuidade mais mesquinho possível, que tal crime não é suscitado ao debate por não possuir uma pena passível de ser aplicada devido ao teor da violação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, Thales Rafael, suposto marxista e crítico de uma sociedade que eu julgo ser insustentável, desvio meu olhar de menino que mexe no lixo por não conseguir suportar a lacuna dantesca que existe na minha humanidade. Na minha, assim como na de muitos que, limitam-se a avaliar a sombra de um menino mexendo no lixo a alguns passos à frente e ignorá-lo solenemente no caminho rumo a qualquer lugar. Já é o suficiente para ver a silhueta magra de alguém que provavelmente está morrendo de fome. Talvez nem estivesse. Mas a cena de um sujeito que vasculha os detritos da sociedade – e, a meu ver, pensar na podridão &lt;em&gt;fast-food&lt;/em&gt; e hedonista que caracteriza aquele saco agora desfeito em mil pedaços – já é mais que suficiente para apertar o botão vermelho escrito “algo errado no mundo” em minha cabeça. Ele não apertou. Ao invés de avaliar a situação e sobre ela discorrer, recorro à ética dos corruptos que mantêm sua omertà por assim melhor ser para talvez, repousar a cabeça em um sono etéreo. Hoje não. Eu quero, sim, chicotear meu senso barato e socialista até ele pagar com sangue pela minha passividade estúpida diante de tal cena. Um ser humano tão diferente de nós, mas que ainda assim é um ser humano, mexe no lixo e eu o ignoro por não aguentar o peso que seria encará-lo de frente e de fato, vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única forma que consegui imaginar para tentar decifrar o que se passava em mim era escrever. De alguma forma, isso despertou questões em mim que nunca haviam sido prioridade. Como resposta ao abalo que a cena causou, o vácuo. Melhor do que o vácuo; era novamente a imagem mal-definida do menino uns poucos passos adiante. Nada mais. Sequer saberia dizer o que ele examinava. Neguei olhá-lo quando estávamos lado a lado. Apoderei-me de uma imagem de uns instantes antes. E é ela que ainda me persegue. Ela tornou-se um eterno presente amargo e intragável. E o único habitante do rascunho desse texto; foi mais presente até no momento em que eu brigava com a Amanda; retalhou as preocupações que tenho com meu trabalho e faculdade. Aquela imagem encerrava-se em sua própria existência. Frente a frente com o maior dos meus pavores - não conseguir racionalizar uma cena que tanto ilustra sobre o estado deplorável ao qual chegamos - disparei a teoria mais enfadonha para tentar trazer o menino que mexe no lixo para o meu campo de análise. A suposição é de que, caso eu o tivesse tocado, estaria tocando a metafísica, o mundo das essências, o sujeito kantiano, a pós-modernidade. Estaria revolucionando o modo de pensar filosoficamente. Patético. Uma criança de cinco anos refutaria essa pseudotese assistindo ao desenho do Pica-pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, então, fez-se o desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena este texto não relatar a enorme pausa que se segue entre a frase acima e este parágrafo. Parecia o fim. Ironicamente, no pé da primeira página. Minha neurose exige no mínimo três. Por um momento eu imagino que a memória insistente revolucionará o UDEIN. Que, em um futuro próximo ou não, lerei novamente o texto e verei a importância que o menino teve em minha vida. A partir do dia 2 de abril de 2009 – dia no qual nasce também o texto – sou uma nova pessoa. Em mais uma das formas misteriosas pela qual a vida opera, era irrevogavelmente necessário que eu presenciasse um dos milhares de exemplos da condição miserável dos sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem eu quero enganar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a resposta. A mim mesmo. Colei de alguns parágrafos acima. Eu quero extrair qualquer pressuposto vão para enquadrar na minha racionalidade caduca o que eu olhei. Não adianta. Mais provável é que eu esqueça-o em alguns dias e siga com meu tom inabalável pela rua. Vendo cada dia mais barbaridades e não fazendo nada. Restará talvez a dúvida de qual era a real aura tão significativa daquele instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aura? Benjamin? Revolução nas discussões sobre o caráter que define a obra de arte? Céus! Eu não canso deste esforço inútil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz o provérbio, é murro em ponta de faca. A conseqüência natural do ato é o sangue, o autoflagelo. Portanto, que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha teoria de práxis revolucionária é uma merda. Serve muito bem para sustentar um ou outro texto do UDEIN, fazer uma ou outra intervenção “inteligente” em um papo-cabeça e mais nada. Eu sou incapaz de tirar que seja R$1,00 do bolso para ajudá-lo, ou levá-lo para uma lanchonete, ou oferecer meu agasalho. Sou um incapaz porque sou um merda. Um revolucionário chinfrim que vai morrer sufocado em uma biblioteca em meio a livros velhos e empoeirados. Na minha cabeça, só consigo encontrar a pergunta “por que?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha autocrítica vai no seguinte sentido: o porquê de eu indagar “por que?” é o mais degradante. Estou numa posição diametralmente oposta da qual eu julgo ser a certa. “Os filósofos não fizeram mais que interpretar o mundo de forma diferente; trata-se porém de transformá-lo”. Uma das infinitas traduções da XI Tese sobre Feuerbach de você sabe quem (para os que não sabem, é daquele barbudo pai de todos os comedores de criançinhas). Minhas hipóteses jamais o alimentarão. Não darão uma “mãozinha” para ele. O paradoxo é: a minha racionalidade, que ninguém há de negar ser a característica de minha humanidade, é justamente o fator que me atira às categorias mais baixas e monstruosas de um ser. Não sou humano por possuir minha racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sofrimento que me abala não é fruto do fato de uma pessoa revirar o lixo como um cão, mas sim de eu tentar fazer disso uma análise sociológica. No meu rabo com essas proposições babacas que não dão em nada, além do meu ego masturbado por instantes. Comunismo de cu é rola! Sou tão culpado quanto o sistema que inflige esse tipo de existência a milhares todos os dias. Por longos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais justo que eu seja meu carrasco. O algoz tão temido. A personificação da pulsão de morte. Vou olhar no espelho quantas vezes eu puder e somente olhar. Vou me ignorar também. E depois irei depor contra mim mesmo na frente de minhas inúmeras frustrações. Colocarei Lenin ao lado do FHC conversando agradavelmente prestes a fazerem parte do júri popular que dará minha sentença. Levarei ao pó todos os meus ideais. Se eu fosse marxista eu teria feito algo. Se eu quisesse fazer a revolução eu faria uma pequena parte ali. Lembraria da XI tese. Se eu fosse tão inteligente o primeiro conceito que viria a minha cabeça seria o de práxis. Mas eu sou tão corrosivo e nocivo quanto os que critico. Sou pior que a indústria cultural. Eu causo mais danos que uma bomba nuclear. A crise financeira é a causa de tudo, mas a causa de crise sou eu. Vou violentar-me até que a vergonha seja tão imensa que eu não consiga formular outra frase que não seja “desculpa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às forças que movem a vida e que fizeram todos os meus sentimentos balançarem como folhas secas presas pelo último suspiro ao galho; às forças que provavelmente leem o blog do Paulo Henrique Amorin, não o meu, mas que talvez sejam as responsáveis pelo fatídico momento em que eu me deparei com a ausência de minha humanidade mais primitiva, minhas desculpas. Levem-nas também, na mesma mágica, até a ajuda de um estranho para o garoto que eu vergonhosamente ignorei. Ou permitam-me encontrá-lo de novo. Vê-lo, não somente olhá-lo. E por ele fazer algo. Minhas desculpas ao mundo pelo momento em que não fui humano e não fui um gesto de esperança para os desamparados. Como o menino, eu e todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-4561917538287760337?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/4561917538287760337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/04/eu-olhei-um-menino-mexendo-no-lixo-ou-o.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4561917538287760337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4561917538287760337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/04/eu-olhei-um-menino-mexendo-no-lixo-ou-o.html' title='Eu Olhei um Menino Mexendo no Lixo ou O Título Não Poderia Ser Outro'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/Sdo8YFfjM7I/AAAAAAAAAJ8/pJl9NWQJYsc/s72-c/autoflagelo4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-8421892866162709217</id><published>2009-04-02T13:08:00.008-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.250-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Após o Dia da Mentira ou Dialética Vulgar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SdTj1PNQwgI/AAAAAAAAAJ0/7M0WlU7BgFM/s1600-h/juramento_hipocrates_dedos_cruzados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320127563586126338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 355px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 305px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SdTj1PNQwgI/AAAAAAAAAJ0/7M0WlU7BgFM/s400/juramento_hipocrates_dedos_cruzados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="color:red;"&gt;- Eita porra! É por isso que eu não comento... Existe algo mais óbvio que fazer uma postagem sobre o&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;dia da mentira&lt;/span&gt; &lt;span style="color:red;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;após o dia da mentira&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! Eu retalhar seu corpo com o faqueiro que minha mãe ganhou de casamento caso você continue com esse seu tom agressivo no meu blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não vou falar sobre o dia da mentira, não. Vou falar sobre a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que é um ser humano esperançoso e tem fé na racionalidade já deve ter ouvido algo como: "Ah, eu não procuro a verdade. A verdade é um conceito subjetivo que construímos a partir de nossa percepção de mundo. A verdade universal não existe. Existem facetas da verdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que acontece com a maioria das pessoas quando ouvem esse tipo de argumento. O que eu sinto é uma vontade incontestável de arrancar meu braço direito, enfiar na minha garganta, morrer sufocado e abandonar esse mundo miserável feito de argumentos pós-modernos sem utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;- Ué, Thales! Quer dizer que a grande verdade existe? Que não existem facetas da verdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. As facetas da verdade existem. A verdade universal não existe. Só que uma coisa bem diferente é ela não existir e outra é o dever que ela tem de existir. Explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que, além de filosoficamente correto, o argumento da multiplicidade de verdades existisse pragmaticamente. O que aconteceria? Um caos de verdades independentes que apenas nos levariam à barbárie conceitual e aos desencontros discursivos. Desse modo, é necessário que a verdade exista em algumas formas. Materialmente, algumas delas devem ser concensuais para que haja o mínimo de entendimento entre a sociedade civil, as comunidades e suas famílias. As verdades subjetivas ainda permanecerão, mas caso queiramos uma revolução política, jurídica ou de outro tipo, necessitamos abdicar de certos preceitos para construir uma verdade mais sólida. Postular que a verdade existe de determinados modos é muito bonito para você comer uma menininha descerebrada que ficará deslumbrada com sua capacidade argumentativa ou para você, mulher, arranjar um casamento com um idiota que está afundando em sua depressão e depois de dois anos de casamento terá mais chances de fazer sexo com 90 minutos de futebol na TV do que com você e os brinquedinhos eróticos que comprou para esquentar a relação (estou fugindo do machismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Materialmente, isso não serve de nada. Talvez servisse como catalisador para um suicídio, mas não para uma análise social bem fundamentada. Como todo bom marxista, exponho isso para aproximar-me do conceito de práxis. Ou do conceito de hegemonia de Gramsci, a partir do qual, uma classe social toma como seu o discurso de uma classe dominante. A &lt;b&gt;dialética vulgar&lt;/b&gt; não encontra espaço para concluir que a verdade é necessária para disseminar as formas da mentira. Ela reconhece nas mentiras outras formas de verdade, o que não é erro, mas não desmascara as formas de dominação. Desse ponto, colocamos todos em pé de igualdade e desqualificamos os cerceamentos e coações que são impostos a milhões todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;- Mas convenhamos que seria bom reconhecermos as verdades alheias e respeitá-las, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poderia sim. Para outros, não para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento contém em sua essência a semente de sua destruição. Portanto, as "mentiras" - que tomo agora como divergências - são necessárias ao desenvolvimento racional da humanidade. A revolução está na antítese hegeliana. O caos é transformador. O Curinga é o personagem mais legal do Batman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade e a mentira são invenções humanas. A verdade da natureza é outra. O menininho platônico, ao sair da caverna, só constata estar vivendo uma farsa por suas condições de dominação. E, também, porque ele tomou sua visão como algo verídico, que não engana. Não porque a verdade era o mundo e a mentira era a caverna. Em suas condições de sobrevivência, a verdade era a caverna, as sombras. Ou por acaso a sombra de pessoas projetada pelo fogo no fundo da caverna são mentiras? São sombras. Ícones que representam os seres humanos de outra forma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A verdade deve existir não para ser disseminada a esmo, mas para encontrar no seu par – a mentira – o motor de seu desenvolvimento. Exemplo: para que eu aceite o comunismo como uma melhor organização social é imprescindível a existência do capitalismo. Para dialogar e construir materialmente o novo. Não para eu convencer alguém de minha posição e partir para outro tema. Não para proclamar-me senhor de minhas convicções frente ao mundo caso elas não sejam aceitas. A proposição inversa é verdadeira. Para que o capitalismo pudesse se mostrar mais humano a partir da mentira deslavada que era a social-democracia era preciso a Guerra Fria com a URSS. E, como dito anteriormente, de nada adianta ficar restrito à verdade da redistribuição de renda caso ela não seja aceita e debatida por todos os membros da sociedade. A verdade é histórica, material. Como a mentira. Elas dançam. Encontram-se e anulam-se. Faça um teste: pegue um carro e vá a 100 Km/h em direção a um poste. Diga em alto e bom som que ele é uma mentira. Que você acredita na energia solar como alternativa mais viável à atual matriz energética. Se o poste evaporar ou der quatro passos fora de seu caminho e você passar ileso, juro que acabo com o UDEIN. Mas o fato é que você acabará com sua vida antes mesmo que eu chegue ao botão “excluir esse blog”.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Esse é o sintoma de nossa sociedade. Desde que a pós-modernidade arrombou as portas de nosso mundo, nada mais é certo. Tudo é possível. Ou no mínimo, provável. Estupraram todo e qualquer conceito e levaram o pensamento à esquizofrenia. “TIM. Você sem fronteiras!”. Eu pergunto: que porra de bagunça é essa que instauraram no mundo? Ele dizem que toda banda larga será inútil se as mentes forem estreitas. Eu digo: toda mente larga, mais larga até que boceta de atriz pornô, será inútil se você não souber configurar uma conexão com a internet. Ou se não houver dinheiro para adquirir as “ferramentas da salvação”. Pegaram a coitada da dialética e novamente a levaram para o campo da metafísica. Mesmo depois que titio Marx ensinou-nos tudo o que deveríamos saber. Deu nisso: assim como podemos lançar mão de todas as verdades, podemos ser todo tipo de sujeito. Surgem as teorias da fragmentação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Argumento: você pode comer um café da manhã digno de um obeso mórbido americano, almoçar comida mexicana e jantar num restaurante francês. Legal! Mas ainda assim como qualquer um você alimentará-se com o intuito de sobreviver, fará a digestão e (ainda que alguns tentem pela boca) cagará pelo cu. No final quem ganha com isso tudo é o mercado segmentado. O que sobra para você é o sentimento barato de ostentação e fazer parte de um mundo onde tudo pode. Pouco se fodendo se no sertão as pessoas comem palma.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;A mesma coisa é a verdade. Você só tem a sua até certo ponto para manter a fé caduca de que “Sim, eu posso”. Só para enriquecer a retórica absurda dos missionários do devir. De resto, em qualquer tipo de argumentação, vai se deparar com formas verdadeiras mais bem fundamentadas ou esbarrar e lutar com fracasso contra outras hegemônicas. Resta a tática de chorar no colo da sua mãe e soltar um “Ah! Como o mundo é cruel!” com os olhos cheios d’água.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Para evitar mal-entendido: não quero acabar com seu mundo frágil ou destruir a redoma de vidro dos que proclamam a multiplicidade de verdades acima de tudo. Defendo a racionalidade contra o genocídio. Contra a dialética da vulgaridade. Contra a invasão conceitual irrestrita da sociedade. Defendo as instituições e o sofrimento daqueles que não fazem suas verdades ouvíveis. E defendo, sim, o direito que todos tem de ter suas verdades. Mas luto contra a ignomínia das verdades acima de tudo. Até porque, essa técnica caracteriza muito o neoliberalismo com reminiscências de 1789 onde a burguesia proclama seus ideiais deturpados de democracia e liberdade em prol da dissolução dos laços sociais. As verdades existem, mas nem sempre precisamos de todas elas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ou não (como diria Caetano). Esse texto pode ser uma grande mentira. Acredite se quiser!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-8421892866162709217?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/8421892866162709217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/04/apos-o-dia-da-mentira-ou-dialetica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/8421892866162709217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/8421892866162709217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/04/apos-o-dia-da-mentira-ou-dialetica.html' title='Após o Dia da Mentira ou Dialética Vulgar'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SdTj1PNQwgI/AAAAAAAAAJ0/7M0WlU7BgFM/s72-c/juramento_hipocrates_dedos_cruzados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-9052338064163190698</id><published>2009-03-20T14:30:00.008-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.250-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Cortem-lhe as Cabeças ou Coronéis Eletrônicos e Anacrônicos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/ScPTjyRqG0I/AAAAAAAAAJM/73aXVCddlfk/s1600-h/rainha+de+copas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315324596972034882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/ScPTjyRqG0I/AAAAAAAAAJM/73aXVCddlfk/s400/rainha+de+copas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Arrisco o chute de que o excelentíssimo senador José Sarney [&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;sic&lt;/span&gt;] não está tendo um sono muito tranquilo nesse período de mais ou menos um mês após ter sido eleito presidente da Casa. Com o compromisso de recuperar a imagem do Senado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- Hahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e promessas como o fim da verba indenizatória no Congresso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- Hahahahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e maior transparência nos gastos dos seus componentes e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- HAHAHAHAHAHAHA!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas que diabos você tanto ri, leitor(a)? Não fiz piada alguma até agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- O Sarney tentando "recuperar" a imagem da Casa? Fim da verba indenizatória? Transparência? Thales seja sincero: você usou ácido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Infelizmente, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil não rir quando, por exemplo, a proposta de acabar com a ajuda dada pelo governo de R$ 15 mil para cada parlamentar inclui também o pequeno detalhe de redirecionar parte desse montante para aumentar o salário dos bezerros da república de R$ 16 mil para R$ 24,5 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Sarney finge ser bom moço e nós fingimos ser ingênuos, os escândalos pipocam como pipocas (Desculpa, não consegui pensar em nada menos óbvio). 36 funcionários fantasmas reencarnados em serviço pela empresa da área de comunicação Ipanema e contratada pelo seu Agaciel; passagens aéreas compradas com dinheiro público para amigos e aliados de uma tal de Roseana Sarney (Esse sobrenome não me é estranho. Tenho certeza que também não é para você); inovadoras formas de colocar parentes para mamar nas tetas do Estado: o nepotismo terceirizado (A burocracia brasileira é, de fato, mágica); políticos que ganham hora extra durante o recesso e até mesmo um papai muito preocupado que empresta o celular pago com dinheiro público para sua filha viajar pelo México.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Sarney encontra-se em maus lençóis e eu, como sempre magnânimo, tenho a solução para os problemas do peemedebista. Parafreseio Lewis Carroll:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;- Cortem-lhe as cabeças&lt;/span&gt; (E não me refiro ao exorbitante número de 136 diretores do Senado)!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Refiro-me a um projeto esquecido pelo tempo assim como o calhorda do Renan: acabar com o Senado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- Pequeno Thales, radicalismo leva a alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Há quem diga que não e com suas razões. Não que o fim de uma das partes do Congresso garanta uma reforma política 100% eficiente, entretanto, a situação do Senado me parece passível de discussão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Como Kubrick e sua brilhante “Odisséia no Espaço”, vamos dar saltos através dos séculos para contextualizar um pouco a história da casa legislativa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A origem do Senado remonta ao império romano e ao Conselho de Anciãos. Para não ser um idiota que não considera a historicidade, vale ressaltar que a assembléia possuía outras atribuições que não as atuais de legislar junto à Câmara e julgar o Presidente da República. Cabia também à instituição cuidar das políticas externa e militar romana, das finanças públicas e das questões religiosas. Baseava-se no pressuposto de que os mais velhos possuíam maior sabedoria para debater grandes temas públicos. Logo, o senado – tanto em Roma quanto hoje, no Brasil – deve ser composto dos homens mais sábios da República (Essa é a parte em que você solta um “A-ham, sei!” repleto de sarcasmo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- A-ham, sei!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Pois é. Rapidamente já chegamos ao primeiro ponto tão anacrônico quanto simbólico de constituição do Senado. Outra questão, dessa vez referente somente a estruturação do federalismo brasileiro, diz respeito à época em que o Brasil ainda era uma monarquia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Criado em 1824, o Senado tinha (e tem) uma diferença básica da Câmara dos Deputados: enquanto esta última deveria refletir os interesses do povo [&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;sic&lt;/span&gt;] por meio de eleições baseadas na proporcionalidade, em contrapartida, o Senado baseia-se no federalismo simétrico entre os estados da federação, onde, cada um deles elege três senadores, independentemente da densidade demográfica, do peso econômico, político ou qualquer outra variável. Seria uma tentativa de não prejudicar os estados maiores que poderiam ser subrepresentados na Câmara. Por isso, além dos limites mínimo e máximo de deputados para cada estado – oito e 70 -, o senado tentaria contrabalençear essa diferença por uma simetria horizontal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Contudo, um agravante complica esse processo: a duração do mandato de senadores e deputados. Enquanto os deputados tem um mandato de mesma duração de outros cargos do executivo, os senadores possuem um mandato de oito anos. Essa característica é uma das mais abomináveis da Casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- Por que?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A idéia é que os processos legislativos não oscilem muito entre o progressismo e o conservadorismo. Se em determinado contexto político, a população eleger candidatos com fortes tendências reformistas, todos os projetos de lei ficarão barrados no senado. De quatro em quatro anos apenas um terço da casa se renova. Dos 81 senadores que compõem a casa, apenas 27 devem se candidatar novamente. Para qualquer um, vê-se que essa estruturação está recheada da ideologia dominante que tem suas raízes nas oligarquias imperiais aversas às mudanças sociais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E eis que surge outro ponto questionável: as famílias. Como o senado abriga os senhores da república, é fato que abriguem também os velhos filhos da puta da república. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Coronéis eletrônicos e anacrônicos&lt;/span&gt; como Sarney e Collor que conseguem eleger-se sem dificuldade graças aos veículos de comunicação que possuem em seus estados de origem (o que é absolutamente inconstitucional (lembrando que dessa vez o Sarney foi mais longe e se elegeu pelo AP)). A lista é quase infindável: José Agripino Maia, líder dos Demos no Senado e seus quatro veículos no RN; Wellington Salgado de Oliveira (PMDB) e seus cinco em MG; a já citada Roseana Sarney aumentando a lista com mais quatro; o tucano Tasso Jereissati com mais dois no CE...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Enfim, como eu não estou aqui para isso e a internet é o mais novo paraíso, para quem não acreditar em mim é só visitar o site &lt;a style="COLOR: rgb(255,0,0)" href="http://www.donosdamidia.com.br/"&gt;Donos da Mídia&lt;/a&gt; e se esbaldar pesquisando sobre parte da corja de nosso país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Fora isso... tem muito mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A existência de duas casas no Congresso Nacional acaba gerando uma distorção na teoria dos três poderes por aumentar o poder do legislativo sobre o executivo (sem contar o judiciário que já alastrou seus tentáculos pérfidos para além do alcance de nossos olhos). Teoricamente, a necessidade do debate legislativo em uma casa formada por senhores mais competentes é válida. Pode gerar questionamentos que talvez ficassem implícitos na Câmara. Acontece que na prática não funciona. A única coisa que aperfeiçoa-se é a burocracia e a morosidade no legislativo. Muitas vezes, Senado e Câmara exercem as mesmas funções e com isso, mascaram suas verdadeiras preocupações: o fisiologismo de muitos partidos (muitos não, dedo na cara: o PMDB), as práticas nepotistas, as obstruções de projetos do executivo e a tentativa de manutenção do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;status quo&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- Que &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;status quo&lt;/span&gt; é esse, Thales?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O custo anual de cada senador que gira em torno de R$ 33,1 milhões, o orçamento da casa de R$ 2,680 bilhões, as horas extras em recesso, as ajudas de custo, as tetas públicas sempre jorrando leite morno, as manobras de personas obtusas como o Renan, o ping-pong irremediável de projetos de lei entre Senado e Câmara e todo e qualquer escândalo que pudermos lembrar e também os vindouros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O fim do Senado pode parecer um ideal utópico, sim. Já foi idealizado por diversos setores políticos e o PT sempre foi um dos que tomou a frente de batalha. Todavia, o debate não pode permanecer restrito aos corredores sóbrios de Brasília. A população deve mostrar suas opiniões. A melhor saída, a meu ver, seria um plebiscito sobre o tema. Ainda que nada garanta uma mudança na configuração política do país, é preciso o amadurecimento das idéias para tratar-se a questão. E tenho dito:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Cortem-lhe as cabeças!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-9052338064163190698?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/9052338064163190698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/03/cortem-lhe-as-cabecas-ou-coroneis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/9052338064163190698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/9052338064163190698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/03/cortem-lhe-as-cabecas-ou-coroneis.html' title='Cortem-lhe as Cabeças ou Coronéis Eletrônicos e Anacrônicos'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/ScPTjyRqG0I/AAAAAAAAAJM/73aXVCddlfk/s72-c/rainha+de+copas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-7491356078730703352</id><published>2009-03-11T15:58:00.007-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.250-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Ficções&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>A Vida Sempre É... ou Diamantes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SbgL1tue0sI/AAAAAAAAAJE/F7N7zkuCk7o/s1600-h/diamante.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SbgL1tue0sI/AAAAAAAAAJE/F7N7zkuCk7o/s400/diamante.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312008777919025858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sentou na calçada e pensou que talvez tudo fosse em vão. Sentiu o vento frio que entrava pelo vão da porta. “Talvez todo o mundo seja apenas uma porta entreaberta, e nós todos sejamos crianças curiosas, olhando pela fresta, tentando descobrir algo. Apenas por descobrir. A curiosidade pífia e mórbida que habita as mentes das mais diversas mentes...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Talvez tudo fosse mais límpido e prazeroso se o mistérios fossem preservados. Se Deus não se mostrasse, arrogante nas faces das vidas que explicam as vidas. Não quisesse sempre arrancar mais servos do leito da terra, das raízes da alma, tragando-os para o céu irremediavelmente prazeroso, inferno inegavelmente doloroso, extenso, eterno. Mas todos são movidos por uma sede de  respostas, insaciável em seu âmago. Eu me sinto muito pouco humano no meio das pessoas. Ou será que sempre seremos mais humanos do que desejamos ser como disse Gildenlöw?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembrava seu nome, nem o dia em que nasceu. E talvez não fizesse mesmo o menor sentido lembrar. Você só é alguém em relação a alguém. Lembrar-se de si mesmo é um paradoxo. “Eu apenas queria existir de verdade para alguém.” Vivia na rua há muito tempo. Tempo demais. “Mas ainda assim, eu estou aqui. Eu penso, mesmo que diferente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o turvo mar, turvo céu de ondas. A natureza e o seu cinza de um dia nublado e frio. Como se a cidade já não fosse cinza e fria o bastante. Ali viu: um pequeno pássaro descer do céu e quase estraçalhar seu corpo delicado com o impacto no concreto-mar: refém e dono da velocidade. O pássaro emergiu e após alguns segundos, voltou com um peixe em seu bico. Este, debatia-se tentando livrar-se do jugo do predador. A água, combustível de toda vida, elixir da existência, salgada água, respingava as penas brancas da cor do monóxido de carbono do pássaro que indiferente àquele desespero que passava diante de seus olhos, parecia orgulhar-se de seu banquete. “O último suspiro de um momento. É tão fácil defini-lo.” Mas qual teria sido a primeira respiração? Naquela cena: o embate interminável e silencioso, a guerra da vida contra a própria vida. Acontecia ali, no meio do furioso mar. A força da natureza. E qual é a natureza de nossa (e toda) força? “Responda-me, por favor, turvo céu de ondas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esse tempo pensou: “A vida é algo tão frágil, efêmera, e mesmo assim vocês se esquecem disso. Passam indiferentes em seus falsos passos, ignoram quase tudo com seus falsos olhos. Seguindo todos os caminhos como se eles fossem seguros. Essa dor não passa nunca? É a fome. Nunca soube o que é exatamente esse sentimento, mas sinto-o muito bem. Fome fome fome fome. E se isso fosse tudo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“A vida sempre é...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca. Eu busquei tudo e perdi tudo.” Irremediável e interminável contradição de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendeu o cigarro que pediu àquele homem. “Não sabe ele que isso faz tão mal? Para mim isso já não faz a menor diferença.” Impecável dentro do seu negro terno, caminhando apressado como quase tudo que hoje anda. O que será que pensava aquele homem? Teria ele filhos, um amor, um desamor ou algum sonho? Somos todos tão repletos de emoções que parecemos não saber demonstrá-las. Talvez seja por isso que nos mostramos assim. Falsos olhos. Envergonhados de nós mesmos. Os desejos ocultos adormecem tranquilamente junto aos temores de nossa Id, apenas esperando a noite. Imagem onírica nebulosa. Nebulosa noite de sonhos. Sonho de um cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parecia tão seguro de si mesmo. Como se a vida não tentasse a todo momento arrancá-lo de seu sono desigual e atirá-lo contra o chão. Parecia tão inteligente. Ou apenas tentava parecer inteligente. “Ah, se eles soubessem! A inteligência não é isso o que eles pensam. Cercados e embriagados em números esquecem-se do que importa. Fazemos tantas perguntas, mas todas são perguntas erradas. Ou pior, perguntas desnecessárias. Como eu queria uma caneta naquele dia. Anotaria todos os meus pensamentos na contracapa daquele livro: O Nascimento da Tragédia. Ironicamente quando minha tragédia vinha à tona. Essa chance que eu não podia dar, até mesmo para mim. Mas tudo se perdeu.” Um dia tudo se perderá. O pensamento perde-se no pensamento. Perdemos-nos em nós mesmos. Chegara o dia em que nem mesmo saberemos o que dizer. Esqueceremos-nos das palavras. Das palavras que (não) devemos dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se eles ao menos pudessem ver. A inteligência não é isso que eles pensam. Eu poderia ser um gênio, assim então eles me notariam.” Lembrou-se daquela velha música da adolescência e cantou-a  baixo, com um sopro gelado em sua alma: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;You take my soul as your second name&lt;/span&gt;. “Agora eu entendo: por isso eles lembram-se sempre dos poetas mortos, mortos filósofos e vivos pensamentos. Estamos sempre querendo alguém para pensar por nós. Por isso tomamos o nome de alguém como o nosso. Sua alma, meu segundo nome. Eu nunca entendi aquele livro.” Pensadores herméticos, aprisionados em suas próprias frases. Algumas coisas nunca se perdem. (Mas um dia... tudo se perderá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas isso tudo é deles tão distante. Muito distante. Fora, muito fora. Tão fora deles. Aqui. Bem dentro de mim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Girou sua cabeça e olhou de soslaio. Ouviu o murmúrio distante das crianças que saiam da escola. Todas aquelas mães esperando seus filhos. Com um sorriso no rosto ou falando sobre o trabalho no celular. Mas ainda assim, esperando. Elas sempre os esperam e quanto mais eles crescem, mais têm vontade de partir. Flores rebeldes cultivadas virtualmente em um jardim de pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu um trago no cigarro e lentamente a ponta foi queimando, como se tivesse todo o tempo do mundo. “Isso mata lentamente. Como toda a calma do mundo. Eu não me importo. O pior é que essa dor não passa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu uma tímida risada, que dançando no vento como uma folha do outono, veio beijar o seu ouvido. “Eu já ouvi tantas coisas nessa vida. Algumas ficariam melhores esquecidas. Guardadas junto à poeira da minha memória. Mas são justamente essas que te acordam no meio da noite. É por essas que você grita e sente o gosto único das lágrimas nos lábios. Parece que tudo que devemos fazer é esquecer... e lembrar.” Lembrar dos espinhos que protegem a beleza e o perfume inebriante e lúgubre de uma rosa. Viu que no banco postado na orla da praia, um casal de namorados conversava. “Enquanto ali eles se amam, nada encara os meus olhos. Os sentimentos nunca se encontram. São poetas que eternizam palavras de amor escritas na solidão da noite. Estão tão perdidos como uma gota no oceano. Turvo céu de ondas. As metáforas ainda são as coisas mais engraçadas desse mundo.” Lembrou-se dela: o dia em que conversaram na janela. Arrependeu-se de não ter dito: “Sim, eu sempre soube quanto tempo durou. Começou e terminou muito rápido, mas eu sempre soube que foram quatro semanas. Eu sempre soube quanto tempo durou, só nunca soube como contar o tempo. Os sentimentos nunca se encontram, mesmo quando estão olhando nos próprios olhos.” Farsantes poetas, banhados em cristalinas lágrimas de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida sempre é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma enorme caixa, na qual não existe nenhuma surpresa. Talvez para eles seja confortável pensar assim. Com seus clichês e ditados eles acham que dominam tudo e todos. Mas nada é tão previsível quanto a vida. Eu sempre soube que seria assim. Aqui estou, mas já estava aqui há muito tempo. Eu sentia o cheiro da chuva mesmo quando ela ainda não estava caindo. Eu sempre soube que teus olhos refletiriam eternamente o verde da tarde. Eu sempre soube que você jamais enxergaria tudo o que senti. Eu sempre soube, que quando adormecemos juntos, você fantasiaria com outro. Eu sempre soube que eu não me veria no verde-tarde dos teus olhos. Eu sempre soube que acabaria. Eu sempre soube. Só nunca soube contar o tempo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E assim, eu me eternizo. Na imprevisibilidade invisível da morte ou na previsibilidade visível dos que dormem vivos, eu me contradigo. Culmino em uma loucura morna, na fome. E tudo o que nunca fez sentido será esquecido. O meu delírio escasso e os pensamentos sem estribilho. Me humilho pelas migalhas minúsculas da atenção que transborda de outros olhos para os outdoors, bundas e maniqueísmos. A vida segue um sem tempo antigo e minhas artérias não tem com o que se entupir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As batidas do coração são melhores que relógios digitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergueu a cabeça um pouco a direita de onde se encontrava o casal e viu duas crianças brincarem desordenadas nas águas. Águas poluídas, combustíveis da vida. De repente uma delas foi engolida por uma grande onda, causando gargalhadas na outra que apenas a observava. Água e lixo. Após alguns segundos girando no barulho ensurdecedor que envolvia sua pequena cabeça, ela levantou-se assustada, porém com um sorriso que seria capaz de iluminar a mais escura das noites, a mais perversa das almas. A beleza da infância. A beleza da vida. “Eu já fui criança também. Somos todos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;diamantes&lt;/span&gt;. Uma criação perfeita que insiste em se autodestruir. Enquanto eu estou com fome eles fazem guerras preventivas. Belos e sujos diamantes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é que eu seja ateu, eu apenas não entendo o que é isso que eles chamam de Deus. Com toda essa tecnologia, como ainda não conseguiram achá-lo? Eu acho que esse Deus tem tantos disfarces, tantas defesas. Ou será que nós é que não sabemos atacá-lo? Se eu tivesse um filho, eu lhe ensinaria tantas coisas. Tantas coisas que eu nem sei como faria. Não, eu não o esperaria. Eu o faria voar. Voar e voar. Até nosso coração é livre para voar, embora dentro de uma gaiola.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu me sinto muito fraco. Parece que nada mais faz sentido. E cada vez mais fraco.” Inclinou-se mais um pouco apoiado naquela parede suja. “Eu preciso descansar. Estou ficando velho. Se eu tivesse tempo faria mais exercícios e poderia viver mais. Eu escreveria um livro e faria músicas para ela. Eu nunca soube o que sentia de verdade, mas ela me fazia tão bem. Quando tudo era uma queda lenta, aqueles olhos me faziam flutuar. Seria preciso anos para dizer tudo o que sinto, e mesmo assim, talvez não valesse a pena.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um trago. A fumaça do cigarro subiu diante de seu pálido rosto. A barba há muito tempo escondia as suas linhas de expressão. “Se não fossem as minhas mãos, calejadas mãos com marcas da vida, eu mal me reconheceria.” Os espelhos empunham imponentemente a bandeira cruel do tempo. Assim como tudo que inutilmente tenta pateticamente sobreviver. A visão é muito passageira. “Por que nos importamos tanto com ela?” Como dizia aquele lindo verso de Drummond: nada fica nos teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais e mais imerso em seus pensamentos ele foi ficando fraco. “Eu nunca imaginei que fosse ser desse jeito. Será que essa dor não vai passar nunca?” Passará. E passou. Ali, em meio à melodia mixolídia dos ônibus confusos que seguiam sempre o mesmo caminho, mas sem saber aonde ir; o barulho distante da tempestade que se aproximava; e o som leve do beijo do casal de namorados... morreu de fome. O cigarro docemente escorregou de seus dedos e foi encontrar seu repouso no áspero solo da calçada. Ainda estava queimando na metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim a cidade continuou a viver indiferente a sua caixa de não-surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos diamantes: sujos e belos, partidos e arranhados. Lapidados pelo vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-7491356078730703352?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/7491356078730703352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/03/vida-sempre-e-ou-diamantes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/7491356078730703352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/7491356078730703352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/03/vida-sempre-e-ou-diamantes.html' title='A Vida Sempre É... ou Diamantes'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SbgL1tue0sI/AAAAAAAAAJE/F7N7zkuCk7o/s72-c/diamante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-1206026794756357945</id><published>2009-03-02T18:00:00.005-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.251-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fofinhos ou não'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>As Frases de Ódio ou As Mais Puras Declarações de Amor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SaxJEqwlm-I/AAAAAAAAAH0/cWChdYJBpbw/s1600-h/ATcAAAC82EXU__8ENiRfM8CIOt6xObmKWdlgrljdYlpZ_CWK38X9FV7-Eozni_lX1_Hh1R1t1AI-UvtZ6CvOHDBIaezzAJtU9VBs689K5qJsOoPQGUNB3BQRv3fTyA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 308px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SaxJEqwlm-I/AAAAAAAAAH0/cWChdYJBpbw/s400/ATcAAAC82EXU__8ENiRfM8CIOt6xObmKWdlgrljdYlpZ_CWK38X9FV7-Eozni_lX1_Hh1R1t1AI-UvtZ6CvOHDBIaezzAJtU9VBs689K5qJsOoPQGUNB3BQRv3fTyA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308698405309357026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esse texto não é só meu. Ainda que a minha cabeça seja palco de um provável show de horrores, esse em questão parece ter nascido de mim mas também de algo mais. Seria interessante dizer que ele é também um texto muito contingente (ainda que isso, de fato, não o explique por completo). Assim que me veio a idéia, dois dias e duas noites depois, veio mais uma briga com a Amanda. Era outro texto para ela, mas que falava também de nosso relacionamento. E eis que, entre a briga, volta o maldito escrito no meio do meu caderno de poesias sendo corroborado por aquele instante em que tudo que eu queria era me livrar daquela maldita mulher (da minha vida) por um tempo. Desse modo, o texto também é dela. Não assinado mas escrito com a cabeça quente e uma vontade de ficar juntos que talvez, observadores externos, não identificariam debaixo de muitas lágrimas e ofensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, voltemos sete meses atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que convivem comigo e com ela não é surpresa eu dizer que o meu relacionamento com a Amanda é a confirmação inquestionável do axioma de que “os opostos se atraem”. Não no sentido da subjetividade: falo de outro campo. Acompanhado das fodas mais alucinantes da minha vida; das conversas filosóficas-políticas-sexuais-humorísticas-econômicas que eu jamais imaginaria ter com uma mulher no auge de seus 23 anos; e da forma de me apaixonar mais implacável e inexplicável que eu possa descrever, tudo o que estávamos construindo caminhava de mãos dadas com os arranca-rabos mais dignos dos roteiros mais violentos da história dos romances escarninhos do cinema hollywoodiano água com açúcar. É nesse ponto que o primeiro parágrafo faz sentido e digo o que vim fazer aqui: não há modo mais racional e simples do que explicar nosso relacionamento pela dialética marxista (Vivaaaaaaaaaaaaa! Uma salva de palmas) e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque faz total sentido. Sem querer bancar o Zezinho da Esquerda chato e apaixonado, mas comunistas sempre foram taxados de insensíveis pedófilos para baixo. Eu cultivo essa tradição com um personagem mal humorado, óbvio. Mas assim como o Marx tinha a Jenny, eu tenho a Amanda (e antes que alguém faça uma piadinha maldosa sobre a minha masculinidade, garanto que na minha estória não tem nenhum Engels para levantar suspeita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amadurecimento de ambos os lados de nosso namoro só foi possível graças à total displicência com a qual agíamos um com o outro quando alguém decidia rodar a baiana. Confesso que eu sempre fui o esquentadinho da vez. Meu pavio sempre foi das proporções de uma espécie do Reino Fungi (quero parecer inteligente mas não faço a mais remota idéia de um bicho que componha esse reino, espero somente que eles sejam muito pequenos). Eu explodia em um acesso de raiva digno de um possível semelhante masculino da TPM. Ela agüentava como podia eu desfilar minha arrogância, pedantismo, orgulho, argumentação barata e ironia. Algumas vezes, porém, era praticamente impossível que ela saísse ilesa da minha tortura psicológica e maquiavélica de interferi-la em uma frase só para dizer que ela estava baseando nossa briga em “conceitos metodologicamente errados”. É, eu sei. É dose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Culpa dela também, que aguentou seu jeito e não quis ir embora!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belíssima observação leitor(a), eu só mudaria uma coisa: “Obrigado a ela, que aguentou meu jeito e não foi embora (para sempre)”. Não fosse por toda a extrema passionalidade com a qual nos envolvemos, não teríamos descoberto ao todo, aquilo que realmente agrada e desagrada no outro. Relacionar-se não é só aceitar qualidades, mas também defeitos. Ela jamais acharia charmoso o jeito com o qual eu arqueio a minha sobrancelha ou faço bico durante uma briga. Talvez eu demorasse a ver toda a fibra e determinação que eu tanto amo pulsando abaixo da pele da mulher mais delicada e sensível que eu conheci. Faz parte de toda a projeção e identificação quando você realmente ama uma pessoa. E é justamente aí que a figura dos camaradas me chamou a atenção e eu vi o marxismo no nosso relacionamento. Machucar a ela, feria muito mais a mim que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conto enorme nasceu da conclusão óbvia que agindo daquela maneira, eu só a estava perdendo para uma gama enorme de sujeitos iguais a mim, várias facetas do meu orgulho insensato. Ao ver o meu orgulho por completo, eu acertei em cheio um tiro na minha lógica e em meu sentimento. Eu estava magoando um ser sem o qual, a minha existência não significava mais nada. Após eu tê-la conhecido, um caderno velho de poesias se abriu, meus dedos buscaram outros acordes para o violão, minhas leituras foram redirecionadas para um patamar muito mais crítico e significativo. Pode parecer um escrito piegas sobre uma alma gêmea, mas o sentimento que tenho é irreprodutível fora desses clichês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, as contendas – inexpurgáveis de qualquer vida em casal – tomaram rumos curiosos. Não faltava mais a certeza de ficar junto. Nem o obstáculo de viver a dois durante dois ou três meses (um real teste para o relacionamento, em minha opinião) reverteu o que tínhamos: uma vontade incontestável de ficar juntos. Sempre. Toda hora. Sem folga (de preferência transando). Logo, nossas brigas já não tinham mais porquê. Eram pretextos irrisórios perante o grande circo que armávamos a partir do meu sangue de meus socos na parede ou dos cacos de vidro dos copos que ela quebrava. Algumas vezes, simplesmente a falta de sexo em um dia da semana nos fazia virar bichos. A lacuna daquelas horas em que o mundo para nós acabava gerava brigas de séculos, até que a falta fosse suprida. Isso às vezes sem que o outro comunicasse ao outro. Era tanto tesão, tanta vontade de ficar junto após um orgasmo absurdo que as resultantes eram palavras inoportunas e expressões que seriam atentados ao pudor mesmo para esse blog (Exatamente. Mesmo para ESSE blog).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do amor nasce o ódio. Só com o choro incontrolável e a raiva mais diabólica é que encontramos o colo solícito do outro. O meu ela encontra com um pouco mais de dificuldade, mas com a mesma sinceridade. O sentimento só faz sentido, justamente, no momento em que ele treme. Quando eu flerto com a morte da minha alma no momento de perdê-la. É brigar e ficar separado. Só em um quarto enquanto ela chora na cozinha. É a distância exata para que quando eu cruze com ela no corredor a caminho do banheiro a tristeza acabe comigo e me faça abraçá-la. Olhar nos olhos dela, cheios d’água e tristeza e chegar a conclusão: “Que merda! Eu fui um estúpido.” Só quando o pedido de desculpa dói em você, é que o amor completou seu ciclo e a felicidade espera para entrar no relacionamento e preparar terreno para uma nova guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí, segue tudo. Ela reclamando que eu estou bonito e cheiroso demais para ir ao trabalho. Ou com o cabelo cortado e a barba feita. Ciumenta como uma leoa. Mas, ai de mim que ande amassado e fedido no meio da rua. Durmo no sofá. Cabelo grande demais é quase motivo para greve de sexo. Contraditório? Jamais. Com tudo o que temos e vivemos, o paradoxo latente do nosso namoro é mais do que fundamental. Há horas em que eu discordo do que ela fala só por esporte. Só por debater com alguém que, de fato, irá me entender. Só para deixá-la meio puta por eu ter discordado da concepção adorniana dela do conceito de aura de Benjamin. Só ela para ler lacanianamente minhas poesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E após dois dias com esse texto martelando em minha cabeça, veio a briga citada no início, onde não só eu, mas ela também, percebemos mais uma vez que não estávamos chegando a lugar algum com nossa briga. Apenas medindo egos e argumentos como tantas outras vezes. E nessa briga veio o pensamento que estalou tudo, não por nada, mas por simbolizar a dialética e a contradição de modo lapidar. Se ela estava perto, eu a queria longe. Se estava longe, queria a meia distância. Se a meia distância, eu a queria perto. O mais fascinante é como a contingência histórica, conceito muito caro ao marxismo, encaixou-se perfeitamente. Percebi a dialética hegeliana e a finalizei com o materialismo histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa como, onde ou que belos sonhos tenhamos: relacionar-se é trabalhar defeitos e contra-sensos. Irrelevar as manias que ela tem até que ela mude, ou me adaptar ao que ela é e aceita-la como a mulher que escolho todos os dias. Ou mesmo, não revelar aquela velha mania que ela tem só por ser desnecessário. Faz parte dela. E a voz dela. O jeito dela. É preciso coragem e determinação para estabilizar-se com o vento e não ceder. Encontrar no pior defeito o que compõe o todo belo e majestoso que é o meu pé de jabuticaba. Não adianta viver nas projeções e idealizações o tempo todo se elas não forem revistas e desmentidas pela materialidade da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo e a confusão que me tomavam durante os rompantes de raiva deram lugar a minha imagem com a qual eu devo dialogar. Machuca-la é machucar a mim mesmo. Entretanto, todas as feridas de guerra são recordações do tempo que passou e do que já foi suplantado em nome de um bem maior. E desse amor a mim mesmo, ódio a ela, ódio a mim mesmo e amor a ela eu tiro tudo. Tudo o que compõe o quadro irretocável que pintamos e que nos guiou até a melhor coisa que já aconteceu em nossas vidas. E ter essa imagem me faz buscar o melhor, a mudança. A perfeição permanecerá um ideal vago em um céu que contemplo enquanto ela dorme sobre meu corpo suado. Um calor dos diabos e essa mulher jogada em cima de mim. Não existe nada melhor no mundo que esse desconforto. É a certeza de que ela acordará ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a certeza também de que todas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;as frases de ódio&lt;/span&gt; que eu digo a ela são também &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;as mais puras declarações de amor&lt;/span&gt; que eu possa verbalizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-1206026794756357945?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/1206026794756357945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/03/as-frases-de-odio-ou-as-mais-puras_02.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/1206026794756357945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/1206026794756357945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/03/as-frases-de-odio-ou-as-mais-puras_02.html' title='As Frases de Ódio ou As Mais Puras Declarações de Amor'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SaxJEqwlm-I/AAAAAAAAAH0/cWChdYJBpbw/s72-c/ATcAAAC82EXU__8ENiRfM8CIOt6xObmKWdlgrljdYlpZ_CWK38X9FV7-Eozni_lX1_Hh1R1t1AI-UvtZ6CvOHDBIaezzAJtU9VBs689K5qJsOoPQGUNB3BQRv3fTyA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-1429070653911258140</id><published>2009-02-17T13:10:00.011-03:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.251-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Perturbadora Falta do que Escrever ou Eu Poderia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SZrownJAUEI/AAAAAAAAAHY/GYxwE0eSnqU/s1600-h/interroga%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SZrownJAUEI/AAAAAAAAAHY/GYxwE0eSnqU/s400/interroga%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303807433020297282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O UDEIN encontra-se, novamente, frente a frente com sua própria existência (Dramático,não?!). Houve a odisséia em busca de um nome e a solução canalha para a estagnação da graça deste; um breve recesso de final de ano sem muitas postagens (e o argumento recorrente para o lapso são as próprias férias); como suprimento de algumas ausências, outras vezes, uns contos muito mais ou menos sobre monotonia e perguntas (???). Agora um novo obstáculo interpõe-se entre o Thales e a jornada do UDEIN rumo a sei lá o quê (eu chuto ostracismo). É a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;perturbadora falta do que escrever&lt;/span&gt;. Não adianta. Se você for lançar-se ao papel ou ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Word&lt;/span&gt;, cedo ou tarde se deparará com essa forma abominável de conjuntura em seu empreendimento. Acabaram-se os contos. Foram-se as férias. Só sobrou a minha cara de babaca nas noites mal dormidas estampando a inquietante pergunta: “Sobre que merda sem sentido irei escrever eu agora?”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Enfim, eu já sabia de antemão o que seria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Mais um texto metalinguístico que, no final, só fala do UDEIN e de mais porra nenhuma?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Se você acertar qual é então a justificativa para o texto eu te dou uma bala 7 Belo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- O quase deserto que você largou isso que chama de blog!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Parabéns, leitor(a). Compareça na direção para retirar seu prêmio, portando RG e CPF.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Enfim, é isso mesmo. O que sempre dizem, e que, infelizmente é sempre verdade. Falta o que pôr em palavras, apesar de não faltarem idéias (Ideia não tem mais acento, né?! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;What the fuck!&lt;/span&gt;). Já tenho dois textos no forno mas que não andam mais. A Amanda me ameaça de morte caso eu não reverta esse quadro. Ok! Ela é minha namorada e você pode pensar que ela não conta, mas a participação dela nos meus textos, bem como no blog, é fundamental. Além de ser uma das leitoras assíduas (e a única que cobra atualização). Ando meio inquieto entre a figura de um blogueiro (que eu tento rejeitar na maior parte das vezes) e alguém que tem um blog. Todavia, o vírus da cobrança se instalou no meu ser mesquinho e já muito perfeccionista. Merda na certa!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Portanto, o texto é corrido. Apressado. Porque como todo bom caxias, eu não aceito textos de uma página ou duas no meu blog. Eu sei! Não faz nenhum sentido estar paralisado em minha produção e ainda exigir certo tipo de coisa. Mas sabe quem realmente se fode nisso tudo? Você que me visita e gosta ou não do que escrevo. Que vê textos bons ou não. É hoje você acordou com o pé esquerdo e nada de legal encontrará aqui. Só uma alma atormentada por si mesma, auto-piedosa e baixa que escreve qualquer coisa. E ainda por cima tentando encher linguiça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Até essa cena patética que eu estou fazendo é irritante! Mesmo para mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Digo isso tudo não por nada, mas é que várias vezes eu já pensei se realmente o UDEIN vale a pena. (Essa é a parte onde você masturba meu ego nos comentários com o clamor desesperado de um fã prestes a tornar-se órfão). Com tanta coisa boa pela internet, qual o real propósito dessa bagaça? Aí eu penso em desistir, deixar de lado por um tempo. Entretanto, sua sombra me persegue sempre. O problema então deve ser outro. Já que largar de mão eu não consigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas acontece tanta coisa, ora caralho! Eu sou um futuro jornalista. Onde está o faro apurado do repórter que eu tanto ouvi de meus professores? Minha sede insaciável por justiça e verdade, a qualquer custo e contra quem for? Minha percepção aguçada para os furos e fatos pelos quais o público anseia? Acho que eu não revistei o bolso da minha calça antes de colocar para lavar e agora deve estar tudo de molho na máquina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu poderia&lt;/span&gt; falar do Jarbas Vasconcelos dando a louca nas páginas amarelinhas da Veja – que, por sinal, guarda mais semelhança com a outra em termos de propaganda do que presumimos. Jarbinha resolveu botar a boca no mundo; extrair pus da ferida do fisiologismo peemedebista e arrochar o esfíncter de meia dúzia de senadores e deputados com seus nada poucos 43 anos de partido. A troco de quê? Uma aproximação com Serra, nas páginas tucanas da Veja e com o PMDB bombando em duas casas do Congresso e mais alguns Ministérios? Uma dissidência heróica acima de qualquer podridão do partido e da maioria dos que compõem o quadro político brasileiro? Não se sabe ao certo. Só se sabe que o PMDB utiliza de todo o seu oportunismo político para colocar o Lula e o FHC, por exemplo, no mesmo saco. Foi o que fez o senador Pedro Simon aderindo ao ataque de xereca do Jarbas. "Os homens do FHC são os homens do Lula" vomita o senador. Subitamente o fisiologismo desaparece e o alvo se torna o governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Adendo: Para você que não é assinante ou prefere rasgar dinheiro para alimentar equinos ao invés de comprar a Veja, a&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://meublogtemonomedemasiadamentegrande.blogspot.com/2009/02/era-so-o-que-faltava.html"&gt;transcrição da entrevista&lt;/a&gt; foi feita pelo Filipe no blog Nada Original. (O blog está aí do lado, mas como eu aprendi a colocar links no texto acho que daria um ar mais inovador ao blog dar tudo mastigadinho)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Com isso em mãos, eu poderia falar da tão badalada corrida presidencial. Quando um dossiê contra o PSDB vaza da Casa Civil, ou quando tentam jogar a merda do PMDB (nos dois sentidos) no ventilador - agora que o partido tem um enorme poder de barganha nas alianças eleitorais - ninguém fala em pré-campanha. Agora, quando vendem santinhos da Dilma e do Lula no encontro com os novos prefeitos ou quando o presidente demonstra sua propensão à candidatura da ministra, aí qualquer um do PSOL ou um DEMO entra com ação no TSE, no TCU, no FMI, no IBGE, no UDEIN e até na NASA - se houver disposição - contra a suposta campanha. Qualquer jornalista da Globo vai alardear o fato como o fim dos tempos. Desmoralizar os aliados do governo pode. Subir no palanque do lado da Dilma, não. Não se trata de defender o governo (esse é um dos raros textos em que eu vou tentar ser conscientemente suprapartidário), mas colocar em pé de igualdade o movimento político de todas as legendas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ou poderia falar do mais novo empreendimento arquitetônico da moda. O castelo do Sr. Edmar Moreira. Perdi a corrida. Na vida real, as metáforas dos contos de fadas e seus castelos já se alastraram feito gripe. Não conseguirei montar um texto humorístico sobre o desvio de dinheiro do FGTS de seus empregados. Tampouco chegaria o momento onde, como punição, o Seu Moreira seria currado pelo cavalo branco de um príncipe perdido. Até porque, de mais a mais, não é nada engraçado ter no lugar vago de Corregedor da Câmara o ACM Neto. O conto acabou mesmo antes de ser escrito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Entre isso e o Zorra Total, ainda fico com o Zorra Total.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Sem dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Outro adendo: Já que eu não escrevo nada, vai mais um link para &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://marinatto.blogspot.com/2009/02/dos-contos-de-fada.html"&gt;um ótimo texto&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;sobre o castelinho do Seu Edmar. Desta vez, no blog do Luã.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ou eu poderia sair em defesa de Chávez, mais uma vez, demonizado e burlesco, para a maior parte da população e para a galera do PIG. O monstro, ditador, retrógrado maldito que só quer saber de uma boa farra ao estilo bolchevique acaba de ganhar o poder de governar e oprimir o povo venezuelano por infinitas reeleições. Sim. Ele e mais qualquer um que concorra a um cargo executivo na Venezuela. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não interessa dizer que o projeto não serve só ao comedor de criançinhas. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tudo isso em um referendo onde mais de 70% dos cidadãos votaram. Quer mais democracia que isso?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Mas Thales, um tal de Denis Rosenfield falou em um artigo no Globo que essa na verdade é uma ferramenta antidemocrática para perpetuar Chávez no poder a partir de medidas populistas.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Manda o Denis enfiar um espanador na boca para escovar o dente assim como ele quer pegar o conceito de democracia da Revolução Burguesa de 1789, já todo siliconizado pela ideologia neoliberal rampeira e atochar na análise sociológica escusa dele de uma revolução que se coloca em rumo socialista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eis o problema. Não fosse o espectro que fugiu da Europa e da primeira frase do Manifesto Comunista e veio rondar a América Latina, a transição “totalitária” do camarada Hugo seria ignorada como tantas outras são atualmente. Daí eu poderia discutir os novos paradigmas revolucionários do final do século XX a partir da dispersão do capital financeiro pelo globo. Pela exportação de tecnologia obsoleta para o Terceiro Mundo e a formação de novas organizações do proletariado. Falaria do modelo neoliberal de gestão e da redução do Estado, inversamente proporcional à participação do mercado na atual conjuntura social e econômica. O que, invariavelmente, levará à novas diretrizes revolucionários que dialogam com a disposição histórica dos países. Está tudo em Marx, eu não descobri nada disso. Mas a direita não fala de Marx. Eles leem. Mas não falam. Sobraria até espaço para falar o mais do mesmo: a definição de um inimigo em comum que joga nosso pensamento na inércia quando o debate gira em torno do governo chavista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Atualizando: Para exposições infinitamente melhores que as minhas sobre a situação venezuelana indico o &lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=525JDB006"&gt;artigo de &lt;/a&gt;&lt;span class="art_autor"&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 0, 0);" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=525JDB006"&gt;Mário Augusto Jakobskind&lt;/a&gt; no Observatorio da Imprensa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Há ainda casos mal contados de suposta xenofobia. Dele pode-se falar da bancarrota pela qual passa o velho mundo e seus entusiastas. Da redução na taxa de pessoas empregadas. O deficit do PIB de países como Japão, Rússia e França. Tem também a galera que ainda não fez sexo e - talvez justamente por isso - fica tratando calouro como animal nas demonstrações mais absurdas da irracionalidade de alguns estudantes do ensino superior. Dá para louvar os trotes culturais e solidários que tentam ir além da orgia que todo mundo quer quando entra na faculdade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Em miúdos, tem muita coisa acontecendo e eu aqui, parado. Acontece que eu já livrei minha cara. Por fim, a terceira página. A ansiedade da Amanda em ler meus textos vai passar por uns dias e eu ganhei um sopro de sobrevida. O texto acaba como começou: do nada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-1429070653911258140?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/1429070653911258140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/02/perturbadora-falta-do-que-escrever-ou.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/1429070653911258140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/1429070653911258140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/02/perturbadora-falta-do-que-escrever-ou.html' title='Perturbadora Falta do que Escrever ou Eu Poderia'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SZrownJAUEI/AAAAAAAAAHY/GYxwE0eSnqU/s72-c/interroga%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-5530780850757231963</id><published>2009-01-30T17:46:00.015-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.252-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Fórum Mundial de Mídia Livre ou O Profeta das Catástrofes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SYNaGhJpYTI/AAAAAAAAAHQ/rL5LPE4zrJg/s1600-h/cachorro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297176654742380850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SYNaGhJpYTI/AAAAAAAAAHQ/rL5LPE4zrJg/s400/cachorro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Thales está um tanto quanto desapontado. O Thales queria ver as maravilhas naturais da fauna e flora brasileiras. Além disso, o Thales queria poder encontrar uma gama enorme de pessoas, de todos os lugares do Brasil e conhecer novas formas de enxergar o e agir no mundo. O Thales queria saudar o Chávez, o Morales e o Lula em Belém (eu provavelmente mereço todo o seu ódio e desprezo por isso). O Thales queria estar no Fórum Social Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a hora em que você pensa:&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;- Aham, mais um comuna chato e reacionário que só quer ir para o Fórum para fumar maconha e fazer sexo inseguro com pessoas de linguajar exótico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está mais preconceituoso que de costume, leitor(a). Eu tenho uma bela mulher em casa e não preciso de sexo inseguro em recônditos distantes de nosso Brasil para sentir-me feliz. Estar com a Amanda no quarto dos fundos do 1202 ou na enorme cama de casal que ela tem já me faz muito feliz, obrigado. Sem contar que o sotaque carioca dela já está embebido no charme e mistério que me encantam. A questão é: nos dias 26 e 27, como antecedente ao grande encontro, ocorreu o &lt;strong&gt;Fórum Mundial de Mídia Livre. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma prévia do evento foi organizada em junho do ano passado aqui no Rio e contou com a participação de cerca de 500 “midialivristas” (eu sei, o termo é foneticamente péssimo, mas é o que está na moda). Por motivos de trabalho e estudos eu não pude ir. Fiz bico, fiquei puto e esquartejei umas três velhas para a catarse de toda a minha raiva.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ok! O nosso mundo está cada dia mais dinâmico e “descolado”. Estranho ver alguém que queira ir para um Fórum Social e não tenha como motivos primordiais o uso da maldita erva ou a prática sexual contrária à monogamia. Eu sou um sujeito como poucos. Discussões políticas, econômicas e, principalmente, as midiáticas me dão muito mais tesão que roupinhas de enfermeira ou filme pornô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um consenso entre os mais críticos da atual forma de jornalismo e propaganda que alguns paradigmas devem ser revistos. Tanto por motivos ideológicos quanto pelos materiais. Que a mídia é malvada e mora dentro do armário dos nossos filhos fica trivial repetir sempre. Os argumentos até mesmo se esgotam em seu uso contínuo. Entretanto, para além disso, como já dito, as novas bases materiais da mídia apelam por novas diretrizes. Voltamos à interatividade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com um certo declínio nas vendas dos jornais impressos, a credibilidade e confiança das grandes empresas de comunicação, a meu ver, não oscila muito, visto o movimento de migração que muitas delas estão fazendo para plataformas digitais. Só que a internet é por excelência a chave de todo um novo mundo que potencialmente pode ser construído. Digo potencialmente por já ter escrito aqui um pouco sobre o meu pé atrás com essa tal de interatividade. O que não invalida seu potencial transformador. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Todavia, não é só isso que estará em pauta no Fórum. Há a possibilidade da discussão do impulso estatal para mídias alternativas, debates sobre nomes bonitos como crowdsourcing, (o que é a versão gay para algo como construção social da notícia e a utilização de comentários dos eleitores como forma de agregar informação à notícia) e o papel da mídia no atual caos econômico mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, deve ser legal para caralho, tanto teoricamente quanto para exercer a prática da cobertura. Daí eu pensei em várias matérias que poderiam ser feitas, a principal delas, mostrar a cobertura de emissoras de TV, rádio e jornal do Fórum que – claramente – não iriam tocar nos questionamentos dos midialivristas. Ou apenas iriam enquadrá-los de modo a reduzir sua importância dentro do evento. O normal e corriqueiro de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí eu, amável e solícito que sou, irei enviar essa idéia para alguém que lá esteja. Assim, o trabalho será feito. Não importa o meu nome assinando a matéria (que na verdade é a única coisa da qual ninguém nunca lembra), importa que a oportunidade de exercer uma cobertura contra-hegemônica seja feita já no Fórum. Mesmo antes das decisões, o trabalho já deve estar em andamento (O bom e velho Marx ficaria extremamente orgulhoso do meu trabalho com seu conceito de práxis revolucionária).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munido desse surto de benevolência, encaminhei-me até o grande oráculo dos novos tempos e indaguei firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, Grandioso Google, mostre-me o caminho do bem. Mostre-me como livrar o povo da infâmia midiática que volatiliza nossos valores e escraviza nossa compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí eu parei com a palhaçada e digitei “Fórum Mundial de Mídia Livre”. Tudo entre aspas e bonitinho, como manda a cartilha. Recostei meu belo tronco torneado no assento e esperei pelos milhões de resultados que ele me proporcionaria. Faria uma pequena pesquisa, dando uma olhada nos blogs que estão cobrindo o Fórum e daria a idéia através de um comentário.&lt;br /&gt;Eis que para nosso espanto, prezado leitor(a), minha idéia não saiu como esperado. Encontrei uma dezena de portais noticiosos falando do Fórum, mas que não estavam lá. Vasculhei até achar o blog de uma turma de Comunicação da UFPA (se você me perguntar o que significa a sigla vai ser convidado a morrer dolorosamente (fora do meu blog para não me incriminar, claro)) que estava acompanhando a movimentação do Fórum. Boas matérias, bons textos, diagramação razoável. Pronto. Escolhido. Só falta expor minha idéia e ver se a galera compra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Onde é que comenta? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não houve resposta! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Onde é que comenta nesse blog, pô?! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De novo, apenas um eco lúgubre de minha própria voz fazia-me companhia. Enchi os pulmões num ato de desespero e pela última vez tentei. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Onde é que comenta nesta bodega?! Porra!! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento que eu ouvi uma risada maligna de algo que provavelmente não era do mundo dos vivos virtuais e me mandei. Não antes de procurar um fale conosco também sem sucesso. Sai puto chutando banner e letrinha para tudo o que é lado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanto procurar alguém que pudesse me ouvir e dar de cara com tamanha decepção eu soçobrei às tentativas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Ou será que nessa orgia que foi a reforma gramatical caiu o acento de “fórum”.?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de escrever fórum com ene no final, mídia sem acento, todo tipo de palavras obtusas e erradas e sacrificar umas virgens para ver se a coisa andava, cessei minha busca. Resolvi compartilhar minha frustração com vocês aqui no UDEIN. A coisa é tão anormal que não gera grandes digressões filosóficas. Ao contrário, gera apenas uma ou duas perguntas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Como, blogs e afins, que se propõem a cobrir um evento que tem como objetivo redefinir o papel de um jornalista, sua relação com o público, a forma de construir a notícia; melhor dizendo: dar uma arejada no nosso modelo paleolítico de fazer comunicação não disponibiliza sequer UM meio de comunicação com o público? Como se pode ficar um passo tão largo atrás de tudo o que se propõe? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Fórum deveria ser uma experiência enriquecedora não só no campo teórico do jornalismo, mas também no campo prático. Sabe o que acontece depois? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;- Ahn?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Acontece que vão falar que intelectual só serve para debate política para inflar ego bebendo sei lá sei lá onde. Mas é claro! Porra, qualquer movimento que tente quebrar esse círculo vicioso de “eu penso aqui, bebo isso aqui e as pessoas acham que é só isso que a gente faz” é barrado – mesmo que sem a intenção dos menininhos do blog ou das partes a que cabem a comunicação do evento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Porque se eu aqui falo da guerra, das mercadorias, da ética ou da coloração da plumagem dos pavões eu sou &lt;strong&gt;o profeta das catástrofes&lt;/strong&gt;, o que faz elegia corporativista ao capitalismo em uma mesa de intelectuais. Se eu tentar sair dessa lógica muito esperta onde todo mundo tem seu lugar e dança conforme a música, eu sou impedido porque um bando de universitário inútil que quer falar de mídia livre não me deixa livre para opinar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Porra! E eu fico aqui no meu bloguezinho, polemizando sobre o que no final não dá em nada. Mas aqui é diferente. Aqui nessa bodega você sabe onde comentar e – que bom – alguns comentam. Melhor ainda quando discordam, porque é assim que se constrói o saber. Na antítese da informação. Na hora que eu tento de dar uma banda e você me dá um soco na cara. Isso é mídia livre. Isso é construir uma notícia ou um debate junto a uma esfera de leitura e daí pensar em outra coisa. Ainda que tudo no final gire em torno das minhas piadas ou da minha necessidade de ser pessimista e apocalíptico. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Então, quer falar de mídia livre? Quer falar dos podres da Globo? Leu o texto até o final e não quer falar nada? Sinta-se à vontade para qualquer coisa. O botão de comentários é serventia da casa e eu não fico nem um pouco triste se você xingar minha mamãe (só não pode falar mal da minha coleção de Pink Floyd). Mas por favor, não me deixe sentar sozinho numa mesa de bar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-5530780850757231963?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/5530780850757231963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/01/forum-mundial-de-midia-livre-ou-o_30.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5530780850757231963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/5530780850757231963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/01/forum-mundial-de-midia-livre-ou-o_30.html' title='Fórum Mundial de Mídia Livre ou O Profeta das Catástrofes'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SYNaGhJpYTI/AAAAAAAAAHQ/rL5LPE4zrJg/s72-c/cachorro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-2350864755086416235</id><published>2009-01-27T13:18:00.007-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.253-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Nosso Novo Herói ou O Fantástico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SX8maNzNupI/AAAAAAAAAGc/U0X3AkXyZkE/s1600-h/cha_682.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 315px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SX8maNzNupI/AAAAAAAAAGc/U0X3AkXyZkE/s400/cha_682.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295993918633917074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O nosso planetinha não se excita tanto com outrem desde o tal de menino Jesus (exagero). Há um furor rondando o estômago de toda a comunidade global. É uma comoção suprapartidária, perpassa esquerdas e direitas, e anuncia-se como um mito moderno. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nosso novo herói&lt;/span&gt; tem nome: Barack Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, aliás, suprapartidário vem sendo o termo que espreita a figura do novo presidente dos EUA de perto. Nas prévias da eleição, Obama era o nome de grande consenso em discussões políticas ao redor do globo. No mundo pós-moderno, o nome de Barack aliou-se a uma tal de agenda pós-racial e pós-ideológica. Mesmo os mais ferrenhos críticos do Tio Sam olhavam para o ex-senador com esperança, ou pelo menos, com um pouquinho mais de respeito e curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatalmente carismático – ainda que não se saiba ao certo de onde surgiu tanto carisma - é fato que ele soube aproveitar muito bem sua imagem que ia transfigurando-se ao longo do processo eleitoral. Tudo bem, vá lá, não era muito difícil! Com o republicano McCain que tinha que arcar mais com as conseqüências de oito anos de um governo controverso do que com sua própria candidatura; com a Sarah Palin cogitando um conflito com a Rússia no momento em que ninguém mais agüentava o sangue lavando as calçadas de Wall Street (o que só serviu mesmo para mostrar mundialmente o quão mal comida ela era); e com a Hillary Clinton que depois de umas esporradas do maridão na Casa Branca ninguém mais levava a sério, não era extraordinário apostar na superioridade de Barack para presidir o governo americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que, mesmo assim, o mito Obama alçava vôos cada vez mais altos e sonoros por todo o mundo. Nesse momento, todos os clichês utilizados à exaustão caem bem. Negro, descendência queniana, democrata, arrojado, excelente orador, reformista e blá blá blá. Em miúdos: Obama é o caminho de síntese na nova conjuntura mundial que vai do Ato Patriota pós 11 de setembro, passa pela legalização da prática da tortura e chega até a quebra do mercado financeiro (com muitas baldeações, óbvio). É o simbolismo da mudança e da tolerância, rumo à paz, depois da bancarrota republicana levada a cabo pelo danado do Seu Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui um pequeno problema. Antes de virar presidente, Obama virou uma imagem. Nem precisaria passar por dinâmica de grupo ou entrevista individual nos estágios para garoto-propaganda da Nike (Vai dizer que os imperativos de “We Can” e “Just Do It” não são muito similares? Complementares em certo ponto?). O cenário guia para esse patamar mesmo. Tudo que tem poder, desperta curiosidade e deseja passar credibilidade tem uma imagem forte. Melhor dizendo: deve se valer de uma imagem forte. O problema é quando essa lógica extrapola determinados mundos para irrigar a área da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Ora, Thales, mas hoje em dia o mundo da política é baseado na imagem. Se bobear, mais que qualquer outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente constatação, leitor(a). E isso é bom? Para mim não é, pode ser para outros. E, além do mais, acho que para o negão pode ser prejudicial em certos sentidos. Talvez seja impossível de sustentar o mito daqui há uns dois ou três anos de governo. Quando apagarem as luzes dos luxuosos salões de festa, pode ser que a estória mude e mostre seus dentes ao presidente. Afinal de contas, ele deve ser o primeiro a saber que não vai e nem pode salvar o mundo. Aqui entra a questão da imagem. Obama não pode reconstruir totalmente o mundo, nem a América. Obama não é o mundo, tampouco a América. Ele é fruto de uma “democracia”, posto no poder pelo povo. Sua capacidade de governo e de sedimentar a confiança existe enquanto relação dialética estabelecida junto à esfera pública. Não independe dela para existir. Ainda que ela de algum modo, possa estar sobrevivendo dessa maneira. As contigências históricas tratam de deter esse movimento irreal e espetacular impulsionado por sua eleição. Talvez tardiamente, talvez não. Ainda que muitos filósofos já tenham preconizado a imagem autônoma, desgarrada de seu movimento real, essa teoria encontra muitos nódulos para concretizar-se quando falamos do líder da maior potência capitalista. Manter uma espécie de farsa sendo the president of the United States of America é quase impossível, assim como a fama de herói uma hora pode ir à ruína (levando à falência a fábrica de bonequinhos com a cara do Obama (isso mesmo: bo-ne-qui-nhos do Obama já existem)).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu processo de síntese, Obama já vai levando suas porradas e conquistando fãs. Uma de suas maiores tarefas é retirar os olhos pesados que se abateram sobre os EUA. Ninguém agüenta mais sotaque do Texas, ninguém quer saber de guerra contra o terrorismo. A agenda internacional foi reformulada. A crise é um espectro muito mais presente. O ano de 2008 foi marcante nos debates acerca dos Direitos Humanos. Sagaz, Obama já falou em seus discursos sobre a desativação de bases militares norte-americanas fora de seu território – tendo como carro-chefe a famigerada base de Guantánamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebendo também que o mundo agora se move nas esteiras virtuais, em bytes e mais bytes, o herói do momento prometeu a “administração mais aberta e transparente da história” – palavras do próprio. Para isso, todo o arsenal das novas mídias será utilizado a favor da proximidade do presidente com o eleitor. Já há um blog com a promessa de descrever toda a rotina do presidente. E talvez, no mesmo espaço, serão publicados projetos de lei que poderão ser criticados ou complementados pela população. É a tal da interatividade super na moda. Fico um pouco tenso com o assunto. Quem acompanhou o blog desde o início sabe. Por outro lado, já tem gente que não está tão animado com o mocinho. O Chomsky já soltou suas alfinetadas em relação à política do “Império do Mal” no Oriente Médio. Já ironizaram o congelamento do salário de uma parcela da elite política de Washington, que deve chegar a uma ínfima centena de assessores (eu fui um desses!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, interessante é notar que isso acontece há apenas seis dias de sua posse. Se a cobertura da eleição e da reeleição do George foi pautada nas suspeitas de fraude na urnas e nas sutis anedotas da cegueira do povo americano, a posse de Obama e seus primeiros movimentos são retratados como momentos únicos de festa, descontração e avanço. É incrível! Há meses os EUA sofriam de uma crise imensurável em sua reputação. Agora, o Obama já tem até samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou tratando aqui de satanizar ou enaltecer Barack e o Estado que agora ele dirige (ainda que eu tenha um ímpeto quase incontrolável de demonizar tudo). Ainda é cedo. O que vale a pena é discorrer sobre essa mudança tão brusca de paradigmas na atual conjuntura. Obama carrega consigo uma aura, um hit et nunc, talvez nunca visto na história. E desse mito, tenta-se sugar o máximo de interesse e atenção por parte das empresas de mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Pode?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez contribua para uma nova forma de ver a política e de construí-la. Desavenças e anuências são necessárias à vida humana. Até então, ele deve sujeitar-se à essa exposição a partir do momento da decisão de sua candidatura. Sabe o que não pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- O quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- O Fantástico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Fantástico o Thales não gosta não. E é aqui que começa o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- 'Taquemepariu! Na terceira página?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, ainda estou no limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma semana inteira de notícias “sérias” e “de interesse público” chega o domingão. Ah, com eu adoro o domingo! Faustão, Didi, Zeca Camargo, futebol. É quase tão bom quanto ser devorado lentamente por crocodilos africanos. Está constatado: o grande problema do domingo é que ele é o dia antes da segunda. Vai começar a correria e a falta de tempo. O palavreado sóbrio dos telejornais e impressos. No domingo então, não se falará do Obama enquanto presidente, mas enquanto dançarino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Peraí, Thales! Sua imaginação está indo longe demais! Como dançarino?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- É verdade! Eu vi também! Fizeram uma matéria sobre a dança da vitória do Obama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está o(a) leitor(a) azul que, além de ter crise quanto a sua identidade sexual, não me deixa mentir. Acompanhada de uma breve retrospectiva temática dos modos de ”balançar o esqueleto” de líderes mundiais, ainda havia na reportagem um especialista – não me pergunte o quê, eu só consigo pensar em coreógrafo – para analisar o rebolado do nosso herói. (Pior que jornalista que produz pauta idiota, só especialista que aceita dar pitaco na mesma.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Você não teve seu computador invadido por piratas da web e está lendo coisas sem sentido. Eles fizeram isso. A Amanda estava comigo e ela pode corroborar a minha visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bizarro porque aí você pensa “Cara! Não existe merda justificável que essa biba possa falar!” Mas jamais devemos subestimar a velha artimanha humana de rechear lingüiça toscana com calabresa de leitoa magra. O infeliz falou coisas como “o joelho levantado do Obama demonstra sua ótima capacidade rítmica”. Obviamente em contraste com danças escusas de pessoas como o Bush, Boris Yelstin, Mandela. Ou seja, até dançar melhor que os outros ele dança. Crise mundial? Hahahaha! O Grande Obama dará jeito nisso na velocidade cinco do Créu. Falaram até do Obama balançando a bunda. Inventaram a dança do Obama. Botaram gente mexendo as ancas na frente da TV com pretexto na posse do Obama. Só dá Obama. Obama é o alfa e o ômega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que é verdade! Eu até gosto de fazer humor às vezes, mas a piada veio da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se não bastasse, arranjaram um Barack tupiniquin para reproduzir o jantar de posse do homem da vez. Coisas de frutos do mar, coisas de frutas de bicha e coisas de carneiro. Tudo servido a humildes personagens da matéria, adornada com o maior número de bandeiras americanas possível (como eu sou ranziza eu acho que é tudo mensagem subliminar (eu sei, eu não tenho coerência às vezes)). O melhor? Todas as receitas do jantar estão disponíveis no site do programa para quem quiser arriscar a prepará-las. Primeiro eu quero saber quem se arriscaria a gastar dinheiro para preparar um Faisão ao molho de aminoácido de canguru sorridente ou seja lá o que aquela porra for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois falam mal do Lula porque ele diz que o jornalismo brasileiro da azia ou porque ele toma uma birita ou outra. Depois, essa mesma corja vai bater palma pro Obama dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Lula, eu sinto azia também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-2350864755086416235?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/2350864755086416235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/01/nosso-novo-heroi-ou-o-fantastico_6472.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2350864755086416235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2350864755086416235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/01/nosso-novo-heroi-ou-o-fantastico_6472.html' title='Nosso Novo Herói ou O Fantástico'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SX8maNzNupI/AAAAAAAAAGc/U0X3AkXyZkE/s72-c/cha_682.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-4700915779176784546</id><published>2009-01-22T14:28:00.009-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.253-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Tempo de Guerras ou Programação Neurolinguística</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SXifHqYn4-I/AAAAAAAAAFQ/1CSL48mdEHI/s1600-h/invasion.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294156315959485410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 314px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SXifHqYn4-I/AAAAAAAAAFQ/1CSL48mdEHI/s400/invasion.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Tempo de guerras.&lt;/span&gt; E com esses novos ares chegam as justificativas para elas e os discursos que são forçados por nossa garganta abaixo e nossa percepção adentro. A doutrina Bush cobriu o mundo em oito anos negro-petróleo e vermelho-sangue. Tudo com o intuito de fazer dormir sossegado o verde-dólar dos cofres do Tio Sam e dos que cavam trincheiras para defender tal patrimônio. Aí vem nossa tão adorada mídia, porta-voz das mais execráveis desculpas para atos de horror que jogam às trevas nações distantes e pessoas que usam panos engraçados sobre suas cabeças (Falar de guerra poeticamente é a minha herança do Neruda. Desculpa).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Fácil, fácil. Gráficos lindos e honrosamente apresentáveis do Jornal Nacional tentam em parcas linhas fazer os motivos para essa guerra parecerem mais toleráveis. Toleráveis na medida que são movidos pela tão recorrente intolerância religiosa. É o caso do mais recente massacre de palestinos. Antes era a guerra contra o terror. Terroristas aterrorizantes, terríveis e torturadores. É tanto erre que funde a porra da nossa cabeça. Óbvio. É o modo mais viável de impor as mais bizarras especulações sobre tudo. Foi o que fizeram com o Lula na época do mensalão. Mensaleiros, valerioduto, partido do mensalão. Uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;programação neurolinguística&lt;/span&gt; baixa e vil que permitia a qualquer um logo associar um coitado militante do PT de Roraima a um filho da puta que só pensa em fazer rombos no cofre público para conseguir votos dentro de um plenário. Patético. O Bush filho, então, apoderou-se dessa artimanha para dar uma cuspidinha nas pirocas bélicas norte-americanas e enfiar nos fundilhos de quem quisesse apoiar sua empreitada de explosões ao redor do mundo. Para que mencionar que o Bin Laden é cria dos EUA, que é estranho Afeganistão e Iraque serem os dois países que fazem fronteira a Leste e Oeste com o Irã (isso mesmo, aquele do Eixo do Mal), que Israel é o segundo país que mais recebe investimento no setor armamentista e um monte de outras coisas? Dá muito trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas como Afeganistão e Iraque são assuntos passados para todo mundo, vamos falar dessa nova conjuntura mundial. Qual é a nova conjuntura mundial? Isso mesmo. Para nós, cachorrinhos pavlovianos da indústria cultural, a palavra que logo desponta na língua é crise.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quebra de Wall Street, alta especulação e bolhas imobiliárias. Tudo que muita gente não entende são os motivos dessa crise. E tempo de crise desemboca logo em tempo de guerras. Sempre foi assim. Após a Primeira Guerra Mundial logo trataram de datar nos livros didáticos que ela havia sido fruto do assassinato do Arqueduquezinho qualquer. A movimentação financeira conflitante das potências da época? Que nada! Bobeira. Foi porque mataram o pobre coitado mesmo que todos ficaram ressentidos e aí resolveram cavar buracos e mais buracos e dar tiros e mais tiros. Segunda Guerra Mundial? Recessão alemã junto ao veloz aumento da demanda por mercados consumidores? Judeus que eram os maiores banqueiros da Alemanha? Que peninha de você. A culpa foi do Hitler. Artista frustrado, racista, filho de uma das trabalhadoras da Vila Mimosa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E agora? O conflito de judeus e palestinos é um dos mais antigos no mundo. Aquela “turma do turbante” (entre aspas porque o termo destituído de preconceitos e piadinhas de mau gosto não é meu, é da gloriosa revista Veja) vive explodindo todo mundo porque não conseguem sintetizar ou tolerar as suas crenças. Logo, todos os conflitos que além dos dois países ainda tem outros atores como Egito e Líbano é descontextualizado em nome dessa divergência. Não interessam os motivos econômicos. Não interessa que todo o Oriente Médio é uma região de fundamental importância estratégica entre três continentes. Pouco interessam as enormes jazidas de petróleo, a OPEP e os combustíveis fósseis. Isso é deixado de lado em nome de justificativas mais plausíveis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas será que não podemos imaginar que as maiores potências bélicas do mundo sairão revitalizadas dessa crise após o conflito? A guerra é lucrativa. Tanto economicamente quanto em termos de reputação. Serve para mostrar o quão bonzinhos são as ações humanitárias provenientes das mesmas nações que alimentam a guerra. Serve para mostrar a impotência da ONU no comando de resoluções pacíficas. Serve como demonstração de poder para inimigos menos aparentes. Exemplo? Hiroshima e Nagasaki. As bombas nucleares que os EUA jogaram sobre o solo japonês não eram o xeque-mate da 2° Guerra. Era um aviso aos soviéticos. “Parem aí mesmo. Berlim já é o máximo. Partilhemos agora essa terra, caso contrário...”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Aos olhos da mídia, tudo é igual. Com uma diferença aqui e outra acolá, tudo pode ser descrito sucintamente sem problemas. Dialetizar a conjuntura político-econômico está longe de ser o objetivo dos chacais dos Marinho e seus companheiros miméticos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Como explicar então que a guerra gera inúmeros empregos “indiretos” (eu sei, humor negro), arranca o capital em sono de uma série de armas e coloca-os em giro, novas chaminés começam a funcionar em indústrias distantes? Chocante e mórbido. Difícil conceber que as crianças mortas e mutiladas são fontes de lucro indireto para alguns pares de acionistas e banqueiros de lá do alto do Equador. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No meio da sobriedade poucas lacunas restam as interrogações. O que importa é que depois das notícias diárias dos homens-bomba vem as matérias sobre esportes. Óbvio que é mais interessante saber quem vai jogar no Flamengo na próxima temporada que dar atenção aos barbudos que se matam por virgens etéreas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;- Então você está dizendo que estamos todos sendo enganados? Que não foi culpa do Hitler, assim como não é culpa das divergências religiosas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em parte. Destituir de importância tais termos seria reducionismo barato. Mas quando não se vê a oportunidade de lucro e de ascensão numa guerra é possível que ela não aconteça. Não é qualquer maluco que vai atirar o país no caos de perder grande parte da população masculina e economicamente ativa. Não é qualquer um que vai flertar com a possibilidade da popularidade do regime frente a um massacre. Nessas horas é bom eleger o inimigo comum e externo de toda a nação.&lt;span style="DISPLAY: none"&gt;itler,HI&lt;/span&gt; Cai bem o conflito religioso. Cai bem tocar fogo no Reichstag e pôr a culpa nos camaradas. Foi a mídia, em seus primeiros passos, que sustentou a 2° Guerra Mundial – a chamada guerra psicológica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Como eu só sei falar de mídia (apesar de opinar em tudo), este texto explora isso. Não há grande interesse no esclarecimento das massas, na objetividade, na isenção jornalística e blá blá blá. A Revolução Francesa passou há tempos. Agora o que impera é a lealdade aos barões da guerra e a eleição do mais novo inimigo comum. Não nosso inimigo. Inimigo deles. Mas que por serem desconhecidos já merecem nosso mais glorioso desprezo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em tempo: A guerra já está em seu fim (esperamos) e o Super Obama já está na presidência congelando salários dos altos escalões do governo (se o preço da lagosta aumentar, todos estarão perdidos). Mais 800 bilhões daqui a pouco irão aparecer do “nada”. O mundo sobreviverá até a próxima recessão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-4700915779176784546?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/4700915779176784546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/01/tempo-de-guerras-ou-programao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4700915779176784546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4700915779176784546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2009/01/tempo-de-guerras-ou-programao.html' title='Tempo de Guerras ou Programação Neurolinguística'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SXifHqYn4-I/AAAAAAAAAFQ/1CSL48mdEHI/s72-c/invasion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-2661857839151608642</id><published>2008-12-28T23:17:00.008-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.254-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Ficções&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Sol Sonolento ou Monótona Brincadeira do Existir</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SVgm4oYcaSI/AAAAAAAAAEk/gvVNm-XFZ0I/s1600-h/ampulheta%20mesa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285016917073750306" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 385px; height: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SVgm4oYcaSI/AAAAAAAAAEk/gvVNm-XFZ0I/s400/ampulheta%2520mesa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abriu os olhos lentamente, ainda esperando que o sono pudesse novamente imobilizar seus 65 kg de carne sobre o colchão. Com gestos estabanados e sem propósito, esticou o braço direito em direção à cabeceira. Levantou o relógio e cerrou os olhos para enxergar melhor o que marcava o tempo para além do reflexo do Sol no visor. Era mais prático saber as horas através dos números que pelo &lt;strong&gt;Sol sonolento&lt;/strong&gt; que estendia aqueles raios mornos acima do cinza da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7h. Era a exata hora de deixar-se novamente desfalecer em meio às brumas oníricas que tornavam sua visão turva. Não fosse uma quarta-feira. Levantou já refém da monotonia que envolvia o futuro de mais um dia que transcorreria através de um pequeno conta-gotas. Meteu o pé nos chinelos. Viu que o esquerdo havia se abrigado no pé da direita. Sempre. Era um erro tão cordial quanto uma amizade de infância. Aprumou-os sem muito entusiasmo e foi lavar o rosto. Enquanto isso, uma velha chaleira ferveria a água necessária à caneca de café matinal. Perdido em divagações inócuas, Reginaldo foi banhar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era por volta das 8h30 quando Alex outra vez irritou-se com o constante fato de sua porta empenada não fechar imediatamente. Após dois ou três solavancos, o metal cedeu e a porta fechara-se para o mundo. A TV com Bombril nas antenas, a tomada que às vezes não funcionava e o mesmo vazio amigo. Os trejeitos da residência permaneceriam ali inutilizados até seu retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava acostumado à mochila que levava consigo em seus dias de trabalho. Todavia, o volume que carregava em suas costas hoje parecia estar mais pesado. Buscou justificativa na fome. Os roncos sincronizados de seu estômago sempre o davam certa cólera. Hoje, os roncos pareciam mais audíveis. Talvez por isso estivesse mais fraco. Deveria estar emagrecendo. Nunca se pesar foi sempre um hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também eram recorrentes os olhares desconfiados que recebia dos “cidadãos de bem”, “pagadores de impostos”. Afinal, um negro como ele, mal vestido e de linguajar rude, era mais que suficiente motivo para disparar uma onda de incômodo em muitas pessoas. A cor de sua pele já não era algo a se orgulhar, como ensinara a mãe. Era agora um estigma indelével, fardo homérico que ele suportava em seus ombros. Por vezes, a cabeça atordoada quase o convencia a tombar-se junto a ela e guiar os passos somente pelas cores da calçada. Contudo, Alex já notara que o fato era evidente e permanecia com os traços hostis e envelhecidos que ostentava. Meticulosamente construídos em seu crescimento e agora totalmente sedimentados. O olhar perdia-se em meio ao mundo que passava vertiginosamente pela janela do trem. Onde a vida se enraizava através das favelas. Os espectros luminosos com uma só freqüência revelavam a igualdade macabra daquelas vidas. Telhas, lixo e barracos sem embolso. “Dá tempo de tirar um cochilo até a Central”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois sujeitos que nada tinham de muito comum, a não ser a espera, paradoxalmente ansiosa, pelo antigas tarefas e aromas que o novo dia traria. Tinha em comum o acordar monótono. E o ônibus que iriam dividir em alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reginaldo avistou o veículo de longe. Olhou para o relógio como se fosse encontrar uma grande surpresa. Sabia estar enganando a si mesmo. Até mesmo os atrasos do ônibus já eram conhecidos. Há metros de distância ele já reconhecia a silhueta do coletivo no qual embarcaria. Provavelmente olharia com cara de poucos amigos para o trocador. O mesmo há tantos e tantos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex também conhecia a condução. A maioria delas levava ao seu destino, o que levava a falta de escolha a ser também uma mania. Entrava naquele em que seus ímpetos, sempre muito exaltados, o empurrassem. Subiu logo atrás de Reginaldo que foi acomodar-se num dos bancos da parte traseira. Alex avaliou a disposição dos passageiros e sentou-se ao lado de uma mulher com um menino no colo. Acomodou a mochila em suas pernas com tanto carinho quanto o que a mulher dedicava ao cabelo de seu pequeno filho. A sensação de angústia ainda o atormentava quando olhava para a bolsa em seu colo. Quis saber o nome do menino. Havia visto que suscitara na mulher ao lado o desenho nítido do olhar similar a tantos outros. Não perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu nome era Lucas: a mais nova alegria da casa de Dona Éster. Havia três anos que não era tão feliz. Do pai não se sabia o paradeiro, o que não era desculpa para que a criação de seu filho não fosse exemplar. O menino, em sua mente ávida de perguntas, buscava o conhecimento do novo mundo nas respostas amorosas da mãe. Ela já havia lido em inúmeras revistas para mulheres como proceder no caso de capciosas perguntas dos pequeninos. Estava um passo a frente. Já sabia de cor perguntas e respostas. Justamente por isso, não lhe foram constrangedoras a indagação do filho acerca do senhor com uma perna só que entrara pela porta da frente ou a cara estranha do senhor a seus lados. Aquilo era muito normal no universo infantil. A sede de respostas é até mesmo maior que a capacidade de apreensão das mesmas. Mas Lucas sempre encontrava no semblante de sua mãe os sentimentos mais tenros. Era o antídoto para suas questões ainda mal estruturadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois ou três pontos foi que Alex alertou-se para sua parada. Havia chegado ao seu trabalho. Nada de muito novo, como para a maioria que estava ali, seguindo para seus respectivos empregos. Abriu a mochila e tirou lentamente a 38 do maior bolso. Lucas, o primeiro a ver, tratou de tentar, em parcas palavras, entender aquele novo objeto. Lançou-se ao encontro da mãe, sempre solícita. Não teve tempo de perguntar nada. Começou logo a chorar ao ouvir o grito de susto da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais um assalto.Grande surpresa!”. Categórico. Mais nada. Esse foi o primeiro pensamento de Reginaldo ao perceber o estardalhaço que aquela pobre alma causara. Era apenas mais uma variável do pensamento da maioria dos passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;- É foda! Sempre isso, resmungou um homem com seus 20 e poucos anos na terceira fileira de assentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- “Acho até que eu já conheço esse aí”, foi o pensamento do motorista. Sempre com seu viés humorista já pensava em como iria contar aos amigos mais um dos infinitos assaltos que aconteceram em seu turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;- Nada funciona nessa porra desse país. Eleição vai, eleição vem e esses políticos não fazem porra nenhuma, foi o comentário mais alto que o sensato do cobrador de sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misturado ao ar pesado do medo - regente da quantidade exata de oxigênio para cada um naquele ônibus - havia, bem lá no fundo, o tédio mais virulento a ameaçar um dia de Sol morno e sonolento. Um dia depois, a 15° página do jornal, mostraria mais um assalto a meios de transporte das grandes metrópoles. O jornalista iria enfurecido cobrir a débil notícia. Nada de novo. O texto já está bem feito em sua cabeça antes mesmo dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria assim. Não fosse o desconforto que pesou no estômago de um distinto senhor, lá do banco de trás, que os jornais chamarão de Reginaldo. Sentiu-se, de súbito, incomodado mesmo pela sua posição no banco. Um pavoroso ódio enegreceu qualquer tentativa de esclarecimento dele. O menor vislumbre de algo racional era visto como algo repetido, automático. Suas memórias emolduravam um enorme quadro onde só se lia a palavra Déjà Vu. Um assalto no ônibus era muito sincero e previsível a tudo o que ele vivia. "Todo dia. Toda hora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse exato momento. Mal terminada a grafia do ponto final da frase mental, que um lampejo acometeu 65 kg de carne adormecidos em algo muito parecida com uma cama. Uma cama de um sono monótono. A dose de ação, de movimento, do inesperado – ou seja, tudo aquilo que às vezes acaba na maior cagada da sua vida – foi algo como um dose etílica nas sinapses, sóbrias há tempos, de Reginaldo. Lançou-se com a fúria estampada na menor fresta de seus dentes tensionados. Alex sentiu o impacto no meio de suas costas. Era o corpo de Reginaldo clamando por uma companhia à mesa. Dose para ele, que tinha punhos firmes e nervosos – frutos de batidas dia-a-dia para fechar a porta de seu lar. A resposta foi um disparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de uma bala não é nada. Aquilo que acometeu o corpo de Reginaldo em 1 minuto e meio era o que movia a mente do pequeno Lucas a cada segundo em sua ânsia de conhecer o mundo. Porém, ainda não sabia falar tão bem. Certamente teria, outra vez, tentado olhar a mãe com ternura e dizer “Mãe, o que é aquele objeto apontado para mim?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo do relógio é dinâmico demais. Poucos segundos depois o projétil seguiu seu rumo através da vida após atravessar a cabeça de Lucas. A mãe só teve o tempo de cair no silêncio mais sepulcral que sua garganta poderia suportar. Foi o fôlego. Antecessor do grito que cortaria a madrugada dos mais aterrorizantes filmes de terror. Em seu colo jazia o filho imóvel. E um vermelho intenso que antes era ocupada por olhos curiosos. Nada mais. Sem vida. O vermelho era a única tinta que coloria o monocromatismo da vivência tediosa de um cadáver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o grito foi a senha para a multidão acordar de suas camas. Era dia de Sol morno, mas não sonolento. E todos levantariam-se, de um modo ou de outro. O único que deveria adormecer era Alex. Forçosamente. Era a sede dos que queriam acordar. O banquete de café da manhã. Na manhã seguinte, o assalto e a morte de Lucas e Alex seriam mais um assalto você sabe em que página. Aquele mesmo tédio. A melancolia presente nos olhos dos que acordam no dia seguinte e abrem o jornal. E o percorrem com semelhante melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois da fugaz glória a vida de Reginaldo se habituaria à apatia. Nada mudaria. Só uma coisa: o sentimento também havia sido transferido a Éster. A casa não mais seria preenchida pela risada esganiçada de seu pequeno filho. A vida traria sempre o odor lúgubre de morte no ar empoeirado do velho barraco. Em cemitérios distintos, dois caixões seriam desgastados pelo solo. Como tantos outros. Como sempre acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas faces da existência sentadas em um mesmo lado de uma gangorra. Parados para sempre. &lt;strong&gt;Monótona brincadeira do existir. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-2661857839151608642?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/2661857839151608642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/sol-sonolento-ou-montona-brincadeira-do.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2661857839151608642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/2661857839151608642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/sol-sonolento-ou-montona-brincadeira-do.html' title='Sol Sonolento ou Monótona Brincadeira do Existir'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SVgm4oYcaSI/AAAAAAAAAEk/gvVNm-XFZ0I/s72-c/ampulheta%2520mesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-3472055706700845546</id><published>2008-12-20T12:44:00.008-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.254-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Fetiche da Mercadoria ou Coca-Cola Light</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SU0G7X4q0OI/AAAAAAAAAEU/kmveAiI1m6g/s1600-h/1407934524_396950c471_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281885555069210850" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 352px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SU0G7X4q0OI/AAAAAAAAAEU/kmveAiI1m6g/s400/1407934524_396950c471_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era uma casa muito engraçada. E, contrariando tuas sinapses – turvos guias através dos lugares-comuns – ela tinha parede, chão e – quem diria – um teto. Os problemas eram os objetos inseridos no ambiente com o intuito de adornar e facilitar a vida na residência. O microondas já havia sido alvo da mais recente avalanche de comentários mal-intencionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ih, rapá! Se liga nos piados que essa porra ‘tá fazendo!, disse um deles, sinalizando um mixiolídio de sons incompreensíveis mesmo para uma máquina familiarizada ao dialeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Também, essa merda já ‘tá pedindo arrego...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Eu só esquento macarrão!, antecipou-se o um, como que antevendo a piada que ganhava contornos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Isso é trabalho fordista. Não passo nem dos seis minutos. Sem contar os botões que vocês nunca usaram.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;- Tipo “cozinhar por estágios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;-&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Que diabos seria cozinhar por estágios? Ainda mais no microondas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Fetiche da mercadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junte cinco jovens, a maioria deles com aquela quedinha pela “ditadura do proletariado”, e deixe-os conversar sobre qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo: divisões de base do futebol catalão ou o consumo de ATP durante 30 minutos de ergometria. Vai dar no mesmo lugar: fetiche da mercadoria. Eu suspeito que às vezes só sinto tesão em falar da Revolução Russa. (Mentira! Foi só para enfatizar mesmo) Patético, é bem verdade, mas rende exemplos de um paladar cômico ensurdecedor (sim, eu adoro sinestesias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como uma bela introdução em prosa. Ok, vamos lá: &lt;strong&gt;fetiche da mercadoria&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não que sua máquina de lavar vai tomar de assalto o resto de tua atenção, começar a andar, falar, pedir para você fantasiar-se de odalisca e proferir “agora quem põe o amaciante sou eu”. Tampouco é um eufemismo para as profissionais da vida que cedem seu corpo em troca de capitalizar recursos (anedota metalingüística). Fetiche da mercadoria pode ser descrito da seguinte forma: é tudo que você vê em soberbo vestido, cuidadosamente posto em um manequim com a cabeça azul na C&amp;amp;A e tudo o que você não vê quando procura as curvas do seu corpo que, supostamente, deveriam caber como uma luva na peça recém-adquirida. (Piada atrasada: eu sempre me pergunto o motivo pelo qual a cabeça de certos manequins é azul? Será que vestido amarelo combina com pessoas de tom de pele esverdeado?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o fetiche que envolve a mercadoria esgota-se totalmente no momento de seu uso. O Vectra GT só anda pelas paredes e desencadeia uma onda de lesbianismo esteticamente confortável nos 30 segundos em que o comercial vai ao ar. Na sua garagem ele provavelmente só atropela aquele filhote de cachorrinho que seu filho quis – que defeca a casa inteira – e fica preso durante duas horas em um engarrafamento de 15 Km. Da mesma forma que a TV plana de cristal líquido parece um amuleto forjado nos subterfúgios celestiais até mesmo na sua CCE de 14 polegadas. Pelas barbas do mendigo que sempre me pede dinheiro: você quer qualidade digital de som e imagem para ver a Ana Maria Braga fazer arroz à grega conversando com um papagaio? Ou para rir de si mesmo com as piadas sem sentido no horário nobre da Globo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: a necessidade mais imediata atendida pela profusão dos produtos em nossas prateleiras é saciar nosso impulso infantil de consumo. Outro dos milhares de exemplos: alguém chega ao McDonald’s, pede um Big Mac de carne de leão-marinho, batata grande, sundae de picanha, tenta aquele papinho medíocre rotulado como “quero comer a atendente” e uma &lt;strong&gt;Coca-Cola Light&lt;/strong&gt;. (Eu sei, eu já fiz uma piada muito parecida com essa em outro post) A não ser que você seja raquítico e associe o “Light” a pouco peso, não há coerência alguma em comer como um ganso prestes a gerar patê e tomar um refrigerante que, provavelmente, tem gosto de secreção pancreática de jumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, o que é necessário ao fetiche? A criação de desejos (Juro que não estou querendo conjecturar nada de conteúdo sexual. O linguajar acadêmico já vem formatado à perversão. Sou apenas um mini-ninfomaníaco escrevendo um blog). A adaptação do mercado consumidor aos produtos que não são totalmente inúteis, mas que, de fato, só atendem à apelos momentâneos de nossos espíritos deslumbrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao microondas. Primeiro que comida requentada no fogão é infinitamente melhor. Segundo que a gente só usa a porra do troço para uma função. No 1202, esquentar macarrão por no máximo um minuto e meio. Qual a grande sacada de ter a porra de um botão escrito “batata”? Ora, caralho, que coisa mais vaga! Já fui tentado a colocar uma batata dentro do maldito forno. Ponderei melhor e achei que poderia dar merda. Como moro coletivamente, melhor pôr em prática minhas tendências incendiárias quando eu tiver meu próprio puxadinho na Baixada Fluminense (A Amanda que me agüente). Mas uma coisa é certa: a batata iria sair de lá quente. E com mais disposição ao desenvolvimento de células cancerígenas (Mentira! Essa parte é puro exagero. Acredita em mim não). Recheada com salmão defumado e pitadinhas de orégano é que não iria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a grande falácia do fetiche? É a alienação. Dissimular que a relação de compra e venda de mercadorias relaciona-se intimamente com a relação dos trabalhadores. O trabalhador fica desprovido da consciência do produto final, de seu trabalho investido e mortificado por trás da aparência democrática dos objetos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;- Jesus Cristo, Thales, você acabou de perceber que a Terra é redonda!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não quer me forçar a falar onde você enfia essa ironia, né? Quem manda aqui sou eu. E isso diz respeito, também, ao uso das ferramentas do sarcasmo. E para além disso: o que existe? A velha dicotomia do valor de uso e valor de troca. Aqui é onde devemos nos curvar às imposições do mercado. Reduzir todos os produtos a um denominador comum – o dinheiro – já era necessário a muito tempo. Isso liberou uma gama dantesca de formas de trabalho, já que os valores de uso são extremamente subjetivos. Seríamos soterrados no volume infernal do impasse caso insistíssemos em praticar uma forma mais honesta de escambo. O valor de uso é necessário, mas pouco prático. Sabemos todos que plantar milho não é o mesmo que plantar batata. Sabemos que não podemos produzir manteiga de placas de vídeo, tampouco fazer nosso bolo transmitir VHF. A libertinagem começa no momento em que deixamos de assumir essa vivência mais acessível do capital para usá-la na maior forma de expropriação do dinheiro tão suado do final do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mentindo? E que porra é essa de comercial para criança? Que abuso. Esse fetiche que vem acoplado à publicidade, como dois cães após a transa, não mede esforços para transformar tudo em venda, lucro e férias no Caribe de uma dúzia de ricaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que, às vezes, eu escrevo textos como se o Apocalipse já tivesse sido marcado no calendário. Esse papo de publicidade, valor de uso, alienação é tão velho quanto andar para a frente. Você já cansou de ouvir. Eu já cansei de falar. E daí? Para onde vamos? Sodomizar uma virgem boliviana sem qualquer proteção contraceptiva só porque criticar o sistema vigente virou rotina? Não, não. Aqui, baby, o mundo é chato. Põe o celularzinho - que você comprou só para integrar-se ao grupo dos descolados - para vibrar. Eu vou falar... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-3472055706700845546?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/3472055706700845546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/fetiche-da-mercadoria-ou-coca-cola.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/3472055706700845546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/3472055706700845546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/fetiche-da-mercadoria-ou-coca-cola.html' title='Fetiche da Mercadoria ou Coca-Cola Light'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SU0G7X4q0OI/AAAAAAAAAEU/kmveAiI1m6g/s72-c/1407934524_396950c471_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-4672557675964758966</id><published>2008-12-17T12:50:00.016-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:10.255-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Um Cisto ou Sociedade do Olhar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUkSaiu_tRI/AAAAAAAAADs/hD8iuejHTNs/s1600-h/GoofGremlin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 352px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUkSaiu_tRI/AAAAAAAAADs/hD8iuejHTNs/s400/GoofGremlin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280772285278434578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu, às vezes, julgo ser um sujeito extremamente azarado. Niilista. Conspiratório. Atento aos meus pensamentos, sinceramente, creio ter uma síndrome de Grande Astro. Tudo gira ao meu redor. Esse papinho de massa, gravidade, atração entre os corpos é coisa de mundinho de vestibulando. Aqui fora, a vida é outra, baby! Tudo isso por quê? Estou com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um cisto&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao dramalhão mexicano à década de 50: Eu sou um desafortunado que passou a adolescência inteira lutando contra um lugar-comum. No meio da febre hormonal, crescimento de pêlos pubianos e olhares obscenos para a vizinha gostosa, fui um dos muitos selecionados a sofrer com cravos e espinhas. Nem tantas espinhas, mas minha cara parecia um jardim na maior parte do tempo. Coisas negras horríveis, mutantes e nojentas brotam de meu rosto. (Mentira! Lembre-se sobre o aviso do dramalhão). Acontece que, alguns desses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gremlins&lt;/span&gt;, cismam em não forçar a passagem através dos poros de minha pele. Assim sendo, a secreção que as formam começa a acumular-se e sedimentar-se sob o tecido epitelial. Daí a algum tempo, ela, que já se tornou uma espécie de gordura, inflama e cria uma espécie de bola alienígena em meu rosto. Esqueci de começar o parágrafo dizendo para você não ler isso enquanto come. Foi mal! Eu aguardo você ir pegar um paninho para limpar seu vômito do teclado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Aguarde: a sua leitura é muito importante para meu blo&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;g&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já?! Pois bem: em média, eu tenho um cisto desses por ano. O primeiro foi enorme, na região abaixo do olho esquerdo. Mesmo lugar onde o novo se aloja. Já o segundo foi pequeno, porém num lugar incômodo. Quase na pálpebra do meu olho esquerdo. Menor, mas a cirurgia para removê-lo me deixou mais aflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses momentos, uma nova rotina se faz presente. Os antiinflamatórios que deveria tomar, para reduzir o inchaço no local e, consequentemente, o tamanho da cicatriz no pós-operatório; os celulares programados para despertar de tantas em tantas horas, atrapalhando minhas noites de sono e sonhos e infligindo-me uma preocupação escrota caso eu o esqueça os remédios. Só que como eu sempre cago no pau acabo nem começando todo o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior é o sintoma que acompanha o cisto, a já citada síndrome do Astro Rei. Simplesmente eu ando na rua, muito desconfortavelmente – evito ao máximo sair, mas tenho que no mínimo trabalhar – achando que todas as pessoas do mundo irão olhar meu rosto e sentir sensações nauseabundas. Um sentimento desesperador que nasce de um estúpido narcisismo. Na real, poucos reparam em mim. A gente não repara em muita coisa hoje em dia. Os cílios piscam no compasso da indiferença. Cada vez mais, nos tornamos indiferentes a tudo e todos. A vida cada dia passa mais rápido. Ontem eu tinha 15 anos. Quando eu tinha seis, demorei quase uma década para fazer sete. Não dá tempo de olhar muita coisa. E eu, sujeitinho egocêntrico e arrogante, tenho a fé cega de que sou o centro das atenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora entra a parte onde eu vou dar uma de intelectual barato e enfiar Debord, Marx e Morin em qualquer brecha dessa análise pouco fecunda a respeito de patologias dermatológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sociedade do olhar&lt;/span&gt;, do espetáculo. A modernização de um projeto racional-empirista de apreender o mundo principalmente com a visão, se efetivou em inúmeros âmbitos da vida. Política, publicidade, entretenimento, informação, desejos. Tudo está povoado por fantasmas da vida moderna, como diria Morin. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo que roda, navega, voa, transporta jornais e revistas; não há uma molécula de ar que não vibre com as mensagens que um aparelho ou um gesto tornam logo audíveis e visíveis”, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;diz ele mais precisamente em seu primoroso&lt;/span&gt; “O Espírito do Tempo”. O ato de contemplar, ver, atentar, observar não é mais um processo fisiológico do ser humano que lhe fornecerá as bases de compreensão do mundo: agora é um imperativo. Uma ordem que, dialeticamente, deteriora a percepção do mundo num sempre mais superficial, olhar. Presenciar, no máximo, de modo muitas vezes passivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse traçado, apresenta-se uma das colunas de sustentação do que Guy Debord definiu como sendo uma das milhares de formas de manifestação da sociedade do espetáculo. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo o que aparece é bom. Tudo o que é bom aparece&lt;/span&gt;”.Ponto. Nada do que é digno de ser visto escapa ao olho de Tandera dos grandes veículos de comunicação atuais. Isso implica dizer que a seleção é sempre feita a partir de um “ponto de vista” (eu sei, essa foi péssima). Assim sendo, todos trucidam-se por um leve furor no estômago de ser banhado nos clássicos 15 minutos pela benevolente luz do holofote da indústria cultural. Os apelos vão desde a descomunal bunda plastificada da Playboy da vez, exposta em 75 m² de outdoor até a profusão alucinógena de cores em um comercial de refrigerante. Tudo é feito moldado nos chavões e sensacionalismo da grande indústria. Quase pude ver, enquanto andava para o trabalho, carros da Globo, da Record e da Band rasgando o vento em altíssima velocidade, liberando seus famigerados jornalistas sedentos por sangue com blocos de anotações e flashes de câmeras em meu rosto. Visualizei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;HOMEM ANDA COM CISTO NO ROSTO NA RUA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, caralha. Por que não? Se a Gisele Bündchen arrumando o cinto na rua já foi pauta, qual o problema do meu amiguinho cisto ser também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ela é uma vedete. Uma das deusas desse grandioso mundo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;glamour&lt;/span&gt; que merece ser olhada. Posta no centro de debate e passível de admiração. Eu, universitário fodido que fumo, bebo e tenho coisas estranhas na cara, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: é flagrante o paradoxo. Tudo deve ser visto, lido, conhecido, mas nas ruas, onde a vida se processa, passamos rápido pelos outros e não reparamos em quase nada. Nosso olhar está sempre perdido um passo atrás do horizonte de sólidos prédios que misturam seus topos no cinza da poluição. Queremos ser vistos sem ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, é uma nova mania de perseguição com a cicatriz. Aquela coisa vermelha caracterizando meu rosto por um ano até eu conseguir encará-la de frente sem muita indignação. Juntamente a isso vem o discurso de que cicatriz no rosto é legal, sexy ou dá personalidade. De repente, parece que todas as pessoas vivem em suas casas vendo filmes de faroeste. Porra, é horrível. É uma nova informação em seu rosto. Totalmente perceptível a mais de 2 Km. Outro constrangimento. Mais mania de perseguição. É a Síndrome de Astro Rei revisitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fundo eu não passo de um rapaz franzino, passo apressado, cara de puto, olhando para o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: O texto é antigo. O cisto já nem está tanta coisa assim. Agora é puro papo de menininha. Só quis eternizar as piadinhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-4672557675964758966?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/4672557675964758966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/um-cisto-ou-sociedade-do-olhar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4672557675964758966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4672557675964758966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/um-cisto-ou-sociedade-do-olhar.html' title='Um Cisto ou Sociedade do Olhar'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUkSaiu_tRI/AAAAAAAAADs/hD8iuejHTNs/s72-c/GoofGremlin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-9165417568349619947</id><published>2008-12-14T19:54:00.014-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:31.366-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Ficções&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Uma Caneta ou Charadas da Vida</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUWEJYexuEI/AAAAAAAAADY/z4LUELGLfu0/s1600-h/duvida-cruel-02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279771434887002178" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 323px; height: 400px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUWEJYexuEI/AAAAAAAAADY/z4LUELGLfu0/s400/duvida-cruel-02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atravessou a rua ainda com aquela pergunta na cabeça. Que será que queria ter dito? Foi uma sutileza irônica, de proporções microcósmicas? Verme habitando o discurso a corroer lentamente cada sílaba das palavras? Um organismo tão pequeno e mesquinho que somente alguém quase que religiosamente pessimista poderia perceber? Não iria curvar o orgulho até o ponto de desviar totalmente seu rumo só para efeito de entendimento: afinal, as pessoas não se entendem mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indagou-se por um segundo se seria melhor ir para a aula. Havia dias que não frequentava a faculdade. Ponderou por um instante sobre a questão em sua cabeça e não chegou à conclusão alguma. Tomado muito mais por embaraço que por determinação marchou severo e ríspido em direção à sala de aula. “Será que eu lembrei de trazer o caderno?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Onde é mesmo a sala?” foi o primeiro pensamento que lhe ocorreu. A preguiça o impedia de iniciar o mais trivial dos discursos, que seria pedir uma informação. Com a mesma falta de certeza, lançou-se perdido nos corredores cheios de portas. A sorte seria ditada pela audição. A esperança é que ele pudesse captar alguma voz familiar e guiá-lo em seus passos displicentes. “E se eu não conseguir achá-la?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, no final de um dos corredores à esquerda, encontrou o local que buscava. “Que aula é essa mesmo? Será possível esquecer até mesmo os dias da semana?”, abordou-se semiconsciente dos caminhos que fazia. Buscou uma carteira isolada onde poderia proteger-se adequadamente da chuva de olhares desatentos que desabaria no transcorrer daquelas duas horas. Poderia abrir um romance ou um dos muitos livros teóricos que carregava em sua mochila e folheá-lo sem muito compromisso. “Será que ele libera meia-hora antes hoje?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pensamento foi interrompido pela jovem que sentara ao seu lado. Mais uma das inúmeras anônimas-familiares características da faculdade. Estranhos com os quais preservamos um rito estranhamente confortável. Não há o conhecimento de vida, idade, tampouco de nomes. Apenas a troca indiferente de bom dia, boa tarde e boa noite. Dessa vez, ela acomodara-se uns poucos lugares a seu lado. Olhou-o nos olhos e baixou a cabeça como um animal sem muito propósito. Atos indecifráveis e rotineiros. “Por que às vezes ela fala comigo, outras não?”. A lista onde todos deveriam assinar seus nomes como forma de presença começou a rodar pela sala. Em determinado momento, ela chegou às mãos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem &lt;strong&gt;uma caneta&lt;/strong&gt; para me emprestar?, perguntou ele cordialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Tem uma caneta para me emprestar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Preta, azul ou vermelha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Faz diferença na hora de assinar meu nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Você não tem nenhuma preferência de cor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Você não acha isso um tanto quanto homossexual?, brincou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Vai dizer que você não tem nenhuma quedinha por uma caneta rosa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem notar, o assunto abandonava o volume de uma conversa informal, do pedido de uma caneta e enveredava por entre uma fuga suave daquele universo com a fragrância torpe do linguajar acadêmico. As vozes chamaram a atenção do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;- Estou incomodando a conversa de vocês dois?, tratou de perguntar o homem. Cara de poucos amigos e muitos anos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Estávamos falando muito alto, professor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;- O que vocês acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Será que o senhor nos desculpa?, ele perguntou, tentando disfarçar toda a ironia que espreitava a frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que eu respondo que o acho um ranziza que não estimula um clitóris há treze anos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo se arrastava. As falas herméticas do professor – que, como muitos outros, não fazia questão de ser claro – deixavam infinitas indagações transitando por entre seus pensamentos. Como que adivinhando que seu sentimento não era único, lançou um olhar interrogativo ao seu redor. Encontrou a velha anônima em olhos também suplicantes de esclarecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Você está entendendo alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Minha cara não responde sua pergunta?, questionou, tentando simular uma expressão cômica e confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Acho então que não sou a única, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- E você não suspeita que quase 80% da turma esteja nessas mesmas condições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Deve ser difícil manter presa a atenção de quase 60 estudantes, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Por que será que certas pessoas teimam em ser professores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Você não acredita naquela máxima de “fazer o que você gosta”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Será que ela se enquadra em nossos dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- ‘Tá a fim de ir embora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Precisa responder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantaram-se discretamente na busca de não causar alarde. Como bichos covardes e canalhas que são, ainda que não tenham conhecimento. Mas como a vida é uma sucessão de contingências pérfidas; pequenas charadas de mau gosto; eternas tiradas de sarro da sua cara, a mochila dele agarrou-se com a alça à carteira. O objeto, lentamente, sucumbiu ao solavanco do peso do corpo em movimento. É o momento de três segundos que demora mais ou menos quinze décadas para acontecer. Tombou. O estrondo fez emergir todas as mentes dispersas dos presentes. Trouxe-os a realidade mais concreta. Ele só conseguiu pensar “Puta que me pariu! Isso tinha que acontecer justo agora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que foi isso?” foi o pensamento de um jovem perdido em seus escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que esse babaca é retardado?” comentou em voz baixa um mais mal-humorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;- Quer depredar o patrimônio, rapá?, ironizou um mais exaltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;- Feliz de ter atrapalhado a minha aula?, perguntou o professor com ar arrogante e descontente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Pó, ‘fessor, ‘cê acha que eu fiz de propósito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;- Você acha mesmo que eu me importo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comentário ardeu até mesmo no vento. Como uma chicotada. A resposta mal-educada logo lhe veio à garganta. “Será que vale a pena?”. Melhor não. Continuou o caminho de saída. “Será que ele não me fuderia numa prova se eu tocasse o zaralho naquela merda?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Escroto? Ele?, indagou ela em tom jocoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Será que essa é uma pergunta retórica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Você não é muito de falar, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Você também notou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Você não acha que pessoas parecidas se reconheçam de longe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Então, você também é assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Estou errada ou somos seres frustrados com essa vida que não traz muitas respostas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- E você duvida que as perguntas possam trazer as respostas? Você deve ser daquelas que não aceitam uma pergunta como resposta, acertei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Acho que se eu te contar perde a graça, né? O que você acha de observar mais atentamente nosso discurso do cotidiano? Já reparou nas milhares de vezes em que soltamos um “Hein?” mesmo já tendo entendido a pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Sabe que eu já havia pensado nisso algumas vezes? Estranho, né?! Pode ser que através das perguntas que fazemos já estejamos determinando um pouco da resposta, não? Não rola aquele velho axioma que diz que tudo abriga dentro de si sua negação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- E a resposta seria só a negação da pergunta já na própria pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;- Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- A pergunta já carregaria em si a resposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;- O que você acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Será que se eu der uma resposta afirmativa agora eu vou de encontro a isso tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;- Sabe que essa foi a mesma pergunta que eu me fiz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os olhares dos dois então se perderam. Na falta de sinônimos para o excesso de "perguntas" e "respostas". Até mesmo o pôr-do-sol e o canto dos pássaros apoderaram-se de um terrível e insólito questionamento. Não de questionamentos vagos, mas questionamentos de questionamentos. De súbito o céu rachou-se em dúvida. O anúncio de demônios desgarrando-se da terra, sob nossos pés para ir de encontro a uma horda de zilhões de serafins seria trivial, tanto quanto o resultado da soma de dois mais dois. Não haveria resposta mesmo para um pedido de ajuda. As &lt;strong&gt;charadas da vida&lt;/strong&gt; estavam construindo novos mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer ir tomar uma cerveja? perguntou sem esperança de obter êxito na resposta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Está tentando me corromper?, disse ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- O que você acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Se eu disser que preciso ir para casa para fazer um trabalho, você acreditaria? Ou vai achar que é só uma desculpa para eu não beber com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Acho que isso é um não, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato era. Dirigiu-se para sua casa também. Precisava descansar. Era uma certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que ela tem mesmo um trabalho para fazer?".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-9165417568349619947?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/9165417568349619947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/uma-caneta-ou-charadas-da-vida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/9165417568349619947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/9165417568349619947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/uma-caneta-ou-charadas-da-vida.html' title='Uma Caneta ou Charadas da Vida'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUWEJYexuEI/AAAAAAAAADY/z4LUELGLfu0/s72-c/duvida-cruel-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-4061544142568217435</id><published>2008-12-11T10:39:00.013-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:31.367-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Velhas Caixas Empoeiradas ou Uma Manjedoura High Tech</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUEM1ERIn0I/AAAAAAAAAC4/Ha4DRAb47w0/s1600-h/cartoon-natal-paulo-barbosa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 392px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUEM1ERIn0I/AAAAAAAAAC4/Ha4DRAb47w0/s400/cartoon-natal-paulo-barbosa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278514344073142082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você já sente o cheiro dos pinheiros de Natal acompanhar o vento que entra através de tua janela? Aquele cheirinho característico de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;velhas caixas empoeiradas&lt;/span&gt; - agora presentes na sala – onde todos os pisca-pisca da casa estão? Seu reflexo turvo, convexo e avermelhado nas milhares de bolinhas que enfeitarão o velho pinheiro. E aquele odor inconfundível das gotinhas de tinta que colorem os anjinhos e reninhas - penduricalhos indispensáveis à árvore - percebeu no ar? Você sente a ternura reconfortante, a alegria e o espírito natalino invadirem tuas narinas dispersas por aromas tão diversos da modernidade? Pois é, eu sinto alergia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok! Já conheço muito bem o que vem agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Poxa Thales, que isso? Toda a família reunida em uma grande mesa. Primos, primas, tias, avós. Todo mundo celebrando numa grande confraternização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Reunião de família, para mim, significa facada na barriga de pelo menos um dos participantes. Socos na cara e ofensas profanas já são velhos clichês de cinema nesse momentos de “confraternização” (fazendo aquele movimento indicativo de aspas com os dedos (que eu tanto amo)).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Você com aquela velha cara de ”Ih, falei merda. Melhor mudar de assunto rápido")&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; – Ah, mas vai dizer que aquela quantidade enorme de comidas supersaborosas que só o Natal tem não te seduz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Na boa: pensar em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panettone&lt;/span&gt;, nozes e rabanada – todos numa grande orgia em meu estômago - me dá vontade de ser um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;serial killer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Você com aquela velha cara de ”Puta! Que mala. Rabanada é ótimo! É a última tentativa”)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; E o Papai Noel? Desperte a criança que reside em você! Lembre de quando você o viu nos shoppings da sua infância. Do seu pai fantasiado te entregando um presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Só tenho uma lembrança do Papai Noel. Uma clássica foto sentado no colo dele. Para qualquer homem isso é uma piada previsível numa mesa de bar com os amigos. Papai, titio... nunca se fantasiaram para me presentear. Sábios homens que provavelmente pensavam como eu: fantasiar-se de Papai Noel deve ser uma merda. E, por último, descobri que ele foi sutilmente sendo apropriado pela Coca-Cola em suas campanhas publicitárias. Aí, fodeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura do Papai Noel, até então, era a representação de São Nicolau com alguns traços do atual bom velhinho. Só em 1931, o artista Haddon Sunblom adicionou o vermelho às suas vestimentas, para remeter “gentilmente” à cor da Coca. Isso é tão legal, mas tão legal que eu tenho vontade de rejeitar a minha humanidade. Em função de quê? Queria ser um verme roendo a carcaça do senhor Haddon só para interpretar o sorriso sarcástico em seu esqueleto. Tenho quase certeza de que dá para imaginar ele pensando “Ha, ha! Otários! E eu só queria fazer vocês beberem refrigerante.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde eu quero chegar com isso? “Todo homem precisa de um rito”. Entre aspas pois a frase não é minha, é da minha querida Amanda. E é bem verdade. Todos presenciamos e participamos de eventos que visam a inserção do homem em uma coletividade. Que alimentem o imaginário e nos forneçam as bases de compreensão da vida. Esses rituais, em sociedades ditas “primitivas”, serviam como forma de comunhão entre os indivíduos, o início de uma nova era – seja de plantação, colheita, chuvas e etc. – a marcação do tempo através das festividades (A antropologia vai mais longe. Eu fico por aqui). São práticas que ainda preservamos, apesar de suas transformações através do tempo. Por exemplo, o Carnaval. Servia e ainda serve, em menor grau, para liberar um pouco a tensão da sociedade. Joga a seriedade para escanteio por quatro dias. Durante esse tempo, o Deus Baco enraíza seus tentáculos negros e pecaminosos em inúmeras esferas da sociedade. É o momento em que todo homem sente-se muito a vontade de saia e maquiagem para sair no Bloco das Piranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Natal significa o nascimento de Jesus Cristo (mudei sua vida agora, vai dizer?!). Talvez esse seja um dos motivos pelos quais eu não celebre o 25 de dezembro. Seria hipocrisia festejar por algo em que não acredito. Sou muito avesso a esse discurso católico que proclama a tal concepção sagrada da virgem (não, eu não sei o nome certo), os milagres, o caminhar sobre as águas, o filho de Deus e blá blá blá. Não que eu duvide da imagem de Jesus, mas sim, da forma como ela foi descrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha fé é pouca. Já foi muito forte. Já me decepcionei com muitas coisas. Não suporto lembrar das manhãs de sábado e domingo há uns 14 anos atrás. As missas e a catequese. Esse ideal de um Deus onipresente, onisciente e onipotente não cola. Só porque, para mim, ser Deus deve ser a coisa mais chata do mundo. Você está em todos os lugares, sabendo de tudo e com o poder para fazer qualquer coisa. Eu viveria jogando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;poker&lt;/span&gt; em Las Vegas e bebendo como um corno. E mesmo assim, depois de uma semana ou duas, tornaria-se tudo repetitivo. O que é ser algo que encerra-se em sua existência? Habita tudo, sabe de tudo e faz tudo. Porra: você não cresce! Você não dialoga! Não interage! Se aprendemos com nossa fé, com nossas desavenças frente a vida e nossas blasfêmias é óbvio que essa figura deve tirar suas conclusões de nossos movimentos. Sei lá o que existe acima de nós. Ao nosso redor. O que nos rege. Simplesmente porque ainda não consegui encontrar um jeito legal de pensar sobre isso. Prefiro pensar na vida do que virar refém da angústia de um futuro pós-morte. Sinceramente não quero saber qual o rosto que me espera por trás dos portões da grande viagem (se é que ele existe). Só não pode ser o Paulo Coelho com alguns Maktubs debaixo do braço (Se for, espero estar com bastante vontade de fazer pipi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecendo todo esse meu impulso destrutivo anticlerical o que resta para o que proponho? Onde fica o menino Jesus? A estrela-guia? Os três reis? Eu digo onde fica: nos presépios. Naquela construção que vê seu significado ser desgastado ano após ano. Sei que agora eu vou parecer um daqueles aspirantes à comunistas que acha erro em tudo, mas, vamos lá: hoje, os ritos de Natal passam por todo um conjunto de signos da nova sociedade. “Já é Natal na Leader Magazine”; “Eu acredito que esse meu Natal vai ser o melhor Natal. Guanabara!”, e todos esses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hits&lt;/span&gt; que suspendem nossa marcha durante o mês de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito de Natal é regido agora pela multidão descontrolada nos grandes centros comerciais. O Papai Noel povoou tudo nas mais diversas formas e tamanhos. Há a mercantilização dos símbolos e ideais que estruturam as festas. O Natal é tempo de liquidação, de promoção, da queima de estoque, dos lugares-comuns do Jornal Hoje. “Como fazer suas compras de Natal sem passar horas em um shopping?”, “Como não se endividar e, ainda assim, dar presentes a toda à família?”. O grande salvador, morto na cruz, nascido em 25 de dezembro - e todo o resto da estória - vira pó. Ora, caralha: até parece que o menininho nasceu em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma manjedoura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;high tech&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, ganhou um mp3, um celular com toque polifônico e um boneco do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Max Steel&lt;/span&gt; dos Reis Magos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal não é isso. Natal é confraternização, felicidade e compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Peraí, Thales: acho que você falou exatamente o contrário no início do texto! Não foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase. Eu, de fato, não me enquadro nesses conceitos. É antiquado e débil, mas meu Natal sempre esteve mais para filme de sessão da tarde. Uma família do barulho arrumando altas encrencas numa ceia da pesada. Odeio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, é esse o espírito que deve estar incorporado ao acontecimento. Existe um espaço, naquele momento em que o relógio vai badalar doze vezes, onde a confraternização e a felicidade cabem (e muito bem). Ali, no seio da família, resistem as tradições que Silvas e Limas tentam preservar. Não é porque eu não compartilhe desses sentimentos que eu os execre. Eu tenho ojeriza, sim, a essa mercantilização de nossos mitos, ritos e personagens. Simplesmente porque, atualmente, a fronteira entre o público e o privado dilui-se em alta velocidade. A decoração da árvore de um ator global é pauta. É imitada. É desejada. Ou seja, o que acontece fora das paredes de nossos lares influencia nosso comportamento dentro dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao final do texto. Mais coisas poderiam ser ditas. Contudo eu já estou na terceira página do Word. Meus textos são enormes. Essa reclamação é recorrente. A terceira página é o limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a ressalva de que o tema foi uma sugestão de pauta da Amanda. “Faz um daqueles seus textos sarcásticos sobre o Natal”. Aí eu fiz. Meio na pressa. Com isso chegamos à interatividade! Aeeeeeeeeeeeee! Sempre ela! Quer que eu escreva sobre algo? Quer muito? Pois então: morra! Só fiz isso porque ela é minha namorada. Ou você acha que eu vou ficar escrevendo textos engraçadinhos para qualquer um? Apaputaqueopariu! (Mentira, se o tema for legal eu compro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como eu não tenho pudor em ser contraditório: Boas Festas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-4061544142568217435?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/4061544142568217435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/velhas-caixas-empoeiradas-ou-uma.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4061544142568217435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4061544142568217435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/velhas-caixas-empoeiradas-ou-uma.html' title='Velhas Caixas Empoeiradas ou Uma Manjedoura High Tech'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/SUEM1ERIn0I/AAAAAAAAAC4/Ha4DRAb47w0/s72-c/cartoon-natal-paulo-barbosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-3676885242654739435</id><published>2008-12-08T16:34:00.005-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:31.367-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Trabalho da Sylvia ou Um Conto Infantil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/ST1o9xpaE0I/AAAAAAAAACQ/Z6F7BfEv15M/s1600-h/fig6.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 312px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/ST1o9xpaE0I/AAAAAAAAACQ/Z6F7BfEv15M/s400/fig6.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277489748856410946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fim de período. Hora de fazer o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;trabalho da Sylvia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação é mais ou menos essa: Sylvia, mais precisamente, Sylvia Moretzsohn é uma professora do glorioso IACS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cri, cri, cri...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom: a quem estou tentando enganar? O IACS é o fim dos tempos. É o Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF, cujo seu grande e admirado amigo Thales Rafael busca incessantemente o conhecimento e os louvores da profissão de jornalista. O prédio foi abandonado às baratas. Só que todas elas reuniram-se em assembléia e decidiram, por voto da maioria, também abandonar o IACS a qualquer outra forma de vida artrópode mais decadente e repugnante. Bom, já pintei a imagem do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;campus&lt;/span&gt; suficientemente corrompida para você. Trate de odiá-lo assim como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto: Sylvia é uma das melhores professoras que o Instituto tem. Ela aguça a visão de um bando de calouros ao que realmente importa nos questionamentos de um futuro jornalista. Introdução ao Jornalismo com ela é uma matéria primorosa. Sorver da disciplina é ter a possibilidade de realizar investigações filosóficas, políticas e históricas da atividade com grande originalidade. Coisa que, muitas das vezes, é deixada de lado no decorrer do curso e, até mesmo, nos estudos da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como o mar nunca foi feito de flores, isso acaba. A Sylvia ministra também Teorias e Técnicas de Reportagem, Oficina de Reportagem e Ética Jornalística. Só muda o nome. Os mais condizentes seriam Introdução ao Jornalismo 2, 3 e 4. É tudo a mesma coisa. Agora eu curso o quarto, ou seja, trabalho sobre ética. E é aqui que começa o que tenho a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Calma aí, Thales: você vai falar sobre ética jornalística? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É: eu sei. É quase tão estranho quanto ver o Diabo jantar à luz de vela com Deus. No meu mundo, a coisa fica ainda um pouco mais exótica. Deus pede para o Diabo passar o sal gentilmente. Depois do jantar, o Todo-poderoso - que preparou toda a comida -  recebe uma massagem do Tranca-rua, após ele ter lavado toda a louça em agradecimento à confecção do alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o odor da podridão proveniente dos grandes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;halls&lt;/span&gt; da imprensa já pode ser detectado por nosso olfato, é quase indubitável. Exemplos não faltam: âncoras dos programas de mil e uma utilidades que entram em contato com seqüestradores, e assim, atrapalham o trabalho da polícia; a exumação diária do cadáver de uma menininha cruelmente assassinada; as escamoteações e blá blá blá. Sim. Tudo isso diz muito do projeto comunicacional que implantaram em nossa nação. Entretanto, diferentemente do desenho do Pernalonga, isso não é tudo, pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, eu já não sei se é do conhecimento de todos, mas essa enorme máquina de dinheiro e fantasias faz, nada mais nada menos, que tripudiar em cima da Carta Magna dessa nação. A inconstitucionalidade não é uma invenção recente em nosso território, mas quando trata-se do Capítulo V – o que fala dos meios de comunicação – algo muito além do normal ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica explícito na Constituição promulgada em 1988 que todos têm direito à opinião e a informação. As mídias não podem estabelecer discursos discriminatórios, devem fomentar o desenvolvimento regional, a censura é devidamente proibida e as concessões públicas de radiodifusão não podem ser alvos de monopólios ou oligopólios. Só daí, qualquer um já percebe que no mínimo, quando o debate gira em torno dos oligopólios, a mídia está totalmente desenquadrada. Mas isso já é muito debatido, muito estudado. Vou mais fundo. Para falar de quê? Da alta demográfica que houve com o número de nascimentos de um novo tipo de jornalismo. Cada vez mais sensacionalista, rápido e vazio, cujos grandes ícones podem ser o Meia-Hora, o Expresso e todos os clichês que nomeiam esses periódicos. É aqui que entra a questão da ética para o que pretendo discorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa profusão de jornais para os mais diversos públicos, faixas etárias e gostos é ética? Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Ora, Thales, mas isso não é uma estratégia de elaboração do público-alvo característica da produção de qualquer informativo? Uma análise de consumidores, aceita por qualquer um e não-discriminatória?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te respondo: brilhante argumento. É justamente esse que quero desconstruir. Isso sim é interatividade, leitor. Você chegou onde eu queria. Para caracterizar ainda mais essa simbiose, vou abrir aqui um entreato (Deixa só eu ir ali ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;backstage&lt;/span&gt; para colocar minha camisa vermelha, minha jaqueta camuflada e minha barba postiça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poderia ser mais antiético que esse movimento? Tomando a ética aqui no conceito de qualquer atitude que venha a reconhecer um ou mais indivíduos como desprovidos de sua condição humana. De seus desejos e suas proposições. Melhor dizendo: violentando-os até eximi-los de toda e qualquer subjetividade. Interpretando-os sob o prisma de massa – reunião de sujeitos dispersos na sociedade. A ética do jornalismo morre quando triunfa o mecanismo ocidental da racionalidade instrumental. Nada mais escapa aos balancetes empresariais com folhas e folhas de infinitos números e porcentagens. Essa lógica extrapolou o mundo das mercadorias e agora habita o mundo humano. Os grupos e classes sociais são fragmentados e divididos dentre as propostas mais convenientes à sede de lucro do capital. O mundo da economia domina tudo e todos. Isso é óbvio a qualquer um que conclua: que não é qualquer um que pode comprar um jornal de R$2,00 por dia; que não é qualquer um que tem tempo de ler quase 30 páginas de matérias das editorias Nacional, Economia ou Política; que não é qualquer um que pode empunhar um enorme jornal e lê-lo em um trem abarrotado de pessoas, nesse sentido o formato mais compacto desses novos jornais vem bem a calhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: um conjunto de pequenos sinais nos mostram como os grandes patrões da informação calculam e enchem os bolsos aos custos da disposição das camadas sociais. Mas calma: ainda não pegue em armas. A coisa piora mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A radiodifusão é uma concessão pública. Do Estado. Logo, deve servir aos interesses do desenvolvimento nacional – resguardados, obviamente os princípios da liberdade de expressão. Assim sendo, o jornalismo é uma ferramenta pública de construção da democracia. Todos tem o direito à informação. Mas esse direito não é de graça e/ou desprovido de objetivos. Isso é para que todos tenham capacidades, no mínimo equivalentes, de discussão do que é de interesse público. Que todos leiam e escutem as mesmas coisas. Sem supressão de informações ou do que só é interessante à determinada parcela dos cidadãos. Essa discrepância entre o que é veiculado no Globo ou no Meia-Hora por exemplo, em termos de discurso e conteúdo, é nociva ao ideal de democracia pregado pela Constituição. Nos sentidos mais claros de democracia e política. Ou você acha que os gregos reuniam-se na ágora para discutir os adultérios da esposa do Xenófanes? Para isso havia o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coffee break&lt;/span&gt;. Durante a reunião dos cidadãos da pólis, o assunto era sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente se dá a farsa: o discurso de fazer um jornaleco para cada público em função do conceito de democracia já vem formatado por sua própria negatividade. Assim sendo, somos cegos à crítica. Por que é justamente isso que NÃO pode acontecer. Se o mínimo quer se falar em ética, igualdade, liberdade e todo esse papinho furado, pesquisa de público-alvo e hiperfragmentação do mercado consumidor de informação são as últimas coisas que deveriam ocorrer. É claro que eu não sou reducionista a ponto de achar que tudo deve ser passado através de uma única plataforma e veículo. Que eu ignore as necessidades diversas dos sujeitos. Mas transformar essa porra na casa da mãe Joana, comprar a preço de banana os argumentos da pós-modernidade que reduz tudo a um denominador comum – números, cifras e valores – já é permitir o escárnio da nossa capacidade de protesto mais banal e – principalmente – necessária à construção de um novo modelo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar assim é aderir ao pensamento de forma positiva. É desconsiderar que o jornalismo - atividade que deveria lutar e denunciar essa segregação de espaço e sujeitos - vai de encontro ao seu papel OBRIGATÓRIO. É permitir que o sustento de meia dúzida de famílias que controlam os conglomerados midiáticos surja da desigualdade social. E, pior ainda, é aceitar qualquer mensagem sórdida como parte da verdade (no pior dos caso como a verdade em sua plenitude). A mídia debate inúmeros problemas para não debater os próprios. Execrar a condenação pública, por parte da mídia, de dois réus que SUPOSTAMENTE mataram a filha é criticar a falta de ética na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ação&lt;/span&gt; jornalística. É necessária a crítica à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;configuração&lt;/span&gt; antiética da mídia. caso contrário, não deixaremos de ser personagens de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um conto infantil&lt;/span&gt;: olharemos para uma figura muito parecida com um lobo em cima da cama, mas acharemos que ela é a vovó só porque está fazendo tricô.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-3676885242654739435?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/3676885242654739435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/trabalho-da-sylvia-ou-um-conto-infantil.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/3676885242654739435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/3676885242654739435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/trabalho-da-sylvia-ou-um-conto-infantil.html' title='Trabalho da Sylvia ou Um Conto Infantil'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/ST1o9xpaE0I/AAAAAAAAACQ/Z6F7BfEv15M/s72-c/fig6.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-892241250794377773</id><published>2008-12-07T18:11:00.007-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:31.367-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>O Batismo ou Discurso de Dupla Sertaneja em Programas Dominicais de Amenidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STwu37NVh5I/AAAAAAAAACE/C3FJevlL1EE/s1600-h/2008-12-02+-+Nomea%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STwu37NVh5I/AAAAAAAAACE/C3FJevlL1EE/s400/2008-12-02+-+Nomea%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277144401692690322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Através de uma leitura mais atenta aos detalhes do meu texto, não é difícil notar que eu vivo um caso de amor e ódio com esse blog. Mais ódio que amor, deveras, mas não camuflo que isso seja proveniente de um mau-humor que cultivo com carinho. Foram sodomias desconfortáveis. Noites a fio, olhando como um inseto confuso à tela do computador que projetava o layout, minha foto, meus textos, enfim; tudo que antes eu guardava em uma gaveta agora exposto aos devaneios de internautas. Faltava, logo, &lt;strong&gt;o batismo &lt;/strong&gt;desse filho ao mundo. Inserí-lo. E tudo o que eu obtinha como resposta a essa proposição era um sonoro “Um dia eu invento um nome”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatalmente projetado – fruto de um surto psicótico de “agora, eu crio um blog” -, o título, ainda por cima, era grande (além de muito sem sal). Tratei de torná-lo uma sigla: “UDEIN”. Não por nada (adoro essa frase). Para começar já era mais prático, sistematicamente falando. Ao invés de uma pasta com meus textos chamada “Textos – Um dia eu invento um nome”, ou “Textos – blog” (o que soa como um idiota que teme em encarar o espelho), “Textos – UDEIN” era muito mais acessível. Foneticamente mais cômodo (Apesar do “in” no final lembrar-me algo entre o dialeto da Parada Gay e a preguiça carioca de falar todo o diminutivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, eu me apeguei. Essa sombra que me seguia numa rua escura agora tinha um nome para mim. Fui extremamente relapso em enunciar que o nome do blog seria uma referência para o mundo, antes de chegar à óbvia conclusão do que o nome representará &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; mim, e – mais importante ainda – representará &lt;em&gt;de&lt;/em&gt; mim. É como escolher o nome do seu filho. (Ainda que esse papo de comparar a obra ao filho me pareça &lt;strong&gt;discurso de dupla sertaneja em programas dominicais de amenidades&lt;/strong&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia me batizado com uma espécie de onomatopéia GLBT que representava “um dia eu invento um nome”. A primeira parte chocou-se com minha pose de homem até andando por cima das águas; a segunda me remeteu logo ao papinho pseudocult dos missionáriozinhos do devir e do tudo-é-relativo. Cogitei o suicídio. Achei o suicídio uma ótima idéia. Lembrei que ainda não mijei na cabeça do Paulo Coelho. Tomei um copo d’água. Parei de chorar como uma mocinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, percebi que a sentença de que o objeto não corresponde de todo ao nome (que não está, de fato errada) em seu caminho de pensamento inverso acalma um pouco meu espírito. O nome também não responde ao objeto. Se pensarmos que o objeto, nesse caso, é uma produção do auge de minha subjetividade, isso sim faz toda a diferença. Foi o que Marx fez com Hegel. Kama Sutra dialética. Revira tudo num 69 alucinante. Sempre tive uma queda pelo sexo intelectualista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto faz nomeá-lo de “Abstrações” ou “Antro de Perversão Auto Suficiente, Egoísta e Inócua 2.0”. Os textos de um jeito ou de outro ainda não teriam uma coerência, pré-disposição ou disciplina em conjunto. “Um dia eu invento um nome” evoca, ainda que paradoxalmente a tudo o que tento dizer, uma atmosfera do novo. É a clara proposição do sentido sendo construído socialmente, e não na simples sentença textual. “Um dia eu invento um nome” é uma sacada marqueteira tão gostosa que eu fico excitado só de pensar. Você está navegando na internet e cai aqui. Lê o título e o cheiro que teu cérebro simula é o da carne e do sangue frescos. Já viste de tudo. Experimentaste de tudo. Nada mais te assusta. Nada mais te assola. Muitos passam despercebidos entre a multidão, correm com a cabeça baixa, vidas se resumem aos horários da novela das nove – onde se fantasia a vida – e a exposição maciça à violência, pornografia, corrupção e algo muito parecido com novela das nove em 45 minutos condensados no chamado Jornal Nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu quero. Eu desejo. Eu anseio. Eu sou louco. Eu estou babando saliva ácida olhando tua jugular pulsando. Quero te corromper com textos baratos somente em prol da satisfação das minhas necessidades. É um sentimento megalomaníaco de ser o resto de sinceridade após um cataclisma de discursos vazios de conteúdo e recheados de filantropia barata. Do apocalipse restaram as cartilhas da moral e dos bons modos. Já eu, falo “xoxota” e “caralho” como uma metralhadora. Quer ver?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho, xoxota, caralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Bastante prepotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo para que no meio do monte de piadas infames que faço, o que eu penso, te atinja de algum modo. E eu creio que a forma no mínimo mais bela de fazer isso é ser autêntico – ainda que às vezes isso soe forçado. Não vou dizer que eu escrevo e posto. Eu já tenho inúmeros vícios dessa figura decadente que é o jornalista em geral. Fumo, bebo muito café, bebo muita cerveja, leio tudo que é jornal e tenho opinião para tudo, mesmo sem saber de muita coisa. E dentre eles, encaixa-se o vício mor de revisar textos com o olhar mais caxias que minha dignidade ferida pode suportar. Mas o original mantém-se incólume. Entram as correções ortográficas e o fim de algumas frases imensas com seis vírgulas por cm². Não de todas. Aí é pedir demais!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente da repercussão, dos elogios e críticas, a minha consciência estará tranqüila de ter escrito o que bem entendo, sem ceder nada a ninguém. É essa a proposta, de fato. É me olhar na foto aí do lado e saber que produzo algo. Que tenho um compromisso. Que é um treinamento no que escrevo. Algo que anseia por melhoras. Que será lido por pessoas que conheço e não, que podem identificar-se ou não, mas em algum momento saberão o que penso. Posso escrever um texto exagerado sobre qualquer assunto, ou uma declaração de amor à Amanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, filho do Carcará Sanguinolento com a própria prima safada, eu o batizo, “Um Dia Eu Invento um Nome”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Sim! Isso é mesmo o nome do blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-892241250794377773?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/892241250794377773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/o-batismo-ou-discurso-de-dupla.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/892241250794377773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/892241250794377773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/o-batismo-ou-discurso-de-dupla.html' title='O Batismo ou Discurso de Dupla Sertaneja em Programas Dominicais de Amenidades'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STwu37NVh5I/AAAAAAAAACE/C3FJevlL1EE/s72-c/2008-12-02+-+Nomea%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-4085468493604466471</id><published>2008-12-04T12:33:00.009-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:31.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fofinhos ou não'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Exagerado ou A Sua Avó</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STfqUp5_xaI/AAAAAAAAABw/tGERN9TBTWk/s1600-h/2008-12-03+-+Exagero.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 277px; height: 359px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STfqUp5_xaI/AAAAAAAAABw/tGERN9TBTWk/s400/2008-12-03+-+Exagero.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275943129055217058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Haveria de chegar esse dia tão temido. Fatídico e desgastante. A Amanda leu meu blog. “E quem é Amanda?”, pergunta você. Ela é a preta. A minha preta. Meu pé de jabuticaba, minha menina, minha coleção de Pink Floyd, meus livros do James Joyce, meu bebê e todos os outros pseudônimos fofinhos que os namorados usam e que eu não contaria a qualquer um desse modo, sem nenhuma vergonha. Só exponho aqui porque é uma forma de evitar ler a frase “Oh! Que bonitinho” escrita em sua cara. Principalmente porque eu fico extremamente constrangido em passear pelo esteriótipo do "bonitinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda assim eu não respondi a relevância dela nesse post. Pois bem: para além de ser uma mulher exuberante, daquelas que passam na rua e não há homem - desde o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gentleman&lt;/span&gt; até o adolescente punheteiro – que não olhe. Ela é sedutora, desenvolta, simpática, interessante, charmosa e cozinha como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a sua avó&lt;/span&gt;. Isso mesmo, aquela velhinha que você sempre julgou ser uma lenda; que habita seu imaginário entre os bolos fofinhos e o pato assado ao molho primavera. Então: perante a Amanda, ela não passa de um mendigo de Manhattan fazendo feijão em uma lata. (Ponto-parágrafo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que ponto-parágrafo? Para falar de uma característica dela em particular, que é das mais atraentes. Ela é inteligente. Mas, espera: você ainda não entendeu. Ela é truculentamente inteligente. Retomando o exemplo de sua avó: hipoteticamente imagine que a coroa, além das peripécias na cozinha, reservasse um tempo de sua vida à filosofia e indagações extremamente originais sobre a natureza da vida, dos sentimentos e do sujeito. Ainda assim, a Amanda te faria ter vontade de ser neto do mendigo. Simplesmente, porque ela flutua entre os pensamentos mais interessantes e curiosos do mundo da mesma forma com que modula sua voz calmamente de um Lá maior para um Lá com sétima enquanto canta Marisa Monte. É lindo. É a simplicidade e a beleza que existem para muito além da técnica vocal ou da metodologia do pensar. Provém da inserção doce que ela instaura num mundo de melodias, do seu dançar na ponta dos pés, do sorriso que expreme e aperta o olhar. É sorver a vida com uma sede de duas horas de viagem. De sorrir. É ser inteligente nos símbolos mais banais da rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já havia me proposto a criação de um blog. Leitora de uma ou duas crônicas minhas. Inúmeras poesias (que eu só tenho coragem de mostrar a ela). Ela acha que eu escrevo bem. Eu acho que não. Ela me olha com aquela cara de “Pára de falsa modéstia”. Eu tenho vontade de apertá-la até esmigalhar todos os lindos ossinhos dela. Acontece o seguinte: geralmente o que eu escrevo é a variação de uma coleção ou outra de piadinhas, regadas a muita ironia e um pouco da minha presunção quanto a isso. Adoro fazer descobertas indiferentes, mas que me possibilitem falar merda. Expor um pouco mais do que eu sou entre o cara bonitinho-e-de-cabelo-cortado-do-trabalho e um maluco que quer profetizar o futuro das Teorias da Comunicação. E aí, sai isso. E eu geralmente mostro-me mais com essa face no que escrevo. Mas... (tudo tem um mas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, você não acha que eu mostrei meus textos loucos e prolixos a Amanda? O Thales sarcástico, profano e amoral ficou na gaveta divertindo-se com sua coleção de Playboys (Mentira, amor! Já joguei tudo fora). Quem eu mostrei foi o super sensível e existencial das crônicas à La Joyce. Nas poesias, meu eu lírico é um odioso deprimido ou um marxista cheio de raiva. Sobra muito pouco espaço para o “duplo sentido”. Tudo que escrevo tem um quê de triste, cinza e desesperançoso. Eu não iria dar a bandeira de mostrar meus textos escatológicos e cheios de pornografia barata. Era um começo do namoro. Ainda havia um certo receio quanto a minha reputação com ela. Gosto de ser elogiado por ela. Como ela diz, massageia o ego. Como eu digo, masturba o ego. Ignorando o verbo da preferência (apesar de achar que massagem e masturbação no fundo sempre tem uma interseção no que diz respeito a sexo) nós temos visões diferentes da vida. Como todo mundo. Umas mais latentes. Outras não. E eu já suspeitava que ela, admiradora de Clarice Lispector e Carlos Drummond não iria gostar dos meus textos. Apesar de ela conhecer a fase pornochanchada do Drummond (e ainda assim resta o enorme abismo que existe entre o Itabirano e eu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que aconteceu, oh, amigo leitor? Ela, de fato, gostou dos meus textos. Ainda resta uma faísca de originalidade no que digo. Não sei se ela será freqüentadora assídua. Talvez ela se canse deles. Mas o problema, amigo(a) é que ela magoou meu coração. (E você achando que ela era a mulher perfeita, né?). Vocês acreditam, que eu, um cara tão legal e bacana fui acusado injustamente de ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;exagerado&lt;/span&gt;, irônico, machista, parecia que meu texto estava sendo escrito para ser, de fato, lido e eu parecia um EMO. Nãããããããõ???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exagerado? Confere. Irônico? Não (por favor, perceba as ironias). Machista? Tá bom, vai. Um pouquinho. Escrevendo para ser lido? Óbvio. EMO?... EMO?... EEEEEEMO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;- Professor, o EMO faltou de novo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, continuemos sem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha pleno e total conhecimento de que estava escrevendo aqui sob esses signos. Qualquer um sabe que eu não me nego a ser engraçadinho. Adoro. Treinei para isso. Juro. Em frente ao espelho. É sério. Juro. E quando a gente quer ser engraçado há a rendição a inúmeros personagens. Sim: personagens. A vida é um misto de ficção e realidade. Temos arquétipos, ideais, projeções, fantasmas e utopias que alimentamos incessantemente. Não se trabalha na realidade sem o apoio do imaginário e vice-versa. E eu, de fato, encarno certas máscaras que, às vezes, nem eu mesmo me dou conta. Vai dizer que você não exagera? Vai dizer que um pouco abaixo do nível do seu chuveiro não existe um palco? Vai dizer que sua roupinha entrou sozinha no seu corpo e com ela você não diz nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sou assim. Exagerado, irônico e corrosivo, muitas vezes. Mas isso não significa que estão ausentes a sensibilidade, os questionamentos e as frustrações de um ser tão humano quanto você. Que idealiza e imagina tanto quanto você. Que exagera tanto como você. Como você e como todo mundo. É a práxis da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolho essa forma: a do humor. É uma forma de aceitar esse simulacro de uma forma mais útil. Humor nas mais variadas formas. Não sou muito metódico quanto a isso. Já viu “Eu Fico Puto”? Terça Insana? Então: aquilo. Eu sou eternamente refém desse momento em que o popular, o brusco, o palavrão, o que você não diz na ceia de Natal irrompe e desestabiliza. É você mandar aquela velhinha, ícone etéreo e imaculado da boa moral, ir tomar no cu. Talvez hoje, o que isso represente fique disfarçado muito bem sob os imperativos e apelos dos “Zorra Total” e “A Praça é Nossa” da vida. Martin-Barbero já diz em seu “Dos Meios às Mediações” que isso é o grotesco, o periférico e marginal que rejeitamos tentando impor-se na base da porrada. E isso não quer dizer então que eu sou um cavaleiro honrado e corajoso, cavalgando em verdes campos, levando a tiracolo o tremular da bandeira dos fracos e oprimidos enquanto assobio a melodia da Internacional Comunista. Falta-me o cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E caso eu o tivesse: não teria onde guardar. E seria uma hipocrisia fazer isso quando eu me rendo a uma Pringles de R$10,00 ou um desodorante com a embalagem mais bonita. Digo e repito: isso é um recurso. Textual. Esses textos são produzidos para alguém, não para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que entra a parte legal da estória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo ciente de tudo isso: das manipulações, das frases feitas; dos exageros e com a quase certeza de que a Amanda me criticaria, eu fiz charminho (E não me olhe com essa cara de “Seu baitola! Fazendo charminho, é?!” porque você também faz). Como assim, na minha cara, ela havia dito que meu texto é exagerado, forçado, machista e – essa eu adorei ouvir – “fiquei com vergonha de mostrar ao meu pai”? Como? Sacanagem! Ela devia molestar mais um pouquinho o meu narcisismo com as formulações a respeito da vida que ela retirou de meus escritos. Ora, pelo santo Deus, ela é minha namorada. Ela iria ter que passar pelo meu drama piegas para me reconquistar. Estou errado em cobrar que ela me apóie nesse momento? Que ela me ajude a continuar com esses escritos imensos e tortuosos? É pedir muito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedir mais só se eu chegasse mal-humorado no McDonald’s, xingasse a atendente, tentasse pechinchar um Big Mac, tentasse descolar o brinquedo do McLanche Feliz e ainda esperasse que ninguém houvesse cuspido no meu hambúrguer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucumbi ao paradoxo da minha própria sinceridade. Não agüentei ouvir a verdade. Fiz charme mesmo. Queria amor. Carinho. Compreensão. Meu blog é ótimo. Meu blog é interessante. Meu blog é tudo. Só não é uma coisa: anti-dialético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocando em miúdos, é óbvio que ela deveria ter algo a dizer e negar do que foi escrito. Assim como todos. Senão seria chato. Se eu não te assustasse o tempo todo, fosse amoral e despretensioso talvez você nem estivesse aqui. E como ela mesma disse, do alto de toda sua sabedoria, “não vou avaliar seu blog como namorada, mas como uma leitora.” Fiquei com a cara de bunda mais representável do quanto Sr. Óbvio eu estava sendo ao ouvir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero uma mulher que injete em seu cérebro tudo o que eu disser. Que venha com frases feitas me elogiar. Que sempre concorde comigo. A beleza do nosso relacionamento vem daí. Dos momentos em que: estamos constrangendo os moradores do 1202, com nossas conversas sacanas muito altas no pé do ouvido até as brigas em que ela arrebenta copos na parede e eu chuto o meu violão, nós vivemos intensamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá! Isso parece letra romântica do Steppenwolf, mas é a mais pura verdade. Nosso relacionamento passa ao largo desse mar de superficialidade que preenche os “amores” e “desamores”. Nós nos amamos. No mais estrito e literal sentido de que nos odiamos. O que no fundo quer dizer não viver sem o outro. Seja para falar sobre o perfume que ela exala, dia e noite, e que torna leve a atmosfera de um dia frio ou sobre as milhares de vezes que eu errei, abandonando-a e desfrutando do meu egoísmo, falo com sinceridade. É inevitável. Não há como mentir para uma pessoa com quem eu quero construir algo muito mais sólido do que qualquer dessas demonstrações socialmente aceitas de afeto. Não sou um poço de romantismo. Comigo não tem serenata. Eu toco violão quando ela pede (o que se resume a uma música que ela não sabe o nome – e chama de “música do Jipe” - e que eu não tenho mais criatividade para arranjos de tanto que toco). Não tem caixinha de bombom. Contudo, tem a velhinha que vem todo dia no meu serviço trazer uma trufa que com certeza tem cocaína dentro. Não tem flores (o que significa dizer “não tem dinheiro”), mas tem a massagem nas costas quando ela tem dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso amor é braile. Entende-se no toque (E não venha você, com sua mente cheia de pensamentos libidinosos, achar que a metáfora do braile é alguma piadinha interna de cunho sexual entre ela e eu. Estou tentando falar sério aqui. Por favor!). É no carinho, nos arranhões, nos beijos e abraços. É o amor que guerreia para sobreviver, entre a nossa falta de tempo e nossas discussões acaloradas. É: o danado sobrevive. Nos toques leves dos dedos da alma, dos encontrões e topadas de nossas teimosias e no conforto de quando ela dorme em meu peito. É assim que acaba o dia. Ela dorme em cima de mim, e eu não preciso de mais nada. Discutimos e vamos embora. Eu só preciso dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, eu a amo: exageradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Não! Isso não foi uma tentativa de aliviar a minha barra na frente da patroa só para ela não perder as esperanças no meu blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-4085468493604466471?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/4085468493604466471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/haveria-de-chegar-esse-dia-to-temido.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4085468493604466471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/4085468493604466471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/haveria-de-chegar-esse-dia-to-temido.html' title='Exagerado ou A Sua Avó'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STfqUp5_xaI/AAAAAAAAABw/tGERN9TBTWk/s72-c/2008-12-03+-+Exagero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-7366757507537388474</id><published>2008-12-03T18:12:00.011-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:31.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Segundo Post ou A Segunda Trepada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STboUsXeApI/AAAAAAAAABo/wGw7BnWtLcA/s1600-h/2008-12-03+-+Segundo+Post.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 313px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STboUsXeApI/AAAAAAAAABo/wGw7BnWtLcA/s400/2008-12-03+-+Segundo+Post.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275659455715738258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante o tempo da minha ansiedade em esperar as respostas ao meu primeiro post e o momento que me debruço sobre o teclado para uma segunda investida, elucidei um paralelo: o &lt;strong&gt;segundo post&lt;/strong&gt; é como &lt;strong&gt;a segunda trepada&lt;/strong&gt;. Como é freqüente, nada de muito sofisticado começa em meus pensamentos. Algo me impede de avaliar tudo muito a sério, já que sou extremamente racional durante minhas indagações – ainda que isso seja um evidente paradoxo. Ao invés de traçar uma metodologia de estudo ou mesmo textual, sinto que é mais divertido lançar-me indeciso e desconfiado em meus escritos. Como naquele breve momento antes de dormir, onde já se desfila nas calçadas dos sonhos, mas você ainda sente seu pé (é, está acordado). Não sou um amante da velocidade, mas conheço-os. É evidente que é muito mais legal dirigir a 140 km/h, ouvindo Jimi Hendrix e batendo cabeça do que quase parando, atento e ciente da preservação da vida dos pedestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebentas desse desapego, dessa falta de um &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, nascem todos os tipos de proposições. Mas cabe esclarecer então, o que representa para mim a segunda trepada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, homem principalmente: liberte-se de suas projeções e identificações com o universo pornô que povoou tua adolescência. Provavelmente sua primeira foda foi péssima. Sem mas! Ponto final. Foi sim! É a inexperiência. O levantar da tão esperada cortina (seja na metáfora do teatro ou da calcinha) que posicionou-se frente a nós. Quando concebemos que há algo em um “mundo adulto” que nós não sabemos muito bem o que é, mas que já levanta seu piruzinho antes sonolento ou dá o calorzinho nas meninas, aquela leve ruborização na face que suscita mil pensamentos que, estranhamente, ainda possuem vestígios de inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí é uma odisséia em busca do conhecimento do prazer. Você aprende os códigos. Decora duas ou três cartilhas, que, quando entre quatro paredes não te farão muito sentido. Não adianta: é a práxis. A teoria se desenvolve com a prática e a recíproca se aplica doravante. Aprende-se poses, apreendem-se olhares, aperfeiçoam-se poses e apaixona-se às vezes. Tudo se rende aos equívocos, aos flertes com o limite, com a busca do sucesso e sabemos porque buscamos isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo (Essa geralmente é a parte em que você me encara como um tarado e dá dois discretos passos para trás).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas vai dizer: todo mundo sabe que é bom. Com quem você ama então! Temos a tendência à idealização e projeção de nossa própria figura no parceiro. Não por nada. O real é muito cru, muito distante e, pasme, muito real. É uma parcela da vida da qual retiramos certos símbolos para compor um mundo. Ideologia. Esse se vestir, portanto, dialoga com outro. Gestos, falas e tropeços. Tudo nos fala algo. Obviamente não ouvimos tudo, mas queremos que nos ouçam. É bom ter alguém que te admire, que te respeite, que divida pensamentos com você. E fazer amor com ela é um momento mágico. Quando presenciamos isso de fato, sabemos que algo antes estava ausente. A felicidade no cansaço dos músculos, o sopro de vida na respiração ofegante pós-gozo, o amor presente no abraço que embala o sono. É do ser humano querer um amor. Ainda que hoje tudo isso seja moldado por diversas instâncias que, frequentemente, tem um quê de burocráticas. Mas, uma hora, percebe-se o que realmente nos importa em alguém e o quão importante é lutar pelo amor. Hoje eu percebo isso por ter uma mulher magnífica e completa ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso no seu olho é uma lágrima?! Ahhhhhhhh, que palhaçada! Sentimentalismo barato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, quando descobrimos certos sentimentos, potencialidades e formas de relação diferentes, nós queremos ser bons. Quando a primeira transa é horrível, você logo que tentar mudar a sua possível imagem sexual para o outro. Você não vai querer seu(ua) amiguinho(a) dizendo para o colégio inteiro no intervalo ou para os amigos mais íntimos o quão fracassado você é na cama. É instantâneo. Pico na veia. Quando você percebe que a primeira foi ruim você pensa logo na segunda. Quanto tempo depois? Minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis qual era meu sentimento. Após ter publicado meu primeiro post fiquei me sentindo fracassado. Meu pinto textual poderia ser descrito como um ínfimo ácaro excitado. Tudo porque eu sou imensamente exigente com meus textos. Após a publicação, eu achei no mínimo 723 erros que eu considero vulgares, repostei 647 vezes o mesmo texto e acho que ele continua péssimo. Eu sou eu mesmo de chicote e roupa de couro surrando minha bunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De hora em hora eu entrava no famigerado blog em busca de toda fama e sucesso que o mundo poderia proporcionar-me. Eu esperava convites para integrar a Academia Brasileira de Letras – e assim poder mijar na cabeça do Paulo Coelho -, elogios desesperado de pessoas anônimas, choro, a comoção das massas, estátuas, a fama, o mundo, tudo, tudo, ahhhhhhhhhhhhhhh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei minha vida a esta coisa. Como se a primeira trepada tivesse de ser no estilo Buttman. 1h37 de sexo e uma gozada de 4 litros nos seios da mulher. Daí você se depara com 57seg de espamos musculares completamente incompreensíveis, o short agarrado no seu joelho e a cara de assustada da menininha. Você vê claramente aquele olhar de “eu não vou mais transar com você”. Foi isso. A exata sensação de que devo trabalhar em dobro instala-se em meu peito. É talvez a última chance de escrever algo que me orgulhe e dê continuidade a esse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o nascimento da aura da segunda foda - e também do segundo post. O desenvolvimento de seu &lt;em&gt;hit et nunc&lt;/em&gt; e toda a sua dedicação para que: agora sim, vai! Você tem plena consciência de que não, não será igual o Buttman. Mas pelo menos você pode mandar tão bem quanto aquele anão das Brasileirinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então eu pensei, que eu teria de arranjar logo algo mirabolante e genial para publicar. Um pouco mais sério, mas ao mesmo tempo mais engraçado. Todo o paradoxo. Era meu grande teste. Por fim, rendi-me à ineficiência desse esforço e lancei-me a outros afazeres. Se não me engano, foi fazendo café que me surgiu a idéia da segunda foda. Glorioso café. Líquido que me move.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só acho curioso, ser algo dessa estirpe. Sinceramente, os piores debates são esses metalinguísticos. Estou eu a falar no meu segundo post do que o segundo post é. Eu sou a filosofia. Capacidade de abstração. Eu sei o sexo dos anjos. Acontece que eu, de fato, deixo-me levar pelo que sou nesse momento. Pelas minhas inspirações e, no máximo, planejo atentamente a revisão do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual portanto, uma das conclusões básicas que eu tiro disso tudo? A segunda foda tem sua aura na sua significação inaugural, diferente da primeira, mais ainda assim vinculada ao novo. Só que ela se perde quando você começa a perceber que o sexo é um aprendizado. Etapas, frustrações e muita diversão. Nada é muito claro. Se fosse, não teria tanta graça. Isso então, serve como um conforto a mim. Momentâneo. É o momento que sou um pouco menos rigoroso comigo mesmo e percebo que a mudança está ao alcance de todos. O blog acompanhará isso e será refeito a cada dia. Depois eu começo com a minha autocrítica e meu olhar altivo para um espelho. Vou achar que fui desnecessário, preconceituoso, prolixo e pouco claro. Quem sabe agora eu não dê uma gozadinha mais prazerosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, foi bom para você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Final previsível. Eu sei. Não consegui me conter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-7366757507537388474?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/7366757507537388474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/segundo-post-ou-segunda-trepada.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/7366757507537388474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/7366757507537388474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/segundo-post-ou-segunda-trepada.html' title='Segundo Post ou A Segunda Trepada'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STboUsXeApI/AAAAAAAAABo/wGw7BnWtLcA/s72-c/2008-12-03+-+Segundo+Post.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1200252833806199149.post-208840244804374692</id><published>2008-12-01T23:42:00.006-02:00</published><updated>2010-12-20T11:02:31.369-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Interatividade ou Ensaio  sobre a Escatologia da Falta de Criatividade para Títulos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STSXIr9cfZI/AAAAAAAAABM/a0JqZqXPakA/s1600-h/user504_pic3014_1213974919.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STSXIr9cfZI/AAAAAAAAABM/a0JqZqXPakA/s400/user504_pic3014_1213974919.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275007239052885394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Decidi fazer um blog. Perseguido em uma noite insone por uma palavra materialmente contraditória, pronunciada como um bom anjo em tempos apocalípticos: &lt;strong&gt;interatividade&lt;/strong&gt;. Munido dessa fusão de idéias loucas e de pouca utilidade, convenci-me de que algo era imprescindível na composição de um texto inaugural do blog – que provavelmente poucos vão ler e depois de dois anos de existência terá o assíduo público de quatro pessoas, considerando a hipótese de que minha mãe adquira internet. E que coisa é essa? Pink Floyd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por nada. O argumento não vai passar de um canalha “eu amo Pink Floyd”. Não estou aqui para discutir isso. Eu amo Pink Floyd. Morra se você não concordar. O blog é meu. A bola é minha. A 9 mm também. Munição não falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar que pouco me questionarei se a tal interatividade será um tema recorrente no blog. Provavelmente, porque eu irei andar torto como um maldito bêbado caso eu proponha definir uma linha de debate compromissada (ou muito séria) com um objeto. Sem querer flertar com o egocentrismo (puro papinho para parecer gentil e tolerante) o que aqui será escrito orbitará, mesmo que eu me negue, ao meu redor. E como eu bem me conheço, divago sobre tudo. Sem nexo, caráter, puritanismo e memória de conselhos maternos (aquele que você nunca recusa, caso queria ser vítima da praga de sua progenitora, como diz o senso comum). &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me gusta&lt;/span&gt; a vã filosofia de bar, a recorrente filosofia-dicionário-na-cabeçeira acadêmica, a inclinação sexual do Pica-pau, arquitetura do século XIV e estudos etnográficos das lendas nórdicas. Obviamente, eu não sei caralha nenhum sobre os últimos dois. Só citei-os aqui para parecer inteligente. Ou no mínimo engraçado pela minha autocrítica irônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sendo sincero (mesmo que na minha forma de viver isso às vezes seja entendido como cretinice, grosseria, falta de sensibilidade ou ironia – e eu tenho uma leve queda pela ironia) eu não faço a mais ínfima idéia do que tratar em um lugar que nasce às 3h25 da manhã ao som de One of These Days, cheiro de cigarro e um café extremamente forte. Eu joguei o verde de que vou falar de interatividade hoje. Se será interessante... Você pode ser um(a) idiota, cair na lábia de um cara que pode ser um grande filho da puta ou pode achar que a minha retórica é extremamente sedutora e bem estruturada, mesmo que não saiba se isso é de fato um texto meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita os primeiros adendos que julgo importantes... Eles estão feitos. Foda-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que me surgiu a idéia de que o Pink Floyd encaixa aqui, na composição desse texto, como um recurso interativo. Mas por favor, sem cair na banalização de achar que interatividade é uma enquente sobre a vida sexual da Sandy num site de fofoca qualquer. Mas sim, no sentido de uma maior interatividade com todo um conjunto de significação no mundo. Interagir é próprio do sujeito. Eu ouço Pink Floyd todo dia, mas leio a música no meu processo histórico diferenciadamente a todo momento. Interatividade que ponha em contato diferentes olhares e que, principalmente, delimite muito bem o espaço de tensão entre esses olhares. Ainda que isso seja um argumento que cheire ao pessimismo não muito racional de “Ahhh! A indústria cultural é a perversão de nossos tempos”, ele deve ser ressaltado se o mínimo quer se falar em democracia e, conseqüentemente, nessa suposta interatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em presente época, é possível ouvir qualquer coisa em qualquer site do mundo de qualquer maneira vendo qualquer tipo de pornografia extraterrena tentando digitar qualquer porcaria barata em um blog. Ou seja: meu contato com tudo o que diz respeito à arte, cultura, política global e música exponencializa-se. De uma hora para a outra, eu, antes um adolescente imundo e ranzinza que não tinha dinheiro para comprar cd’s, agora possuo toda a discografia de milhões de bandas num curto espaço de tempo e sem gastar muito. Quase uma punhetinha monótona antes de dormir. Contudo, a excitação é enorme. É Pink Floyd. Isso, de fato, só foi possível pela grandiosa interatividade proporcionada, nos termos acima dispostos, por nossa aliada, internet. Ponto para ela. Agora, cabe a mim, desfazer esse mesmo argumento barato na poeira de sua própria irrelevância, porque julgo haverem coisas mais pertinentes ao assunto. Eu sou contraditório e um pouco prepotente. Me dá prazer escrever sem qualquer critério e/ou linearidade só para foder com a minha e sua cabeças. Sou quase tão mau quanto a Regan McNeil. Só que sem a cabeça de robô rodando como num prato de microondas; o vômito verde da ressaca de vodca barata com menta e a rapidinha com o crucifixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o cara que sua mãe, provavelmente, não iria querer como genro. Mas eu tenho olhinhos verdes e toco violão. Agradecido sou, por ainda ter vivido um pouco na época onde, aprender a tocar violão era requisito básico para todo moleque que queria tentar algum tipo de atividade potencialmente sexual com uma ninfetinha da 5° série. Hoje isso me rende frutos suculentos e que derretem na boca (Uiiiiiii! Que másculo). Mas vai: se você tem mais de 20 anos sabe que tocar musiquinhas na viola era recorrente no universo masculino dos cafajestes que queriam bolinar peitos durinhos. E dos peitos para onde vamos? Pense bem, é uma indagação capciosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a interatividade, ora caralhos! Pervertido(a) de uma figa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sim era interatividade das antigas (momento vovô saudosista). Não que o grande objetivo do aspirante a macho de deflorar a colequinha de classe tenha se perdido. O que mudou foram os instrumentos para isso. O meu era o violão. Num olhar rápido hoje, percebemos que cada vez mais, a arma é a fotinho bem produzida e fotoshopada do orkut; o celularzinho supermoderno que toca musiquinhas irritantes; as conversinhas idiotas no MSN, floreadas com frases estúpidas das revistinhas para as meninas-moças. Tudo que passe pela mais alta tecnologia e construção social do que é bom, convence, agrada, excita e te garante a atenção e reconhecimento de meio mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra forma que ela é vista de forma tola na atual realidade do qualquer-discursinho-vagabundo-e-moderno-convence. A interatividade vagueia desde os comentários estúpidos e visivelmente analfabetos em álbuns de jovens decadentes do orkut à pergunta inócua de um idiota frustrado que será lida pelo Galvão Bueno em um jogo amistoso caça-níquel da seleção. O José Roberto Wright fala meia dúzia de verdades fabricadas e o idiota fica babando frente à TV, como uma deusa imponente e onisciente que, amigavelmente pronunciou seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: vestindo as máscaras mais deformadas do supermercado digital que vende a vida ou recolhendo-se à solidão da sala escura e a comunicação com o mundo através de uma tela, tudo é visto com muito bons olhos. Adere-se a um individualismo que dilacera as relações humanas cada dia mais, que deixa a publicidade muito a vontade para fazer um slogan bestial como “a floresta está em você.” Seringueiros paraenses são mostrados com a pele nada tratada pela tela da TV ao lado de uma linda jovem modelo que usa o creme feito com tanto amor e carinho num lugar tão inóspito que nem eu, perfeccionista escrevendo esse texto, tenho paciência de procurar saber onde é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse modelo de vida vem num “leve 2, pague 1” com a moral super incrementada pela racionalidade instrumental de denúncia de incêndios e desmatamento num portal da Globo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Deus!!!!!!!!!!!!! (E eu nem acredito nele). O celenterado estúpido adere a um “protesto” contra um fato que ele nem sabe se existe (Ou você agora vai vir me dizer que o Google Maps realmente vai te ajudar nessas horas para saber se no meio de uma selva, no Acre, estão desmatando?). Até mesmo as formas de negação são devidamente canalizadas por um portal de informação. Nossa decência é domesticada, toma cinco ou seis drinques, faz sexo anal forçado por estar bêbada e nós, com a cara mais deslavada de puta de quinta, saímos do quarto e ainda deixamos uma gorjeta – do tamanho de nossa dignidade! São joguetes que pouca gente nota. Provavelmente você fica mais escandalizado com o que eu escrevo do que com fotos de cadáveres de uma guerra civil africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise mais atenta à materialidade da vida prova que hoje, cada vez mais, o contato com um outro – que se instaura em nosso processo de significação e caracteriza uma tomada de posição – é feito por um teclado. Subtilizado. Porque, por algum motivo estranho, as pessoas adoram falar em dialetos incompreensíveis com letras em caixa alta e baixa e com uma freqüência pouco usual da letra “X” nas sentenças. É provável que as pessoas falem com vizinhos de menos de metros por MSN, orkut, e-mail. Pode ser até que finjam não se ver na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso quer dizer? A interatividade não se resume a uma atividade frente ao computador. Ela altera nossa percepção do que é real, dilui esse tipo de fronteira. Gera cada maluco que você vê solto por aí que fica assustado. Eu considero comprar uma arma. Sei lá, as pessoas andam com medo. Acho que todas pelo menos já tem, no mínimo, qualquer objeto pontiagudo para se proteger dos negros que nos fazem trocar de calçada na rua (Eu vou inovar andando com coisas enferrujadas. Não morre de corte?! Tétano). Mas está tudo bem! Esses não tem MSN, orkut e não interrompem nossos delírios e fantasias perfeitas no mundo dos bytes e gigabytes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é um desabafo porque eu não consigo inserir a merda daqueles links nessa porra de blog. Esse negócio de você dar clickzinho no meio do meu texto pode não rolar. Até porque isso pega mal para caralho (principalmente pelo click no diminutivo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1200252833806199149-208840244804374692?l=umdiaeuinventoumnome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/feeds/208840244804374692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/interatividade-ou-ensaio-sobre_01.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/208840244804374692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1200252833806199149/posts/default/208840244804374692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umdiaeuinventoumnome.blogspot.com/2008/12/interatividade-ou-ensaio-sobre_01.html' title='Interatividade ou Ensaio  sobre a Escatologia da Falta de Criatividade para Títulos'/><author><name>Thales Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11407147522363596768</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/TQ-wRl2UgiI/AAAAAAAAAYc/KFQ8Be68d-c/S220/DSC00917.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Wg3FmXdUq9A/STSXIr9cfZI/AAAAAAAAABM/a0JqZqXPakA/s72-c/user504_pic3014_1213974919.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
